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Nadadora paralímpica Susana Schnardonrf retorna ao GNU

Nadadora paralímpica Susana Schnardonrf retorna ao GNU
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Quando deu suas primeiras braçadas nas piscinas do Grêmio Náutico União em 1984, aos 16 anos, Susana Schnardonrf não imaginou o destino que traçaria antes de retornar ao clube nesta quarta (05.04). Aos 49 anos, ela retornou ao Clube na condição de medalhista paralímpica.

Nesses anos que a separam do seu começo e retorno ao clube, a vida da gaúcha nascida em Porto Alegre teve triatlho, três filhos, um diagnóstico de uma doença degenerativa, e a conquista de uma medalha paralímpica, em seu país. Uma constante, no entanto, sempre foi a paixão por nadar. “Eu diria pra nadar com o coração sempre”, opinou a unionista ao responder o conselho que daria aos que estão começando no esporte.

Em um clima de confraternização, a paratleta assinou contrato com o Clube que a revelou, nos anos 1980. “ Estar aqui hoje é como estar em casa e nada melhor que em casa para fechar esse ciclo” declarou a nadadora, que já está focada no Tokyo 2020. O objetivo dela é claro: a medalha de ouro. Para quem já driblou os diagnósticos médicos, e superou a expectativa de vida inicialmente traçada, quando do diagnóstico da doença, é impossível duvidar desse objeto.

Em seu primeiro treino no Parque Aquático Newton Silveira Netto, na Sede Moinhos de Vento,junto com a equipe de natação paraolímpica, a atleta reviu antigos colegas de equipe e filhos. “Desejamos boas vindas e estamos todos felizes em te receber de volta”, declarou o presidente José Naja Neme da Silva, resumindo o sentimento da comunidade unionista.

Quem é Susana Schnarndorf

Susana conquistou a medalha de prata nos Jogos Paralímpicos de 2016 no revezamento 4x50m misto. A gaúcha começou a nadar ainda criança no GNU. Após, tornou-se atleta de triathlon, competindo ainda em diversos Ironmans (thriatlon de longas distâncias).

Em 2005, Susana foi diagnosticada com uma doença degenerativa rara, a Atrofia Múltipla de Sistemas, cuja expectativa de vida costuma ser de 5 a 8 anos. Foi com a natação que a gaúcha já contrariou expectativas dos médicos quanto ao tempo de vida e mobilidade.Desde 2011, compete e conquista medalhas a nível nacional e internacional.


Texto: Anna Magagnin/GNU

Fotos: Realiza/João Mattos

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