Copa do Mundo 1962: Chile

Copa do Mundo 1962: Chile
0
0

A escolha do Chile como país-sede

Considerado um azarão, o Chile concorria com mais três países para sediar a Copa do Mundo de 1962. Da Europa, Alemanha e Espanha eram as candidatas enquanto na América do Sul os países representantes eram Chile e Argentina. Por haver um acordo de que seria feito um rodízio entre os continentes da Europa e da América do Sul para cada edição da Copa do Mundo, Alemanha e Espanha acabaram sendo descartadas, ficando a disputa entre chilenos e argentinos.

A Argentina que desejava receber o evento desde 1938, levava certa vantagem sobre o Chile no quesito infraestrutura. Foi quando entrou em ação o brasileiro filho de um diplomata chileno, que nasceu no Rio de Janeiro, em 1921, chamado Carlos Dittborn (foto abaixo).

Apaixonado por futebol, Dittborn foi logo cedo para o Chile (apenas 4 anos de idade) e lá acabou se apaixonando pelo futebol. Fui durante boa parte de sua vida dirigente de futebol quando em 1956 assumiu a presidência da Confederação Sul-Americana de Futebol.

O Chile foi escolhido como país-sede da Copa do Mundo, em 1956, na cidade de Lisboa, em Portugal, com 32 votos a favor (inclusive do Brasil) contra 10 da Argentina.

 

 

 

Os estádios da Copa do Mundo

Um ano após ser eleito como país-sede da Copa do Mundo de 1962, o Chile começou suas obras de reformas e também na construção de novos estádios. Conheceremos logo abaixo os quatro estádios que receberam os jogos da Copa do Mundo de 1962.

 

Estádio Sausalito

Inaugurado em 1929, o estádio Sausalito fica localizado na cidade de Viña del Mar. Sua capacidade atual é para acomodar 18 mil torcedores.

 

 

Estádio Nacional

Inaugurado em 1938, o estádio Nacional de Chile fica localizado na cidade de Santiago. Sua capacidade atual é para acomodar 55 mil torcedores.

 

 

Estádio Carlos Dittborn

Inaugurado em 1962, o estádio municipal Carlos Dittborn fica localizado na cidade de Arica. Recebeu este nome em homenagem a Carlos Dittborn, então presidente da Conmebol na época e que faleceu poucos dias antes da inauguração da Copa do Mundo no Chile. Sua capacidade atual é para acomodar 17 mil torcedores.

 

 

Estádio Braden

Inaugurado em 1945, o estádio Braden, atualmente conhecido como estádio El Teniente, fica localizado na cidade de Rancagua. Sua capacidade atual é para acomodar 14.500 torcedores.

 

 

 

As eliminatórias para a Copa e os países classificados

Nas eliminatórias continentais, mais de 54 países se inscreveram para disputarem as 14 vagas que eram oferecidas para a Copa do Mundo. Conheceremos logo abaixo como foram cada uma destas eliminatórias com os seus respectivos classificados.

 

Eliminatórias da América Central e do Norte

As equipes foram divididas em três grupos. O campeão de cada um destes grupos se classificava para um triangular final. O vencedor enfrentaria o Paraguai, que foi colocado nesta eliminatória por escolha da Fifa, por uma vaga na Copa do Mundo.

Abaixo conheça o classificado destas eliminatórias.

 

México

Como campeão da Concacaf, o México decidiu a sua vaga contra o Paraguai que havia sido colocado nesta eliminatória por decisão da Fifa. Com uma vitória em casa (1 a 0) e um empate jogando fora (0 a 0) o México conquistou sua vaga para a Copa do Mundo.

 

 

 

Eliminatórias da América do Sul

Com direito a três vagas, as eliminatórias da América do Sul foram realizadas da seguinte maneira. Foram definidos três confrontos com jogos de ida e volta, do qual, o vencedor de cada confronto conquistava a sua vaga. Equador x Argentina, Bolívia x Uruguai e Colômbia x Peru eram os jogos.

Vamos saber logo abaixo quais foram os classificados.

 

Brasil

Por ser o atual campeão, o Brasil estava classificado automaticamente para a Copa do Mundo.

 

 

Chile

Por ser o país-sede da Copa, o Chile, assim como o Brasil, também tinha sua vaga assegurada.

 

 

Argentina

A Argentina conquistou a sua vaga após duas vitórias (6 a 3) jogando fora e (5 a 0) jogando em casa contra o Equador.

