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Tipos de Provas do Balonismo

Tipos de Provas do Balonismo
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O balão e seus equipamentos

Um balão é constituído em diversas partes: envelope, cesto, cilindros, maçarico e ventilador. Vamos conhecer cada um deles logo abaixo.

 

Envelope

O envelope de um balão é feito de Nylon Ripstop impermeabilizado que retém o ar na parte interna, juntamente com uma estrutura de cintas e cabos de ação que sustentam todo o equipamento.

 

 

Cesto

O cesto é feito de junco natural e sintético, trançado a mão juntamente com cabos e estrutura tubular de aço. O fundo é feito com madeira náutica no qual também passam os cabos de aço e demais acessórios de fixação. Ele abriga o piloto, os passageiros e os cilindros que alimentam o maçarico.

 

 

Cilindros

Os cilindros são feitos de metal, mas podem ser de alumínio, aço inox ou titânio e também possuem tamanhos diferentes. São responsáveis por armazenar o gás propano que é utilizado para alimentar o fogo do maçarico.

 

 

Maçarico

O maçarico pode ter de um até quatro “queimadores” que funcionam individualmente ou interligados e provocam o fogo que irá esquentar o ar interno do balão fazendo com que o mesmo flutue.

 

 

Ventilador

Apesar de não constituir o balão em si, o ventilador é a peça fundamental na ajuda da inflagem do balão. Este objeto nada mais é que um grande ventilador que joga o ar para dentro do envelope vazio, fazendo com que o balão encha até o momento em que o maçarico começa a esquentar o ar interno que o faz subir.

 

 

 

As provas do balonismo

No balonismo, as provas das competições são de precisão, no qual um alvo deve ser atingido. Existem dezenas de provas neste esporte, porém, logo abaixo, vamos conhecer as mais conhecidas delas.

 

Caça a Raposa

Na prova do Caça a Raposa, um balão decola em voo livre e, passado cerca de dez minutos, o juiz autoriza a decolagem dos demais, que devem persegui-lo. O balão raposa faz o possível para dificultar a perseguição. Ganha a prova o balonista perseguidor que pousar mais perto dele ou lançar sua marca mais próxima.

 

 

Fly In

No Fly In, os balões decolam fora da área do festival tentando jogar suas marcas o mais próximo possível de um alvo delimitado dentro da área do evento.

 

 

Cotovelo

Na prova do Cotovelo, o balonista decola, voa para um alvo, atinge-o com a marca e depois, desviando o rumo, voa para um segundo alvo e joga outra marca. Ganha mais pontos o balonista que, nessa mudança de rumo, fizer um ângulo mais apertado.

 

 

Distância Máxima

Cada balonista só pode lançar sua marca após um determinado período de voo. Ganha mais pontos aquele que lançar sua marca o mais distante do local da decolagem. Esta prova é realizada em dias de ventos fortes.

 

 

Distância Mínima

Esta prova é realizada em dias de ventos fracos. O balonista só pode lançar sua marca após um determinado tempo de voo. Ganha mais pontos o piloto que tiver percorrido a menor distância.

 

 

Até a linha

Nesta prova é determinado um local onde os balões voam em sua direção. Vence a prova quem fizer o percurso no menor tempo.

 

 

Prova do Mastro

Também conhecida como a prova da chave, esta é uma das tarefas mais disputadas de um evento. Nesta prova é colocada a chave de um carro 0 km dentro de uma sacola, de um tamanho razoável, fixada no alto de um mastro de 6 a 10 metros de altura do chão. Todos os concorrentes decolam de uma distância mínima de 3 quilômetros do local de onde está o mastro e o objetivo é, sem tocar no solo, apanhar com as mãos a chave do carro. Esta é a prova mais emocionante, pois os pilotos passam com os seus balões bem pertinho do chão para poder apanhar a chave.

 

 

Valsa da hesitação

Nesta prova, o piloto recebe a incumbência de atingir um entre dois alvos. Após a decolagem ele escolhe o alvo de acordo com a direção dos ventos.

