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Planalto Rugby campeão Gaúcho da 2ª divisão: a visão do capitão

Planalto Rugby campeão Gaúcho da 2ª divisão: a visão do capitão
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Time vai encarar o URSM na busca de vaga na elite

Torcida do Planalto, um recado: “Apesar do título da segunda divisão já estar assegurado, o ano ainda não acabou. Por isso, preparem o mate, preparem as cadeiras, chame os amigos, mas acima de tudo prepare a ‘goela’”

Assim o vice-presidente e capitão do Planalto Rugby Clube, Eduardo Rech já convoca a torcida do time de Passo Fundo para a repescagem contra o Universitário de Santa Maria (URSM). A partida definirá a equipe que jogará o Campeonato Gaúcho de Rugby XV 2018 (CGR 2018) na primeira divisão. O confronto ainda não tem data definida, mas a preparação e a expectativa para o grande embate são grandes.

É campeão!

O Planalto ganhou o direito de buscar a repescagem depois de se tornar campeão da segunda divisão do CGR 2017. A equipe passo-fundense derrotou o Centauros de Estrela por 10 a 6 na final. A decisão aconteceu na casa do adversário no último sábado (04.11).

Para entender melhor como foi o jogo na visão dos campeões e como está a preparação para a repescagem contra o URSM, o Travinha Esportes conversou com o vice-presidente, capitão e segunda linha do Planalto, Eduardo Rech. Na entrevista realizada por e-mail, Eduardo Rech fala não só da emoção pelo título inédito, mas também sobre incentivo às categorias de base e desenvolvimento do rugby no Rio Grande do Sul.

TRAVINHA ESPORTES – Primeiramente, como foi a preparação para a disputa da grande final?
EDUARDO RECH – Na verdade a preparação para a final foi consequência de um trabalho feito desde Fevereiro deste ano, onde o objetivo sempre foi de conquistar o título da segunda divisão. Não sei se poderíamos dizer que houve uma preparação exclusiva para a final. O foco sempre foi no desempenho do time ofensivamente e, sobretudo, defensivamente.

Apesar da importância de conhecer o jogo do adversário, o nosso foco sempre foi de aprimorar tática e tecnicamente o nosso rugby. Gostaria de destacar o trabalho do nosso treinador Ramos, que é o primeiro ano dele como treinador. Ele e o Alejandro Luna tiveram uma participação bastante importante, sobretudo neste último jogo do campeonato.

TE – Conte um resumo do jogo.
Eduardo – Eu resumiria o jogo em algumas palavras: rivalidade, controle emocional, defesa, e unidade. O Centauros sempre teve um espírito muito competitivo, e não esperávamos deles menos do que uma extrema vontade de ganhar. Ao contrário do que imaginávamos, o jogo não começou tenso, e por isso conseguimos imprimir uma certa pressão dentro do campo deles nos primeiros 20 minutos de partida. Diria que pecamos em termos de efetividade, mas mantivemos um controle territorial nos minutos iniciais.

Com o jogo truncado, os chutes foram uma tônica em diversos momentos da partida, e de certa forma isto abriu o jogo e deixou-o mais dinâmico. Conseguimos marcar um try (o único da partida) com o Marcel jogando de abertura, depois de muita insistência e procurando espaços na defesa adversária.

A partir do último terço do primeiro tempo o jogo ficou mais tenso e com diversos momentos, digamos, característicos de uma final.

O segundo tempo começou com uma pressão interessante por parte do Centauros onde fomos obrigados a testar nossos treinos de defesa. E aqui gostaria de parabenizar o time pelo grande trabalho defensivo que tivemos, não concedendo nenhum try ao adversário.

Mais para o final da partida conseguimos converter um penal com o Tainã, o que aliviou a tensão e nos deu um pouco mais de tranquilidade para jogar. Cabe salientar que o Centauros imprimiu um jogo bastante físico, com line-outs muito bem executados, e isto deixou o jogo bastante aberto em termos de placar.