 

 

Uruguai

Após um empate (1 a 1) jogando fora de casa e uma vitória (2 a 1) jogando em casa sobre a Bolívia, o Uruguai era mais um classificado da América do Sul.

 

 

Colômbia

A Colômbia conquistou sua vaga após uma vitória (1 a 0) jogando em casa e um empate (1 a 1) jogando fora contra o Peru.

 

 

 

Eliminatórias da Europa

O regulamente das eliminatórias européias era o seguinte: As equipes foram divididas em 10 grupos. O vencedor de cada grupo, disputado em turno e returno, ia ao Mundial. No caso de haver empate por pontos, a vaga era decidida em um jogo-desempate, em campo neutro. Os grupos 9 e 10, por possuírem apenas duas equipes cada, classificavam os vencedores para uma repescagem contra as equipes campeãs da África e da Ásia, respectivamente.

Conheça os clasificados da Europa logo abaixo.

 

Suíça

Participante do grupo 1 junto com Bélgica e Suécia, a Suíça conquistou a sua vaga com uma campanha na fase de grupos de 3 vitórias e uma derrota (mesma campanha da Suécia) e de uma vitória no jogo-desempate contra os suecos.

 

 

Bulgária

Participante do grupo 2 junto com Finlândia e França, a Bulgária conquistou sua classificação com uma campanha na fase de grupos de 3 vitórias e uma derrota (mesma campanha da França) e de uma vitória no jogo-desempate contra os franceses.

 

 

Alemanha

Participante do grupo 3 junto com Irlanda do Norte e Grécia, a Alemanha conquistou a sua vaga com uma campanha de 4 vitórias.

 

 

Hungria

Participante do grupo 4 junto com Holanda e Alemanha Oriental, a Hungria conquistou a sua vaga com uma campanha de 3 vitórias e 1 empate.

 

 

União Soviética

Participante do grupo 5 junto com Turquia e Noruega, a União Soviética conquistou a sua vaga com uma campanha de 4 vitórias.

 

 

Inglaterra

Participante do grupo 6 junto com Portugal e Luxemburgo, a Inglaterra conquistou a sua vaga com uma campanha de 3 vitórias e 1 empate.

 

 

Itália

Participante do grupo 7, a Itália conquistou a vaga depois de duas vitórias (4 a 2) fora de casa e (6 a 0) jogando em casa contra Israel.

 

 

Tchecoslováquia

Participante do grupo 8 junto com Escócia e Irlanda, a Tchecoslováquia conquistou sua vaga com uma campanha na fase de grupos de 3 vitórias e uma derrota (mesma campanha da Escócia) e de uma vitória no jogo-desempate contra os escoceses.

 

 

Espanha

Participante do grupo 9, a Espanha conquistou sua classificação para a repescagem após uma vitória (2 a 1) jogando fora de casa e um empate (1 a 1) jogando em casa contra o País de Gales. Como o regulamento determinava que o vencedor deste grupo enfrentasse o campeão das eliminatórias da África, a Espanha teve pela frente como adversário o Marrocos. Com duas vitórias (1 a 0 e 3 a 2) sobre os marroquinos, a Espanha conquistou a sua vaga para a Copa do Mundo.

 

 

Iugoslávia

Participante do grupo 10, a Iugoslávia conquistou sua classificação para a repescagem após uma vitória (2 a 1) jogando em casa e um empate (1 a 1) jogando fora contra a Polônia. Como o regulamento determinava que o vencedor deste grupo enfrentasse o campeão da Ásia, a Iugoslávia teve pela frente como adversário a Coreia do Sul. Com duas vitórias (5 a 1 e 3 a 2), a Iugoslávia conquistou a sua vaga para a Copa do Mundo.

 

 

 

Eliminatórias da África

O regulamento das eliminatórias da África era o seguinte: todas as equipes disputavam partidas de ida e volta até a fase final. O vencedor desta fase enfrentava o vencedor do grupo 9 das eliminatórias da Europa. A seleção de Marrocos foi a campeã da África, porém, perdeu a vaga para a Espanha e o continente africano ficou sem representante na Copa.

 

 

 

Eliminatórias da Ásia

O regulamento das eliminatórias da Ásia era o seguinte: as equipes participaram de um triangular com jogos de ida e volta. O vencedor disputaria uma vaga para a Copa contra o vencedor do grupo 10 das eliminatórias da Europa. A seleção da Coreia do Sul foi a campeã da Ásia, porém, perdeu a vaga para a Iugoslávia e o continente asiático não teve representante na Copa.

