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“Fazer o Festival é um grande desafio e um prazer”, diz o organizador do Festival Internacional da Cidade de Estrela

“Fazer o Festival é um grande desafio e um prazer”, diz o organizador do Festival Internacional da Cidade de Estrela
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Casal Travinha conversou com Rodrigo Rother

Vem aí a 13ª edição do Festival Internacional Cidade de Estrela de Voleibol Feminino. O torneio acontecerá entre os dias 19 e 23 de junho. As inscrições, no entanto, já estão abertas. Para saber um pouco mais sobre o evento desse ano, mas também sobre a hstória do Festival, o Casal Travinha conversou com Rodrigo Rother. Rodrigo é um dos mentores e o organizador do Festival.

Na entrevista, Rodrigo também falou da carreira no voleibol e a motivação para se dedicar tanto ao esporte. Modalidade esportiva a qual o Rio Grande do Sul já revelou muitos craques, e até campeãs e campeões olímpicos.

Confira!

 

CASAL TRAVINHA – Estamos chegando à 13ª edição do Festival Internacional Cidade de Estrela de Voleibol Feminino. Mas como tudo começou? Como surgiu a ideia de fazer o evento?

RODRIGO ROTHER – Sentíamos em nossas equipes a necessidade de disputar mais partidas de alto nível, aumentar a exigência técnica sobre nossas atletas, porque o nosso estado é distante dos grandes centros do país e somente enfrentávamos as principais equipes do Brasil em momentos decisivos, onde não poderíamos perder. E nesses momentos sentíamos falta de estar acostumado a este nível de exigência.

Como temos um bom relacionamento com equipes da Argentina, que praticam um ótimo voleibol, pensamos em convidá-los para vir a Estrela. Para que valesse a pena eles enfrentarem uma viagem tão longa, precisávamos oferecer mais partidas, com outros adversários. Foi aí que criamos um torneio que acabou se transformando no Festival Internacional Cidade de Estrela.

 

CASAL TRAVINHA – E qual o objetivo do Festival?

RODRIGO ROTHER – O objetivo do Festival é promover o desenvolvimento do voleibol, auxiliar a formação de novas atletas e criar um momento de integração entre equipes, atletas e técnicos formadores.

 

CASAL TRAVINHA – Quantas equipes e de que locais participaram na primeira edição?

RODRIGO ROTHER – Na primeira edição foram 15 clubes participantes, num total de 25 equipes. Naquele ano o Festival era disputado somente em duas categorias (mirim e infanto). Do Brasil vieram equipes do RS, SC, ES e SP. Além destas, vieram dois clubes da Argentina. Na época essa adesão foi muito positiva, pois foram quatro estados e dois países já na primeira edição, o que nos motivou a seguir evoluindo e melhorando o evento nos anos seguintes.

 

CASAL TRAVINHA – O que já podemos falar do 13º Festival? Datas, locais de competições. Já tem participantes confirmados?

RODRIGO – A 13° edição do Festival ocorrerá entre os dias 19 e 23 de junho, nas categorias Mirim (2006/2007), Infantil (2004/2005) e Infanto (2001/2002/2003). As inscrições já estão abertas, sendo que até dia 4/3 para as equipes que participaram em 2018 e depois disso para as novas equipes. Estamos com a página oficial no ar (Facebook) e já lançamos o primeiro boletim oficial do evento. Todas as informações mais detalhadas estão disponíveis nesta página.

 

CASAL TRAVINHA – Há novidades da 13ª edição que já podem ser contadas?

RODRIGO – Sempre temos alguma novidade no evento. Mas esse ano nossa prioridade é aperfeiçoar o formato atual, cuidar de alguns detalhes que melhorem o nível técnico da competição e o conforto dos participantes.

 

CASAL TRAVINHA – Vemos que o Festival vem crescendo, tanto em número de participantes, quanto de divulgação. O quanto isso tem colaborado para o desenvolvimento do voleibol da Região?

RODRIGO – É difícil mensurar as contribuições do Festival, mas certamente extrapolam o âmbito regional. Tivemos em 2018 a participação de representantes de seis países da América do Sul. Nosso evento é referência no continente, tanto para os clubes quanto para as seleções. Acredito que estamos atingindo os objetivos do evento.

CASAL TRAVINHA – Falar um pouco do profissional Rodrigo. Quando começaste no voleibol e o que te atraiu?

RODRIGO – Comecei a trabalhar com voleibol em 1998, quando abri uma escolinha em Arroio do Meio. Eu ainda jogava na época e cursava Educação Física. No ano 2000 o Colégio Martin Luther reformulou o trabalho que fazia no vôlei e contratou eu e o Seno (hoje presidente da AVATES) para realizarmos essa tarefa.

De lá para cá é uma longa história. Mas fomos crescendo, criamos a Associação Vale do Taquari de Esportes para ampliar nossa capacidade de trabalho, conquistamos importantes títulos e revelamos atletas para seleções e Superliga. Criamos o Festival em 2007 e seguimos até hoje.

CASAL TRAVINHA – O que te motiva a continuar nessa modalidade?

RODRIGO – A cada ano, cada equipe treinada, cada evento realizado, é um desafio diferente. Mesmo que possa parecer tudo igual como uma rotina, nunca é. Seguimos nos reinventando e evoluindo. Sempre encontramos algo que nunca foi feito antes e perseguimos até realizar. Isso me motiva.

 

CASAL TRAVINHA – O que mais te motiva no Festival e que te faz a cada ano buscar sempre melhorias?

RODRIGO – Fazer o Festival é um grande desafio e um prazer. É o momento em que recebemos em nossa casa os principais atletas, técnicos e clubes responsáveis pelo voleibol de base da América do Sul. Queremos sempre receber a todos da melhor forma, que se sintam em casa. Quando termina o evento, a sensação de dever cumprido é muito boa.

 

 

Reportagem e texto: Nathi Travinha
Foto: Arquivo/Nathi Travinha

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