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Rugby Gaúcho: Para buscar mais e melhor na temporada 2019

Rugby Gaúcho: Para buscar mais e melhor na temporada 2019
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Para falar sobre o rugby gaúcho em 2019, #CasalTravinha conversou com Lucas Toniazzo. Toniazzo é gerente executivo da Federação Gaúcha de Rugby (FGR).

 

Algumas mudanças aconteceram no rugby gaúcho em 2018, como o maior incentivo nas categorias de base. A ideia, segundo o gerente executivo da Federação Gaúcha de Rugby Lucas Toniazzo, é dar continuidade a projetos nessa linha. E tentar realizar metas que não foram atingidas no ano que passou.

Para falar sobre esses objetivos a serem alcançados e fazer uma avaliação do rugby gaúcho no ano que passou, o #CasalTravinha conversou com Lucas Toniazzo. A Federação Gaúcha de Rugby é a entidade que rege o rugby gaúcho. Confira a entrevista logo abaixo.

CASAL TRAVINHA – 2018 foi um ano de novidades para o rugby gaúcho – como a presença de três times na elite nacional e o CGR 7’s Juvenil Feminino. Como a Federação Gaúcha de Rugby avalia a temporada passada?

 

LUCAS TONIAZZO – É gratificante ver que ano após ano vamos dando passos para um norte, mesmo que por vezes passos curtos. Ainda temos que melhorar muito como entidade gestora da modalidade no estado. Porém, tanto federação quanto clubes estão buscando agir mais próximos para gerar mais e melhor rugby a todos.

Ter tido uma competição de base no estado seja no feminino quanto no masculino é de extrema importância. O modelo adotado pelo feminino foi o mesmo adotado em 2017 com as seleções regionais no masculino para manter a gurizada ativa. Sem jogo não há esporte. Em suma, foi um ano interessante, mas podemos entregar mais.

 

CASAL TRAVINHA – Quais os aprendizados do ano anterior que podem contribuir para os projetos de 2019?

TONIAZZO – Que precisamos contar com mais pessoas e acreditar que somos uma Federação com um potencial de trabalho muito mais agressivo (em termos de execução e entrega de resultado) para construção e manutenção da modalidade no Rio Grande do Sul. Que uma vez definidas as regras do “jogo”, devemos respeitar e executar. É preciso dar um salto de qualidade no que diz respeito à credibilidade.

CASAL TRAVINHA – Falando em projetos. Há alguma avaliação/resultado do Projeto Captar, que visava a desenvolver as categorias de base? A ideia da iniciativa era captar e reter mais de 500 novos atletas de base nos sete clubes da Primeira Divisão Gaúcha. Esse objetivo foi atingido?

TONIAZZO – A avaliação é positiva em vários sentidos e reflexiva no que diz respeito à melhoria em vários outros. Clubes que trabalharam e acreditaram no seu potencial superaram expectativas, captando e retendo. Inclusive com captação e retenção feminina. Isso foi extremamente positivo.

No que pode ser melhorado podemos citar a necessidade de uma melhor compreensão por parte dos clubes em planejar, executar e avaliar o resultado de um projeto quando participando dele. Para isso, é necessário que compreendam o objetivo do projeto e busquem atingir as metas com trabalho de fato. O recurso existia e existe, mas só vai se concretizar com avaliação do trabalho realizado.

Quanto aos 500 novos praticantes, creio que atingimos cerca de 40%. Porém, para uma primeira iteração serviu para avaliar: capacidade de operação por parte dos clubes, o que nos leva a revisar o projeto para 2019.

 

CASAL TRAVINHA – Passado 2018, vamos agora para 2019. O ano começou e a FGR já lançou o calendário de competições. Quais os destaques? Alguma novidade nos campeonatos? Nos regulamentos?

TONIAZZO – O formato proposto pela FGR em conjunto com os clubes que participam da 1ª divisão é o que pode ser ressaltado nesse momento. Em reunião com clubes foi discutido por horas o objetivo da iniciativa para 2019 e que precisávamos fazer algo diferente para ver um possível passo para um norte mais distante.

Não existe um sentimento de diferenciação, dado à realidade da modalidade atualmente, qualquer baixa sofrida por clubes é passível de um ano atípico. Ou seja, temos que jogar e avaliar a proposta apresentada. Para resultados diferentes, ações diferentes.

Outro ponto é focar a competição de base no segundo semestre do ano, deixando o primeiro semestre para captação e formação de novos praticantes na base (e claro a manutenção de quem já está). O feminino segue firme na proposta executada em 2018, sendo 2019 a oportunidade de aumentar ainda mais a base.

 

CASAL TRAVINHA – O CGR 7’s Adulto será disputado em apenas um dia? Como funcionará?

TONIAZZO – O 7’s adulto continua sendo disputado em um único dia. Porém, com antecipação de calendário, a tendência é contar com o máximo de clubes participando e trazendo o espírito que a Competição tinha há 5 anos.

CASAL TRAVINHA – O Campeonato Gaúcho de Rugby (CGR 2019) está programado para iniciar no dia 16 de março. Quantos clubes disputarão a primeira divisão? E a segunda?

TONIAZZO – Na primeira divisão serão 8 Clubes e na segunda serão 5 clubes.

 

CASAL TRAVINHA – O CGR 7’s Feminino Juvenil vai continuar? Quando ele ocorre?

TONIAZZO – Irá continuar e acreditamos que terá muito mais aderência pelos clubes. Será uma categoria fortemente incentivada pela FGR. O calendário feminino praticamente ocorre no mesmo período de 2018.

 

CASAL TRAVINHA – Em 2018, os objetivos gerais foram “tornar a participação dos clubes nas atividades propostas mais “leve”, aumentar a base de praticantes nas categorias menores e estabelecer uma rotina de atividade escolar”. E quais são os de 2019?

TONIAZZO – Vamos na mesma tocada. Inclusive para buscar atingir indicadores colocados no ano anterior e realizar de fato o que não pode ser alcançado (atividades escolares, por exemplo).

 

CASAL TRAVINHA – Para tanto, há novos projetos previstos para a nova temporada?

TONIAZZO – Todo novo ano a intenção é buscar melhorar os recursos da FGR, se adequar a mudanças de leis para participação em editais e trazer mais parceiros para perto. Mas isso depende de pessoas e tempo de dedicação. Para 2019, a FGR conta apenas com voluntários que vão buscar fazer mais e melhor.

 

 

Reportagem e texto: Nathi Travinha
Foto: Nathi Travinha

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