 

 

 

A preparação da seleção brasileira para a Copa

Após a conquista da Copa de 1958, a seleção brasileira era vista como a principal candidata ao título da Copa de 1962, no Chile, já que a base campeã muito provavelmente seria mantida.

Após nove meses parada, a seleção voltou a atuar no campeonato Sul-Americano (atual Copa América) que foi disputada na Argentina. Apesar de sofrer apenas uma derrota para a seleção do Peru, o Brasil acabou perdendo o título para os donos da casa.

Ainda em 1959, a seleção brasileira disputou mais um Sul-Americano “extra” sob o comando de Gentil Cardoso (foto acima). Como o treinador teve apenas a sua disposição jogadores que atuavam em Pernambuco, a seleção brasileira passou fiasco e perdeu a competição. Gentil ficou muito conhecido pela seguinte frase: “A bola vinha do couro, que vinha da vaca, que comia grama e, portanto, a bola deveria rolar na grama e não voar”. Frase esta que não funcionou para a seleção nesta competição.

Já no ano de 1960, a seleção disputou o Pan-Americano, disputado na Costa Rica, comandado por Oswaldo Rolla (foto acima). O treinador, que era gaúcho, tinha a sua disposição apenas jogadores do Rio Grande do Sul para a disputa da competição. Com uma campanha irregular, a seleção acabou saindo sem o título.

Neste mesmo ano, enquanto a seleção brasileira reserva participava de competições sul-americanas, a principal, sob o comando de Vicente Feola (foto acima) disputava amistosos e mini-torneios contra as seleções da América do Sul. Com duas derrotas em 13 jogos disputados em 1960, a seleção brasileira vinha crescendo e encontrando entrosamento, porém, sofreria uma perda significativa.

Com problemas cardíacos, o então técnico da seleção, Vicente Feola, teve que deixar o comando técnico da seleção brasileira. Ele ainda disputou as Olimpíadas de Roma, onde o Brasil foi eliminado ainda na primeira fase, mas depois disto foi obrigado a deixar o cargo por determinação médica. Em seu lugar, veio Aymoré Moreira (foto acima).

Em abril de 1962, o novo treinador da seleção brasileira convocou 41 jogadores para treinamentos antes da Copa, do qual, 19 jogadores seriam cortados. Após o período de treinamentos, Aymoré definiu os 22 jogadores que iriam pra a Copa do Mundo tendo apenas duas baixas (Mazzola e Orlando) em relação a delegação de 1958.

Logo abaixo vamos ver quais foram os 22 jogadores convocados para a Copa do Mundo de 1962.

– Goleiros: Gilmar (Santos) e Castilho (Fluminense);

– Laterais: Djalma Santos (Palmeiras), Nilton Santos (Botafogo), Jair Marinho (Fluminense) e Altair (Fluminense);

– Zagueiros: Mauro (Santos), Zózimo (Bangu), Bellini (São Paulo) e Jurandir (São Paulo);

– Meio-campistas: Zito (Santos), Didi (Botafogo), Zequinha (Palmeiras) e Mengálvio (Santos);

– Atacantes: Garrincha (Botafogo), Vavá (Palmeiras), Amarildo (Botafogo), Zagallo (Botafogo), Jair da Costa (Portuguesa), Coutinho (Santos), Pelé (Santos) e Pepe (Santos).

 

 

 

O regulamento da Copa de 1962

O regulamento da Copa de 1962 foi bastante parecido com o da Copa de 1958. As 16 equipes foram divididas em quatro grupos, sendo que os dois melhores se classificavam para as quartas-de-final e dali por diante até a final.

A única diferença com relação ao regulamento de 1958 eram os critérios de desempate. A pontuação ainda continuava a mesma (2 pontos para vitória, 1 para empate e 0 para derrota) e se duas seleções terminassem com o mesmo número de pontos, não haveria mais o jogo-desempate. O que passou a valer foi o “gol average”, que consiste na divisão do número de gols marcados pelo número de gols sofridos.

 

 

 

A fase de grupos

No dia 18 de janeiro de 1962 era realizado o sorteio dos grupos da Copa do Mundo. Para não haver problemas das sul-americanas ficarem tudo num mesmo grupo, a Fifa decidiu realizar um sorteio dirigido com a criação de blocos. Com isso, os países sul-americanos mais México, Bulgária e Suíça iriam formar dois grupos. Os outros oito países europeus formariam os outros dois grupos. Com isso, veremos logo baixo como ficaram cada um dos quatro grupos da Copa de 1962 com os seus respectivos resultados e classificados para as quartas-de-final.

