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Super 16 de Rugby XV: “O maior desafio da vida do Charrua”

Super 16 de Rugby XV: “O maior desafio da vida do Charrua”
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Vice-campeão gaúcho estreia na elite do Campeonato Brasileiro de Rugby XV

2018 é um ano especial para o rugby do Rio Grande do Sul. Pela primeira vez na história, três times do estado disputarão a primeira divisão do Campeonato Brasileiro de Rugby XV. Charrua, Farrapos e San Diego estão no mesmo grupo – que ainda conta com Desterro, de Santa Catarina. Em um novo formato, com um maior número de times participantes, o Super 8 virou Super 16. A competição nacional inicia neste sábado (21.07).

E para saber como estão os times gaúchos para essa grande competição, o portal Travinha Esportes conversou com um representante de cada equipe.

TRIES DA FINAL DO GAUCHÃO 2018

“Certamente é o maior desafio da vida do Charrua”

A frase é do presidente do Charrua Rugby Clube, Filipe Menezes. E é por ele que começamos essa série. O time que trouxe a modalidade para o Rio Grande do Sul estreia na elite nacional. Em 2017, os índios foram vice-campeões da segunda divisão, a Taça Tupi. E de cara, no primeiro confronto, tem pela frente o adversário da final do Campeonato Gaúcho: Farrapos. A partida será fora de casa. O jogo acontece às 15h no Estádio da Montanha, em Bento Gonçalves.

Confira o que o presidente falou sobre as novidades, a preparação e a expectativa dos índios para o Super 16.

TRAVINHA ESPORTES – Há pouco mais de um mês, Charrua e Farrapos faziam a final do Gaúcho e agora se encontram na abertura do Super 16. Qual a expectativa para esse jogo?

FILIPE MENEZES – Como bem destacou, pouco mais de um mês, logo, não podemos falar em muitas mudanças de lá para cá. O Farrapos é um grande time, tido como o favorito ao título nacional deste ano. Nossa expectativa não pode ser demasiadamente alta, pois o não atingimento dela pode gerar frustração de mesma magnitude. Então nos baseamos em metas individuais, fazer o nosso melhor trabalho, independente de quem está na frente, sendo ele o atual vice-campeão nacional ou um time em desenvolvimento.

 

TE- O Charrua disputa a elite do nacional. Quais os preparativos da equipe para esse desafio?

FILIPE – Trabalhamos diariamente para a melhora na performance de cada indivíduo, cada um é uma parte fundamental no conjunto, nosso staff trabalha duro para que todos evoluam, não necessariamente na mesma velocidade, respeitando a individualidade de cada um.

 

TE – É o maior desafio para o Charrua no ano?

FILIPE – Certamente é o maior desafio da vida do Charrua. Sabemos que encontraremos desafios nunca antes enfrentados. Não é desmerecer o passado, mas a identidade do Charrua – sedimentada ano a ano – é justamente essa, buscar desafios maiores a cada passo dado, dentro ou fora de campo. Cabe agora a nós estarmos preparados para as peleias que se aproximam.

 

TE – Esse ano o Brasileiro é Super 16, ou seja, está maior do que nos outros anos. O que o Charrua acha disso?

FILIPE – Abriu-se as portas para que mais times, de mais regiões, disputassem a principal competição do país, é uma oportunidade de ouro que alguns times devem agarrar como nunca, pois não fosse a mudança de formato, certamente não chegariam tão cedo nessa divisão. Alinhado a isso, a mudança de formato tinha o intuito de redução de custos por parte da CBRu, se o objetivo for alcançado, ótimo, sabemos das dificuldades logísticas e financeiras envolvidas nesse processo.

 

TE- Falando em mudanças. Quais as novidades do Charrua para a disputa do Super 16?

FILIPE – O Charrua passa por uma transição, em várias áreas do clube, seja nas pessoas, nos processos ou na metodologia de trabalho, e toda transição é conturbada, devemos permanecer firmes na nossa missão, que o resultado aparecerá. Tivemos alguns atletas importantes que precisaram se afastar no segundo semestre, por questões pessoais, ou mesmo pela centralização em treinos da seleção brasileira. Faz parte, cabe a nós nos adaptarmos ao desafio proposto e trabalharmos duro para resolver os problemas que surgirem com os que permanecem.

 

TE- Pela primeira vez o RS tem três times na elite do rugby nacional. O que isso representa para o rugby gaúcho?

FILIPE – Certamente é o ano de maior expressividade do rugby gaúcho, e não só na primeira divisão, na segunda o Serra vem forte, provavelmente como um dos favoritos ao título. O grupo do Sul, pelo sistema de ranqueamento da CBRu, é o que inicia com maior pontuação, uma clara demonstração do peso dos nossos adversários na tabela geral. Também gera grande responsabilidade, pois com a regionalização de grupos, a depender dos resultados da Tupi, podem dois que estão hoje, ficar de fora no ano que vem.

 

TE- Recado para a torcida

FILIPE – Estejam certos que quem estará em campo estará dando o seu melhor, defendendo tudo que o Charrua representa. Espero a casa lotada nos jogos como mandante, estamos fazendo vários investimentos na nossa sede para que estejam todos lá, torcendo, gritando e se divertindo com os amigos.

 

 

Entrevista e texto: Nathália Ely/Travinha Esportes
Foto: Kevin Sganzerla/Arquivo

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