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NA HISTÓRIA DO RUGBY GAÚCHO: Charrua entre os oito melhores times do Brasil

NA HISTÓRIA DO RUGBY GAÚCHO: Charrua entre os oito melhores times do Brasil
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Time de Porto Alegre avança de forma inédita para as quartas de final do Super 16: avaliações do presidente e capitão do Charrua.

Esse sábado (15.09) entrou para a história do rugby gaúcho. O time que começou a trajetória do esporte no Rio Grande do Sul registrou um capítulo inédito. De virada nos últimos minutos do jogo, o Charrua Rugby Clube se classificou para as quartas de final do Super 16. Em sua primeira participação na primeira divisão do Campeonato Brasileiro, a equipe gaúcha passa a integrar o grupo das oito melhores do país. A vitória foi conquistada em cima do SPAC na casa do adversário, em São Paulo. O placar final foi de 15 a 13.

“Pois é, uma vitória sobre um time da grandiosidade do SPAC Rugby representa demais para o Charrua. Se um dia houver um livro, certamente é um capítulo que se escreveu ontem, e a palavra mais citada neste capítulo será ‘trabalho’, termos como ‘sorte’, ‘zebra’, ‘acaso’, passarão longe”, avalia o presidente do clube gaúcho, Filipe Menezes.

Experiência em campo

O time que entrou em campo ontem, conforme o presidente, contava cm grande experiência e identificação dos atletas com o Charrua. Os jogadores tinham, em média, nove anos de prática. Entre os 23 listados, 70% teve o seu primeiro contato com o rugby no Charrua, “o restante, adotou o Charrua em função da nossa cultura aguerrida, formadora e receptiva”, orgulha-se Filipe.

A classificação, lembra Filipe, se torna ainda mais relevante, quando comparadas as trajetórias dois oito times.

“Dos oito times classificados para as quartas de final, vejam que apenas o Charrua não disputou o Super 8 ano passado. Colocar no papel outras diferenças, como: jogadores e profissionais contratados, patrocínios, incentivos, proximidade com academias de alto rendimento, experiência nacional, entre outros pontos, deve dar orgulho em cada um de nós que vem construindo esta história”, exalta.

Para o capitão do time, Bruno Pedroso, a “ficha ainda está caindo”.

“É uma sensação estranha. Às vezes parece que não caiu a ficha ainda. A gente sempre soube da grandiosidade do Charrua. Até em âmbito nacional. Mas a gente nunca conseguiu desenvolver muito bem isso. Sempre bateu na trave. Sempre esteve chegando para disputar com o s melhores, mas nunca conseguiu dar o último passo. E eu acho que agora a gente conseguiu. Então a gente vai trabalhar duro para conseguir se manter nesse nível!”, exalta o capitão.

 

Capítulo inédito também para o rugby gaúcho

Se desenvolvendo, segundo Filipe, dentro de um cenário “(semi) amador”, o time tem duas opções: lamentar pelos méritos alheios ainda não alcançados pelo Charrua ou seguir trabalhando duro.

“Eu tenho certeza que todos que estão aqui, escrevendo a nossa história no dia-a-dia, optou pela segunda opção. E tenho mais certeza ainda que iremos muito, muito longe! Estaremos esgotados no final de alguns dias? Sem dúvida. Nos frustaremos em determinados momentos? Obviamente. Porém, as nossas vitórias, sejam pequenas ou grandes como a de ontem, terão um sabor que somente nós saberemos apreciar!”, sentencia.

Já tem gaúcho na semifinal do Super 16

Vira-vira. Assim foi caracterizado o embate entre o SPAC e o Charrua pela repescagem para as quartas do Super 16. Em um jogo muito truncado, o placar só foi aberto aos 30 minutos do primeiro tempo. Quem saiu na frente foram os índios, com um try sem conversão. Já com um try convertido, o SPAC virou, encerrando assim a primeira etapa: 7×5.

No segundo tempo, quem virou foi o Charrua, aos 65 minutos, com mais um try, dessa vez convertido (7×12). Com um penal, os donos da casa encostaram no placar: 10 x 12. E viraram novamente com mais um penal. Os 13 a 12 persistiram até os 77 minutos. Foi quando, com um penal certeiro, o Charrua virou pela última vez. Depois disso, o esforço dos gaúchos foi para segurar o resultado por pelo menos mais uns seis minutos, já que a partida teve ainda tempo de acréscimo. Placar final: 15 a 13 e classificação inédita dos índios.

Resultado mais importante do que o próprio desempenho da equipe, segundo o capitão Bruno.

“O jogo foi um pouco diferente do que a gente imaginou. A gente sabia que ia ser disputado, mas a gente chegou muito cansado. A gente teve que acordar muito cedo, a viagem foi longa, acaba desgastando um pouco. A gente não conseguiu apresentar o jogo que costumamos apresentar. Acabou nos dificultando um pouco isso, deixando o jogo muito truncado. A gente não conseguiu se desenvolver bem no jogo. No fim a gente conseguiu o resultado, que é o mais importante!”, analisa Bruno.

Nas quartas de final, o Charrua terá um velho conhecido pela frente: o Farrapos. Vai ser um confronto gaúcho em busca da semifinal. Dessa forma, a certeza de que um time gaúcho estará na semifinal do Super 16. As disputas acontecerão em partidas de ida e volta. A primeira acontecerá no próximo sábado (22.09) em Porto Alegre. A segunda será no dia 29 de setembro em Bento Gonçalves.

Orgulho do time

“Parabéns aos envolvidos! E muito obrigado, em nome de todos que pularam de alegria ontem, gritaram e choraram de emoção. Espero que o grupo se orgulhe do quanto mexem na vida dessas pessoas, que sintam este orgulho em cada corrida para o try, em cada tackle, em cada campo pintado, cada terceiro tempo, em cada carona oferecida, enfim, em cada momento que vivemos no clube, e para o clube. NÓS somos o Charrua! Seguimos trabalhando. Afinal, NÃO TÁ MORTO QUEM PELEIA!”, finaliza o presidente.

O TRAVINHA ESPORTES TRANSMITIRÁ AO VIVO AS DUAS PARTIDAS.

Confira o papo com o capitão Bruno na íntegra:


Texto: Nathália Ely/Travinha Esportes
Foto: Bruno Reginatti

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