 

Grupo 1

  

O Grupo 1 era formado por Uruguai, União Soviética, Iugoslávia e Colômbia. Apenas duas destas seleções passavam para as quartas-de-final. Vamos conferir como foram todos os jogos deste grupo e a duas seleções classificadas.

 

   2 X 1  

– Gols do Uruguai: Sasia (11-2º) e Cubilla (30-2º)

– Gols da Colômbia: Zuluaga (19-1º)

– Dia: 30/05/1962

– Horário: 15 horas

– Estádio: Carlos Dittborn (Arica)

– Público: 7.908

– Árbitro: Andor Dorogi (Hungria)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

 

   2 X 0  

– Gols da União Soviética: Valentin Ivanov (6-2º) e Ponedelnik (38-2º)

– Gols da Iugoslávia: Não houve

– Dia: 31/05/1962

– Horário: 15 horas

– Estádio: Carlos Dittborn (Arica)

– Público: 15.000

– Árbitro: Albert Dush (Alemanha)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

 

   3 X 1  

– Gols da Iugoslávia: Skoblar (25-1º), Galic (29-1º) e Jerkovic (4-2º)

– Gols do Uruguai: Cabrera (19-1º)

– Dia: 02/06/1962

– Horário: 15 horas

– Estádio: Carlos Dittborn (Arica)

– Público: 8.829

– Árbitro: Karol Galba (Tchecoslováquia)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Cabrera (Uruguai) e Popovic (Iugoslávia)

 

 

 

   4 X 4  

– Gols da União Soviética: Valentin Ivanov (8-1º), Chislenko (10-1º), Valentin Ivanov (11-1º) e Ponedelnik (11-2º)

– Gols da Colômbia: Aceros (21-1º), Coll (23-2º), Rada (27-2º) e Klinger (41-2º)

– Dia: 03/06/1962

– Horário: 15 horas

– Estádio: Carlos Dittborn (Arica)

– Público: 8.040

– Árbitro: João Etzel Filho (Brasil)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

 

   2 X 1  

– Gols da União Soviética: Mamykin (38-1º) e Valentin Ivanov (44-2º)

– Gols do Uruguai: Sasia (9-2º)

– Dia: 06/06/1962

– Horário: 15 horas

– Estádio: Carlos Dittborn (Arica)

– Público: 9.973

– Árbitro: Cesare Jonni (Itália)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

 

   5 X 0  

– Gols da Iugoslávia: Galic (20-1º), Jerkovic (25-1º), Jerkovic (16-2º), Melic (37-2º) e Jerkovic (42-2º)

– Gols da Colômbia: Não houve

– Dia: 07/06/1962

– Horário: 15 horas

– Estádio: Carlos Dittborn (Arica)

– Público: 7.167

– Árbitro: Carlos Robles (Chile)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

Classificados do Grupo 1

   E  

 

 

 

Grupo 2

 

O Grupo 2 era formado por Chile, Alemanha, Itália e Suíça. Apenas duas destas seleções passavam para as quartas-de-final. Vamos conferir como foram todos os jogos deste grupo e a duas seleções classificadas.

 

 

   3 X 1  

– Gols do Chile: Leonel Sánchez (44-1º), Ramirez (7-2º) e Leonel Sánchez (10-2º)

– Gols da Suíça: Wüthrich (7-1º)

– Dia: 30/05/1962

– Horário: 15 horas

– Estádio: Nacional (Santiago)

– Público: 65.006

– Árbitro: Kenneth Aston (Inglaterra)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

 

   0 X 0  

– Gols da Alemanha: Não houve

– Gols da Itália: Não houve

– Dia: 31/05/1962

– Horário: 15 horas

– Estádio: Nacional (Santiago)

– Público: 65.440

– Árbitro: Robert Davidson (Escócia)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

 

   2 X 0  

– Gols do Chile: Ramirez (28-2º) e Toro (43-2º)

– Gols da Itália: Não houve

– Dia: 02/06/1962

– Horário: 15 horas

– Estádio: Nacional (Santiago)

– Público: 66.057

– Árbitro: Kenneth Aston (Inglaterra)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Ferrini e David (Itália)

 

 

 

