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Título do Binacional de Rugby fecha com chave de ouro o ano do Chapecó

Título do Binacional de Rugby fecha com chave de ouro o ano do Chapecó
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Para o atleta e treinador de XV do Chapecó, Riell Carlet, 2017 já foi sensacional

“Foi um ano muito difícil, com muitas batalhas, mas foi um ano no qual nos unimos muito e formamos uma família. Nosso lema nesse momento é orgulho de ser Chapecó Rugby”, assim o treinador do time de rugby XV do Chapecó Rugby Riell Carlet, define 2017 para a equipe. E já tem foco para 2018. As atividades desse ano terminaram com a conquista inédita do 2º Seven Binacional, realizado no último sábado (09.12) em Rivera.

Campeão 2º Seven Binacional de rugby

Inédita, aliás, também foi a participação do time Seven em torneio internacional. Comandados pelo treinador Daian Muller, a equipe já voltou com o título. Para tanto, na primeira fase superaram os gaúchos do San Diego por 31×0, e os uruguaios do San Javier por 42×0. Na semifinal, a batalha foi contra os donos da casa. O Chapecó superou o Arlequines por 19×12. Na final, o desafio de encarar um time da elite do Uruguai. O Chapecó encarou o Trébol, de Paysandu. E venceu por 12×07.

Ao todo, oito times do Brasil e oito do Uruguai participaram da competição.

A volta para Santa Catarina com o troféu de campeão estimula o Chapecó Rugby a continuar a desenvolver ainda mais a modalidade. Segundo Riel, 2017 é para se comemorar e 2018 já tem um objetivo principal traçado: a conquista da Taça Tupi e a ascensão a série A Nacional.

Confira a entrevista que Riell concedeu ao portal Travinha Esportes sobre a conquista, a avaliação do ano que está acabando e os projetos para o que está chegando.

TRAVINHA ESPORTES – COMO FOI CONQUISTAR O BINACIONAL BRASIL-URUGUAI?
RIELL CARLET – Foi uma experiência fantástica. É a nossa primeira competição internacional. Um nível fantástico. A gente ficou admirado do poder de organização das equipes.Poder de ataque. Parte física fantástica. Foi uma experiência muito bacana.
Sem dúvidas vai servir para a gente ter ainda mais ânimo para seguir nas competições de seven. Aja visto que estávamos há três anos praticamente sem uma disputa oficial, tirando o catarinense, na modalidade seven.

TE- QUAL A EXPERIÊNCIA DE DISPUTAR UMA COMPETIÇÃO INTERNACIONAL?
RIELL – São realidades diferentes. Tanto táticas quanto tecnicamente. Jogadores uruguaios que a gente encarou na semifinal e na final. Muitos atletas de nível de seleção, segundo a própria organização.

O time do Trébol contava com dois atletas que pertencem ao quadro de atletas oficial do seven uruguaio. Então é uma experiência fantástica para os nossos atletas terem um parâmetro diferenciado. Uma maneira diferente de se portar em campo. Serviu muito pra adquirir novas habilidades referente ao seven.

TE- COMO FOI O ANO DE 2017 DO CHAPECÓ? O QUE VOCÊS CONSEGUIRAM AGREGAR PARA O TIME COM AS EXPERIÊNCIAS ADQUIRIDAS NESSE ANO?
RIELL- O ano de 2017 foi fantástico. A gente conseguiu o vice-campeonato pelo terceiro ano seguido na versão rugby XV do Campeonato Catarinense. Perdemos apenas para o Desterro, que ficou entre os primeiros no Super 8.

Jogamos pela primeira vez na nossa história a Taça Tupi. E, pelo regulamento, conseguimos a vaga para jogar o Super 16. Porém, como o Super 16 vai ser regionalizado e já tínhamos a equipe de Bento e o próprio Desterro. E como ficamos nesse campeonato atrás do Charrua e do San Diego, infelizmente a gente não conseguiu acesso. Por questão de regulamento. Mas fomos o melhor terceiro colocado, se eu não me engano, dos grupos. Mas, infelizmente, por questão de rankiamento, por já ter dois times do Rio Grande do Sul na chave, a gente ficou de fora.
Mas foi um ano sensacional!E o título do binacional foi a cereja do bolo. Foi algo que serviu para fechar o ano e dar um ânimo ainda maior para entrar com tudo em 2018.

Chapecó campeão 2º Seven Binacional de rugby

TE- 2018 VEM AÍ E COMO SERÁ A PREPARAÇÃO DA EQUIPE PARA A PRÓXIMA TEMPORADA?
RIELL-2018 vai ser, na minha opinião, o melhor ano do Chapecó Rugby.A gente está totalmente “mal intencionado”, no bom sentido. E como o Super 8 vira Super 16, subiram ótimas equipes que fizeram frente a nós na Taça Tupi. A nossa meta total e nosso sonho de consumo é o título da Taça Tupi. Não nos serve outra coisa. Pelo menos eu como treinador da equipe, não me serve outra coisa a não ser o título da Taça Tupi.

Então o projeto vai ser totalmente voltado a participar de algumas competições como o Catarinense, que a gente tem que disputar. Algumas competições de sevens para manter esse âmbito. Mas a nossa meta principal é a Taça Tupi e o acesso a série A no próximo ano.

TE- E COM RELAÇÃO AO CLUBE EM SI, QUAIS OS PROJETOS PARA 2018? (COM RELAÇÃO A RUGBY FEMININO E CATEGORIAS DE BASE)
RIELL-Falo com certa tristeza, mas com uma serenidade de quem não tem muita culpa. A gente tem muita dificuldade em categorias de base por falta de procura mesmo. Temos raras exceções, alguns adolescentes na faixa etária de 15 e 16 anos.

Abaixo disso, que seria o sonho de consumo de trabalhar com crianças mesmo, de 10 e 14 anos. Pensando aí a 10, 12 anos um título, nível de Super 16, por exemplo.

É difícil. A gente tem muita dificuldade com campo de jogo, de treino. É tudo de última hora, é tudo com muito sofrimento. Então isso atrapalha muito. A gente tem um campo onde a gente treina, porém quando chove a gente não pode treinar. A marcação de treinos fica comprometida. A gente tem que sempre tá em cima da hora “choveu, vamos treinar em outro campo”.

Então o projeto mesmo é todo voltado no masculino adulto. E, se Deus quiser, nós vamos montar um time de seven de menores. Já tem quatro guris muito bons. Inclusive treinam com adultos algumas partes, alguma ações. A gente quer fazer um time de seven de menores.

E a gente tem umas meninas que a gente está prestando alguma assessoria, mas nada muito oficial. É uma junção de outro time feminino que tinha em Chapecó e se desfez. E elas querem treinar conosco. E agente está estudando uma parceria.

TE- SE PUDESSE DEFINIR O ANO DE 2017 EM UMA FRASE, QUAL SERIA ELA?
RIELL-Foi um ano muito difícil, com muitas batalhas, mas foi um ano no qual nos unimos muito e formamos uma família. Nosso lema nesse momento é orgulho de ser Chapecó Rugby.

 

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Reportagem: Marcus Travinha/Travinha Esportes
Texto: Nathália Ely/Travinha Esportes
Fotos: Poletts

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