O jogo estourou o tempo regulamentar, com grandes chances do Centauros pontuar, mas conseguimos inverter a posse de bola por uma pressão gerada pela nossa linha defensiva. Depois disso, respiramos.

Gostaria de mencionar o grande esforço pelo nosso colega Javali (Cristiano) que entrou na fogueira para assumir o lugar do Didi na primeira linha. Didi que teve um problema familiar no decorrer do dia e não pode participar da partida, e certamente jogamos por ele.

TE – O placar foi bastante apertado contra o Centauros. Após ouvirem o apito final, qual foi o sentimento da equipe com a conquista do título?
Eduardo – Eu diria que o time teve um misto de emoções. Eu particularmente fiquei atônito, não tive uma reação e fui direto cumprimentar o adversário. No entanto, eu vi meus companheiros ajoelhados, chorando, rindo, pulando, a torcida invadindo (ahhh, e que torcida que tivemos).

Um dos primeiros caras que vi depois do apito foi o Gustavo Marques, o primeiro presidente e fundador do Planalto RC que estava lá pra conferir o jogo. Quando olhei pra ele passou um filme na cabeça e lembrei de vários treinos que fizemos de baixo de chuva, com não mais do que 5 pessoas trocando bola e dando tackles (risos). Mas o sentimento da equipe foi de alívio e de merecimento, pelos treinos até a 00:30, 1:00AM de durante a semana… Tenho certeza disso.

TE – Agora, para subir para a primeira divisão vocês terão pela frente o Universitário Rugby de Santa Maria, pela repescagem. O que fazer para conseguir superá-los? Como será a preparação da equipe?
Eduardo – Acredito que devemos seguir nesta mesma toada que optamos, foco em nosso rugby, em nosso papel dentro de campo. A preparação continuará a mesma. Treinos nas segundas, quintas e sábados à tarde, como foi desde o início do ano.

Eu diria que o Universitário é um time que imprime uma intensidade muito boa, e que torna o jogo um baita evento pra quem vai assistir e um desafio para o adversário que joga contra. Estamos com saudades de jogar contra eles, costumávamos fazer pelo menos 2 jogos contra eles por ano e, dadas as circunstâncias, neste ano teremos apenas esse. É sempre um baita jogo!

TE- Tenho certeza de que a cabeça de vocês estão voltadas para o jogo contra o Universitário, mas, queria saber com relação à expectativa que está presente no clube com essa chance de disputar a divisão principal do estado.
Eduardo – É um misto te sentimentos, pois enquanto clube sabemos das responsabilidades e dos desafios (técnicos, estruturais e financeiros) que a primeira divisão traz.

A respeito de expectativas, elas estão sendo bem gerenciadas. Ou seja, estamos com os pés no chão. Enquanto representante do clube diria que a primeira divisão serviria como um catalisador no desenvolvimento do clube, sobretudo em relação à base. E isto eu sempre insisto, mas parece que muitas pessoas que se envolvem com rugby em nosso estado não parecem ter entendido ainda: Os clubes, e acima de tudo suas categorias de base, são o segredo para o desenvolvimento do rugby no nosso país.

Ser competitivo com o time adulto é legal, afaga o ego de muita gente, mas isso não é o suficiente para a sustentabilidade dos clubes, e consequentemente, do esporte em si.

TE- Complete a frase: Para o Planalto, o ano de 2017 está sendo…
Eduardo – Gratificante!

TE- Deixa uma frase convocando a torcida para o confronto contra o Universitário.
Eduardo – Apesar do título da segunda divisão já estar assegurado, o ano ainda não acabou. Por isso, preparem o mate, preparem as cadeiras, chame os amigos, mas acima de tudo prepare a “goela”… Precisamos do apoio de nossa torcida para mais esse desafio contra o Universitário, este jogo pode nos levar para a Primeira Divisão do Campeonato Gaúcho. Uma coisa é certa, será um jogão!

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Reportagem: Marcus Von Groll/Travinha Esportes
Texto: Nathália Ely/Travinha Esporte
Foto: Divulgação/Planalto Rugby Clube

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