   2 X 1  

– Gols da Alemanha: Brülls (45-1º) e Seeler (15-2º)

– Gols da Suíça: Schneiter (29-2º)

– Dia: 03/06/1962

– Horário: 15 horas

– Estádio: Nacional (Santiago)

– Público: 64.922

– Árbitro: Leo Horn (Holanda)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

 

   0 X 2  

– Gols do Chile: Não houve

– Gols da Alemanha: Szymaniak (21-1º) e Seeler (35-2º)

– Dia: 06/06/1962

– Horário: 15 horas

– Estádio: Nacional (Santiago)

– Público: 74.765

– Árbitro: Robert Davidson (Escócia)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

 

   3 X 0  

– Gols da Itália: Mora (2-1º), Bulgarelli (20-2º) e Bulgarelli (22-2º)

– Gols da Suíça: Não houve

– Dia: 07/06/1962

– Horário: 15 horas

– Estádio: Nacional (Santiago)

– Público: 59.828

– Árbitro: Nicolai Latichev (União Soviética)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

Classificados do Grupo 2

   E  

 

 

 

Grupo 3

 

O Grupo 3 era formado por Brasil, Tchecoslováquia, Espanha e México. Vamos conferir como foram todos os jogos deste grupo e a duas seleções classificadas para as quartas-de-final.

 

 

   2 X 0  

– Gols do Brasil: Zagallo (11-2º) e Pelé (28-2º)

– Gols do México: Não houve

– Dia: 30/05/1962

– Horário: 15 horas

– Estádio: Sausalito (Viña del Mar)

– Público: 10.484

– Árbitro: Gottfried Dienst (Suíça)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

 

   1 X 0  

– Gols da Tchecoslováquia: Stibranyi (35-2º)

– Gols da Espanha: Não houve

– Dia: 31/05/1962

– Horário: 15 horas

– Estádio: Sausalito (Viña del Mar)

– Público: 12.700

– Árbitro: Erich Steiner (Áustria)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

 

   0 X 0  

– Gols do Brasil: Não houve

– Gols da Tchecoslováquia: Não houve

– Dia: 02/06/1962

– Horário: 15 horas

– Estádio: Sausalito (Viña del Mar)

– Público: 14.903

– Árbitro: Pierre Schwinte (França)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

 

   1 X 0  

– Gols da Espanha: Peiró (44-2º)

– Gols do México: Não houve

– Dia: 03/06/1962

– Horário: 15 horas

– Estádio: Sausalito (Viña del Mar)

– Público: 11.875

– Árbitro: Branko Tesanic (Iugoslávia)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

 

   1 X 2  

– Gols da Espanha: Adelardo (35-1º)

– Gols do Brasil: Amarildo (27-2º) e Amarildo (41-2º)

– Dia: 06/06/1962

– Horário: 15 horas

– Estádio: Sausalito (Viña del Mar)

– Público: 18.715

– Árbitro: Sérgio Bustamante (Chile)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

 

   3 X 1  

– Gols do México: Diaz (13-1º), Del Águia (29-1º) e Hector Hernández (45-2º)

– Gols do Tchecoslováquia: Masek (20 segundos 1º)

– Dia: 07/06/1962

– Horário: 15 horas

– Estádio: Sausalito (Viña del Mar)

– Público: 10.648

– Árbitro: Gottfried Dienst (Suíça)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

Classificados do Grupo 3

   E  

 

 

Grupo 4

 

O Grupo 4 era formado por Argentina, Inglaterra, Hungria e Bulgária. Vamos conferir como foram todos os jogos deste grupo e a duas seleções classificadas para as quartas-de-final.

 

 

   1 X 0  

– Gols da Argentina: Facundo (4-1º)

– Gols da Bulgária: Não houve

– Dia: 30/05/1962

– Horário: 15 horas

– Estádio: Braden (Rancágua)

– Público: 7.134

– Árbitro: Juan Gardezábal (Espanha)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

 

   2 X 1  

– Gols da Hungria: Tichy (17-1º) e Albert (21-2º)

– Gols da Inglaterra: Flowers (15-2º)

– Dia: 31/05/1962

– Horário: 15 horas

– Estádio: Braden (Rancágua)

– Público: 7.134

– Árbitro: Leo Horn (Holanda)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

 

   1 X 3  

– Gols da Argentina: Sanfilippo (36-2º)

– Gols da Inglaterra: Flowers (18-1º), Bobby Charlton (42-1º) e Greaves (22-2º)