 

 

Valsa da hesitação dupla

Nesta prova o piloto decola e lança a sua marca no alvo escolhido por ele. A pontuação é dada depois de medida as distâncias entre o ponto de queda da marca e o alvo mais próximo. Uma segunda marca é lançada depois e é feita uma medição idêntica em relação ao outro alvo.

 

 

 

A equipe de resgate

Durante cada voo o balão é seguido pela equipe de resgate. O piloto mantém contato com sua equipe através de rádio, orientando-se para que a equipe sempre chegue junto com o balão quando este faz o pouso final.

Após o pouso, a equipe empacota o balão, colocam os equipamentos no carro de resgate e todos retornam para o local de decolagem.

 

 

 

Curiosidades

– Para se dirigir um balão o piloto controla a altitude para achar um vento que esteja indo em certa direção, porém, não se pode voar contra o vento. Um bom planejamento de voo assegura que haverá inúmeros locais para pouso na direção que o vento sopra.

 

 

– O combustível utilizado em um balão a ar quente é o gás propano, geralmente armazenado em tanques de alumínio ou aço. Dependendo do tamanho do balão se carrega de 80 a 120 Kg de gás.

 

 

– As cordas do balão têm funções específicas. A corda da coroa que fica no topo do balão é utilizada para estabilizar durante a inflagem. As cordas de cativo são utilizadas para amarrar o balão e deixá-lo exposto e seguro em uma demonstração. A corda de segurança é utilizada em apenas algumas situações no qual o piloto se aproxima do pouso e joga a corda para que a equipe de resgate puxe o balão para um local seguro e adequado.

 

 

– Para descer, o piloto deixa o ar esfriar e o balão se torna mais pesado que o ar. Com isso, o balonista tem o controle total dos movimentos para cima e para baixo regulando a temperatura do envelope.

 

 

– Antes de decolar o piloto sabe a direção que o vento está soprando e consequentemente sabe a direção que o balão irá. Para o balonista ter um bom voo ele deve contar com a ajuda de diversos instrumentos, como: GPS (mostra o mapa do trajeto a percorrer), altímetro (verifica altitude que está o balão), termômetro (indica a temperatura que se encontra no interior do envelope), variômetro (mostra a velocidade de descida e subida que o balão transita) e o rádio aeronáutico (que permite que o piloto se comunique com a equipe de resgate).

 

 

– Um balão tem em média 26 metros de altura, equivalente a um prédio de sete andares.

 

 

– Os voos de balões são sempre ao amanhecer, entre 6 e 8 horas da manhã, e ao entardecer a partir das 16 horas. Isso tudo porque as correntes de ventos são sempre mais fracas nestes horários e permitem a decolagem dos balões.

 

 

– A angulação do Sol é importante, pois ele é a fonte dos ventos e aquece a terra desigualmente. Nuvens podem manter uma área mais fria enquanto outra é aquecida. Água e terra aquecem em intensidades diferentes. O ar quente é mais leve que ar frio, por isso o balão sobe. Quando o ar quente sobe, o ar frio desce para ocupar seu espaço, criando um movimento ascendente. O resultado desta movimentação é o vento. Não é aconselhável voar durante o dia quando diversas bolhas de ar ficam subindo e descendo. Isso também explicação o porquê voar ao amanhecer e ao entardecer.

 

 

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
– SITE: JK Balonismo – http://www.jkbalonismo.com.br/
– SITE: Confederação Brasileira de balonismo – www.balonismo.org.br
– SITE: Federação Paulista de Balonismo – http://www.fpbalonismo.org.br/
– SITE: Federação de Balonismo do Estado do Rio de Janeiro – http://www.fberj.org.br/
– SITE: Federação Aeronáutica Internacional (Ballooning Comission) – http://www.fai.org/ballooning/
– SITE: Cidade de Torres (Festival Internacional de Balonismo) – www.torres.rs.gov.br
– SITE: Blog Balonismo – http://www.blogbalonismo.blogspot.com/

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