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CEFA de Marau disputará a Superliga B de Voleibol Feminino em 2018

CEFA de Marau disputará a Superliga B de Voleibol Feminino em 2018
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Equipe recém criada já participará da competição nacional no próximo ano

O CEFA mal começou e já tem motivos a comemorar. A equipe do voleibol feminino que foi criada no dia 20 de abril de 2017 recém completa seis meses de fundação tem pelo menos dois feitos a celebrar. Além de atualmente liderar o Campeonato Estadual, o time de Marau já sabe que será o Rio Grande do Sul em uma competição nacional em 2018. O CEFA participará da Superliga B no ano que vem.

Vaga essa que não foi uma surpresa para um dos fundadores do clube. Conforme o empresário de Marau, Arthur Fraccanabbia, a participação na Superliga B no ano que vem já integrava o planejamento executado para a equipe esse ano. Pensando nessa disputa, o clube está em negociações para trazer novas contratações para ficar ainda mais competitiva.

Colocar o nome de Marau no cenário do vôlei nacional será muito positivo para a cidade, mas o próprio município de pouco mais de 40 mil habitantes ainda está meio que absorvendo a novidade.

Confira o planejamento para a competição, como nasceu a CEFA e mais nessa entrevista realizada com Arthur Fraccanabbia.

TRAVINHA ESPORTES – O CEFA é um projeto novo, não tem nem um ano né? Como começou? E quais os objetivos?
ARTHUR FRACCANABBIA – O CEFA é um projeto novo. Foi fundado no dia 20 de abril desse ano, tem poucos meses. Ele começou de uma conversa entre amigos que queriam um esporte competitivo a nível estadual e nacional. Então se optou pelo vôlei. Ninguém era da área do vôlei. Então se focou as atenções ao vôlei. Em uma escolha em comum se investiu no vôlei feminino.
Os objetivos já eram de uma organização muito bem montada desde o início. Nós tínhamos como foco principal já chegar na final do Campeonato Estadual, no primeiro ano, e conseguir uma vaga na Superliga. Esses eram os objetivos do ano. Um deles a gente já conquistou, que é estar na Superliga. E o outro a gente está começando a disputa da semifinal contra a equipe de Santa Maria no Estadual.

TE – Em tão pouco tempo já disputar uma competição nacional, como foi receber a confirmação de que a CEFA disputará a Superliga Feminina B em 2018?
ARTHUR – Em tão pouco tempo Marau já receber uma notícia dessas que está na Superliga B, a cidade está meio que incrédula ainda. Empresários, poder público, está todo mundo sem noção real do que vai acontecer. E até nós, da própria direção. A gente busca uma organização absurda em todos os critérios. Mas, dentro dessa organização máxima nossa, existe aquele receio de como vai ser uma Superliga.
A cidade recebeu de forma extraordinária. O público nosso no ginásio para os jogos do Estadual beira a mil pessoas por jogo. Então é muito bom! São sete mil, dez mil pessoas visualizando o jogo online na fanpage onde é transmitida. Virou já uma febre. Então eu acredito que a cidade de Marau, a população vai comprar essa ideia, essa briga, junto com o time.

TE – Já esperavas atingir esse feito em pouco tempo? Estava no planejamento para esse ano?
ARTHUR – Sim. O investimento foi alto. Se você acompanhar no papel vai ver que a gente fez contratações pontuais de atletas experientes. Uma mescla de atletas experientes com juventude. Então a gente esperava estar na Superliga. Está dentro do planejamento.

TE – Quais competições que o CEFA já participou?
ARTHUR – O CEFA não participou de nenhuma competição. O CEFA começou agora. A primeira competição dele é o Estadual desse ano. Então é tudo muito recente. Nós somos o bebê do vôlei brasileiro, acredito eu.

TE- Como tem sido os treinamentos do time?
A equipe treina de forma profissional com três turnos diários: manhã, primeira hora da tarde e à noite. Então intercalando academia, físico, técnico e tático. São três turnos diários de segunda a sábado. As atletas só têm folga no domingo.
É bem puxado. A gente tem uma equipe médica bem completa. Uma equipe de preparador físico, psicóloga, nutricionista e fisioterapeuta. Todo esse pessoal dá o suporte para essa carga de treinamento.

TE – Qual será o principal objetivo da equipe na Superliga B?
ARTHUR –A gente vai para a Superliga B para tentar se manter nela nesse primeiro ano. O segundo ano sim, com projeções maiores. Mas, nesse primeiro ano, eu te diria que a gente entra na Superliga B tentando de oito equipes ficar entre as seis primeiras. Claro, se a gente sentir que dá, a gente vai investir para tentar buscar. Mas a princípio é sentir o clima da competição no primeiro ano.
Não tem como a gente entrar com projeções muito altas porque seria dar um passo maior que a nossa perna.

TE- Para atingir tal objetivo, haverá novos investimentos? Contratações?
ARTHUR – Vão ser feitas de três a quatro contratações pontuais. O resto se mantém a base dessa equipe que vem disputando o Estadual, que já veio montada pensando em uma possível Superliga.

TE – Como está o planejamento para 2018? Além dessa competição, há outros projetos em vista?
ARTHUR – O planejamento para 2018 já está acontecendo agora. Plano de mídia está acontecendo agora. Reestruturação do time também nesse momento.
Outro projeto em vista é que o CEFA a partir do mês que vem já vai contar com categorias de base.

TE – Por fim, como será representar a cidade de Marau em uma competição tão importante?
ARTHUR – Marau hoje é o Rio Grande do Sul na Superliga Feminina B. É uma coisa muito nova. Nós vamos chamar os olhares do vôlei para a nossa cidade. É uma coisa totalmente inédita. No meio de tantos grandes no estado, Marau tentar essa façanha, eu te diria que é colocar a cara em um patamar mais elevado do que Marau comporta.
A cidade é pequena, tem 40 mil habitantes. Toda a modalidade esportiva que surge aqui o pessoal dá muito apoio. Então eu acredito que teremos casa cheia em todos os jogos. Vamos esperar esse primeiro ano para ver o que pode acontecer.

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Texto e reportagem: Nathália Ely/Travinha Esportes
Foto: Divulgação/CEFA

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