– Dia: 02/06/1962

– Horário: 15 horas

– Estádio: Braden (Rancágua)

– Público: 9.794

– Árbitro: Nicolai Latichev (União Soviética)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

 

   6 X 1  

– Gols da Hungria: Albert (45 segundos 1º), Albert (6-1º), Tichy (8-1º), Solymosi (12-1º), Albert (9-2º) e Tichy (25-2º)

– Gols da Bulgária: Asparukhov (19-2º)

– Dia: 03/06/1962

– Horário: 15 horas

– Estádio: Braden (Rancágua)

– Público: 7.442

– Árbitro: Juan Gardeazábal (Espanha)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

 

   0 X 0  

– Gols da Hungria: Não houve

– Gols da Argentina: Não houve

– Dia: 06/06/1962

– Horário: 15 horas

– Estádio: Braden (Rancágua)

– Público: 7.945

– Árbitro: Arturo Yamazaki (Peru)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

 

   0 X 0  

– Gols da Inglaterra: Não houve

– Gols da Bulgária: Não houve

– Dia: 07/06/1962

– Horário: 15 horas

– Estádio: Braden (Rancágua)

– Público: 5.700

– Árbitro: Antoine Blavier (Bélgica)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

Classificados do Grupo 4

   E  

 

 

 

As quartas-de-final

Os confrontos das quartas-de-final eram formados entre o primeiro colocado de um grupo contra o segundo colocado de outro. Vamos conferir logo abaixo quais foram estes confrontos com os seus respectivos resultados e classificados para a semifinal da Copa do Mundo de 1962.

 

 

   0 X 1  

– Gols da Alemanha: Não houve

– Gols da Iugoslávia: Radakovic (42-2º)

– Dia: 10/06/1962

– Horário: 15 horas

– Estádio: Nacional (Santiago)

– Público: 63.324

– Árbitro: Arturo Yamazaki (Peru)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

 

   1 X 2  

– Gols da União Soviética: Chislenko (26-1º)

– Gols do Chile: Sánchez (11-1º) e Rojas (27-1º)

– Dia: 10/06/1962

– Horário: 15 horas

– Estádio: Carlos Dittborn (Arica)

– Público: 17.268

– Árbitro: Leo Horn (Holando)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

 

   0 X 1  

– Gols da Hungria: Não houve

– Gols da Tchecoslováquia: Scherer (14-1º)

– Dia: 10/06/1962

– Horário: 15 horas

– Estádio: Braden (Rancágua)

– Público: 11.690

– Árbitro: Nicolai Latichev (União Soviética)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

 

   3 X 1  

– Gols do Brasil: Garrincha (30-1º), Vavá (8-2º) e Garrincha (14-2º)

– Gols da Inglaterra: Hitchens (38-1º)

– Dia: 10/06/1962

– Horário: 15 horas

– Estádio: Sausalito (Viña del Mar)

– Público: 17.736

– Árbitro: Pierre Schwinte (França)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

Classificados para a semifinal

 

 

 

 

Semifinal

Nas semifinais, Brasil, Chile, Tchecoslováquia e Iugoslávia lutavam pelas duas vagas que levavam a final da Copa. O Brasil enfrentaria o Chile, que por estar jogando em casa teria todo o apoio de sua torcida. Já na outra semifinal, o confronto era entre as seleções da Tchecoslováquia e Iugoslávia. Vamos conferir como foram as partidas da semifinal com os seus respectivos resultados e classificados.

 

 

   3 X 1  

– Gols da Tchecoslováquia: Kadraba (4-2º), Scherer (35-2º) e Scherer (42-2º)

– Gols da Iugoslávia: Jerkovic (24-2º)

– Dia: 13/06/1962

– Horário: 15 horas

– Estádio: Sausalito (Viña del Mar)

– Público: 5.890

– Árbitro: Gottfried Dienst (Suíça)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

 

   4 X 2  

– Gols do Brasil: Garrincha (9 e 31-1º) e Vavá (3 e 33-2º)

– Gols do Chile: Toro (41-1º) e Leonel Sanchez (17-2º)

– Dia: 13/06/1962

– Horário: 15 horas

– Estádio: Nacional (Santiago)

– Público: 76.500

– Árbitro: Arturo Yamazaki (Peru)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Landa (Chile) e Garrincha (Brasil)

 

 

 

Decisão do terceiro lugar

   1 X 0  

A decisão do terceiro lugar da Copa de 1962 foi entre Chile e Iugoslávia. Os chilenos consideravam esta partida tão importante como se fosse uma final, pois a seleção do Chile nunca havia chegado tão longe em uma Copa do Mundo. Com o apoio de mais de 70 mil torcedores, o Chile venceu a Iugoslávia pelo placar de 1 a 0 e conquistou a terceira posição da competição. Vamos conferir logo abaixo os números desta partida.

