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2018: Ano de aumentar a base do rugby gaúcho

2018: Ano de aumentar a base do rugby gaúcho
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Objetivo da gerência do Federação Gaúcha de Rugby é também tornar as atividades “mais leves”

2018 promete ser um ano especial para o rugby gaúcho. Pela primeira vez na história, o Rio Grande do Sul terá três times na primeira divisão do Campeonato Brasileiro. Farrapos, vice-campeão do Super 8, San Diego e Charra, que garantiram a ascensão da segunda divisão.

O calendário de competições no RS já está definido – tanto as disputas no masculino adulto, no juvenil e no feminino. Mais do que gerenciar as competições, no entanto, o objetivo da Federação Gaúcha de Rugby (FGR) – entidade que administra a modalidade no estado – é tornar as atividades “mais leves” para os clubes. Além disso, o trabalho da FGR visa a fortalecer as categorias de base e a atividade escolar. Isso sem contar na busca pelo crescimento do rugby feminino.

Lucas Toniazzo - grente do rugby gaúcho 2018

Confira a entrevista com o gerente executivo da FGR, Lucas Toniazzo, e entenda melhor como deve ser 2018 para o rugby no Rio Grande do Sul.

TRAVINHA ESPORTES – Como foi o ano de 2017 do Rugby Gaúcho?

LUCAS TONIAZZO – Foi um ano de aprendizado geral, tanto nas competições quanto nas atividades administrativas (atuação de conselho + gestão). Ficou claro que temos (Rugby no geral) retomar um ambiente amistoso no que se refere a relações, tornando a participação de todos em algo positivo, sem o peso e as cobranças que acabam tirando a animosidade da prática esportiva e também manutenção da Federação e Clubes. Somos um ambiente amador onde grande parte dos envolvidos administram e atuam tendo que organizar toda a vida para ter esses momentos. Poucas são as pessoas dedicadas de forma profissional na modalidade, então o ambiente tem que ser mais leve.

TE – Ano passado tivemos o Farrapos como vice-campeão brasileiro, além do acesso de charrua e San Diego para a 1ª divisão nacional? O que isso traz de benefício para o Rugby Gaúcho agora em 2018?

TONIAZZO – Penso que tendo esses Clubes jogando mais uma competição no ano, sendo ela com equipes diferentes, já oportuniza o aprendizado tanto técnico quanto operacional. Isso já é um ganho para o Rugby Gaúcho, pois a experiência desses com certeza será exemplo para os demais.

TE – Quais as competições que nós teremos em 2018 e em que épocas elas serão realizadas?

TONIAZZO – Manteremos um calendário de competições semelhante a 2017, porém, dando uma ênfase nas atividades de base de forma ainda mais intensa. A renovação dos Clubes e manutenção da modalidade passa pela base. Não é algo simples de manter nos Clubes, somos conscientes disso e estamos buscando formas de facilitar a prática para todos e desempenhar um papel não apenas de organizador de competições, como também de suporte para os Clubes.
Nossas competições:
CGR XV – Principal + intermédia
CGR X/XV – Juvenil (M19)
CGR X – Infanto Juvenil (M16)
COPA RS
CGR 7’s Juvenil
CGR 7’s Infanto Juvenil
CGR 7’s Adulto
Festivais Femininos formativos
Festivais Femininos Juvenil
CGR 7’s Feminino
Etapa Liga Sul Feminina

CALENDÁRIO FGR 2018

TE – Em alguns dias teremos o começo das competições estaduais do Rugby Gaúcho com a realização da 1ª e 2ª divisão do Rugby XV? Que expectativa a Federação tem para esse ano de 2018 com relação a essas duas competições?

TONIAZZO – Esperamos ter em ambas competições uma organização superior ao que foi em 2017 e um nível de competitividade mais equilibrado ou melhorando muito para as equipes que não chegaram as finais do ano anterior. Serão 7 equipes na 1ª divisão e 6 na segunda, ainda convergindo ao que foi dito na primeira pergunta, o objetivo é tornar o ambiente Gaúcho de Rugby agradável e leve. Que os praticantes sintam ainda mais vontade de jogar e os Clubes possam respirar mais leve.

TE – Na 1ª divisão, como será a fórmula da competição? Quantos sobem da 2ª para a 1ª divisão e quantas equipes serão rebaixadas?

TONIAZZO – Estamos em fase final de diagramação e conclusão dos regulamentos. Penso que primeiro devemos comunicar nosso público (Clubes) quanto às disposições para os próximos anos, esperando o posicionamento dos mesmos, então vou ficar devendo essa questão de momento.

TE- Com relação ao Rugby Feminino, quais serão as competições e os planos da FGR para as meninas do rugby gaúcho?

TONIAZZO – As competições serão mantidas as mesmas, porém, está se pensando em uma forma de contribuir ativamente com o aprendizado e crescimento, técnico e de quantidade de praticantes. Temos iniciativas sendo analisadas e com certeza irão impactar diretamente no ambiente das gurias do Estado.

TE- E com relação as categorias de base, quais serão as competições e planos da FGR?

TONIAZZO – Da mesma forma que as demais, as competições seguem as mesmas até por uma questão de maturidade e apropriação dos clubes. Porém, da mesma forma que o feminino, desde a metade do ano passado vem sendo trabalhado pela FGR ações que possam auxiliar clubes no crescimento da base de praticantes. O que se quer muito para esse ano é oficializar competições escolares locais e um Estadual de final de ano como vinha ocorrendo até 2016. Tornar ele contínuo e com suporte para que os clubes em conjunto com seus municípios possam estar ativamente participando.

TE- De um modo geral, qual o objetivo para 2018 da FGR com o Rugby Gaúcho?

TONIAZZO – Penso que nosso objetivo é tornar a participação dos clubes nas atividades propostas mais “leve”, aumentar a base de praticantes nas categorias menores e estabelecer uma rotina de atividade escolar.

Farrapos é vice-campeão brasileiro de rugby XV

Charrua é vice-campeão da Taça Tupi de Rugby XV 2017

Reportagem: Marcus Von Groll/Travinha Esportes
Texto: Nathália Ely/Travinha Esportes
Foto: Nathália Ely/Arquivo/Travinha Esportes
Foto do Lucas: Arquivo pessoal

 

 

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