– Gols do Chile: Rojas (45-2º)

– Gols da Iugoslávia: Não houve

– Dia: 16/06/1962

– Horário: 15 horas

– Estádio: Nacional (Santiago)

– Público: 70.012

– Árbitro: Juan Gardeazábal (Espanha)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

 

A grande Final

   3 X 1  

No dia 17 de junho, o estádio Nacional, localizado na cidade de Santiago, foi o palco da grande final da Copa do Mundo de 1962 entre Brasil e Tchecoslováquia.

A seleção brasileira, atual campeã, era a grande favorita para a conquista do título e tinha o apoio dos chilenos na torcida. A Tchecoslováquia, por outro lado, era vista como um azarão.

O ponta direita Garrincha, que havia sido expulso na partida contra o Chile, conseguiu uma absolvição para jogar a final. Contudo, o rei Pelé, que havia se lesionado na partida contra a própria Tchecoslováquia, ainda pela fase de grupos, não jogaria a final.

A partida começou com os tchecos jogando melhor e surpreendendo logo aos 15 minutos de jogo. Pospichal lançou a bola nas costas da defesa brasileira e encontrou Masopust. Livre de marcação, o jogador avançou e tocou na saída do goleiro Gilmar, abrindo o placar. Brasil 0 x 1 Tchecoslováquia (foto abaixo).

Não deu muito tempo para os tchecos comemorarem o seu gol. Dois minutos após ter levado o gol, o Brasil empatou a partida. O atacante Amarildo, que substituía Pelé desde a sua saída por lesão, fez uma excelente jogada. Após receber um arremesso lateral pela esquerda, ele passou por três adversários e, sem ângulo, conseguiu acertar um belo chute no gol da Tchecoslováquia. Brasil 1 x 1 Tchecoslováquia (foto abaixo).

Após terminar empatada em 1 a 1 os primeiros 45 minutos, no segundo tempo, a seleção brasileira voltou melhor. Aos 24 minutos, Amarildo fez bela jogada pela esquerda e cruzou a bola para a área. O volante Zito, que vinha de trás, surpreendeu a zaga tcheca e tocou de cabeça para o fundo das redes virando o placar. Brasil 2 x 1 Tchecoslováquia (foto abaixo).

A Tchecoslováquia acabou sentindo a virada e o Brasil não perdeu tempo para definir de vez a partida. Aos 33 minutos, Djalma Santos ergueu a bola na área. O goleio da Tchecoslováquia falhou ao tentar interceptar o lance e a bola caiu nos pés de Vavá. Com o gol vazio, o atacante apenas tocou a bola para o fundo das redes decretando o placar e a conquista do bicampeonato do Brasil. Brasil 3 x 1 Tchecoslováquia (foto abaixo).

Após o apito final do árbitro soviético Nikolai Latichev, o Brasil pode comemorar a conquista de Bicampeão mundial. Festa dos jogadores e comissão técnica da seleção brasileira no estádio Nacional (foto abaixo).

O zagueiro e capitão da seleção brasileira, Mauro, que em 1958 era reserva de Bellini (então reserva na Copa 1962), repetiu o mesmo gesto de erguer a Taça Jules Rimet.

A seleção brasileira foi recebida com festa no Brasil. Na foto abaixo, da esquerda para a direita, os jogadores Bellini, Djalma Santos, Didi, Mauro e Gilmar comemoram em cima do caminhão do corpo de bombeiros.

Abaixo, os números da partida da grande final entre Brasil e Tchecoslováquia.

– Gols do Brasil: Amarildo (17-1º), Zito (24-2º) e Vavá (33-2º)

– Gols da Tchecoslováquia: Masopust (15-1º)

– Dia: 17/06/1962

– Horário: 15 horas

– Estádio: Nacional (Santiago)

– Público: 69.000

– Árbitro: Nikolai Latichev (União Soviética)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

 

A seleção bi-campeã, o Brasil

A seleção bi-campeã de 1962 era formada por: Gilmar, Djalma Santos, Mauro, Zózimo e Nilton Santos; Zito e Didi; Garrincha, Vavá, Amarildo e Zagallo. O técnico era Aymoré Moreira.

 

 

 

A seleção da Copa

Apesar de não ter feito uma grande atuação na final, o craque eleito pela Fifa da Copa do Mundo de 1962 foi Manuel Santos, o Garrincha (foto acima). Abaixo, vamos conferir quem fez companhia ao jogador brasileiro, na seleção da Copa, no esquema 4-2-4, usado pelo Brasil.

Goleiro: Gilmar (Brasil)

Zagueiros: Schnellinger (Alemanha) e Voronin (União Soviética)

Laterais: Djalma Santos (Brasil) e Nowak (Tchecoslováquia)

Meio-campistas: Zito (Brasil) e Masopust (Tchecoslováquia)

Atacantes: Garrincha (Brasil), Vavá (Brasil), Toro (Chile) e Skoblar (Iugoslávia).

 

 

 

As curiosidades da Copa

Vamos conhecer quais foram os principais fatos curiosos da Copa do Mundo de 1962.

 

Assistimos a Copa pela TV, mas não ao vivo

A Copa do Mundo de 1962 foi a primeira edição em que os torcedores brasileiros conseguiram assistir pela Televisão. O único detalhe é que ainda não havia a transmissão ao vivo e sim através de videotapes. Com isso, as fitas vinham de avião e os jogos eram exibidos dois dias após terem acontecido.

 

 

No campo ele não errava, mas nas entrevistas…

Após a final entre Brasil e Tchecoslováquia, a imprensa chilena jura até hoje que um repórter de uma rádio local, ao entrevistar o craque Garrincha na saída de campo, pediu ao brasileiro: “Garrincha, dále un adios al micrófono”. O craque brasileiro não pensou duas vezes e respondeu: “Adiós, micrófono”.

 

 

O terremoto que abalou o Chile

Nos dias 21 e 22 de maio de 1960, dois terremotos devastadores atingiram o país. O segundo deles atingiu 8,5 pontos da escala Richter, sendo colocado como o de maior escala que já havia atingido o mundo até então. O epicentro deste terremoto foi na cidade de Valdivia (foto acima) e Concepción, a 750 km da capital Santiago, e o tremor atingiu por mais de 400 mil km². A catástrofe foi tanto que vulcões entraram em erupção, montanhas se abriram ao meio, cidades foram devastadas e ilhas acabaram varridas do mapa. O saldo de tudo isto resultou na morte de 5 mil pessoas e deixou mais de 2 milhões desabrigados, o que era 25% da população total do país que era de 8 milhões na época.

 

 

Carlos Dittborn, o homem que não desite nem com um terremoto

A frase dita por Carlos Dittborn “Porque nada tenemos, lo haremos todo”, que traduzindo para o português fica “Porque não temos nada, faremos tudo” foi dita logo após o terremoto que destruiu o Chile.

Nascido no Rio de Janeiro, em 1921, Dittborn era filho de um diplomata chileno. Foi para o país com apenas 4 anos de idade, onde lá cresceu, se apaixonou pelo futebol e acabou tornado-se um grande dirigente.

Em 1956 assumiu a presidência da Conmebol e fez de tudo para colocar o Chile como país-sede da Copa do Mundo de 1962.

Após o terremoto, Dittborn fez um apelo a Fifa de que o Chile não abriria mão de organizar a Copa do Mundo e dizia que pelo fato do país tentar sobreviver e uma tragédia nacional, isto serviria de estímulo para o povo. Tanto a Fifa quanto os países europeus deram um voto de confiança para o país e o Chile realizou a Copa do Mundo com muita dignidade e organização.

Infelizmente, Carlos Dittborn não pode ver todo o desfecho de seu sonho. No dia 28 de abril de 1962, ele foi vítima de um ataque cardíaco fulminante e em sua homenagem, o estádio municipal de Arica passou a levar o seu nome.

 

 

Chega desta história de ONU FC

Desde 1934, muitas seleções pegavam jogadores de outros países para reforçar a sua equipe. Em 1962, não foi diferente esta história. A seleção da Espanha tinha na sua seleção jogadores que sequer tinham acedência ou origens do país e acabou levando até o apelido de ONU FC. Ferenk Puskas, que foi destaque pela Hungria (seu país de origem) na Copa de 1954, por jogar no Real Madrid, foi jogador da Espanha na Copa de 1962. Várias outras seleções, como a da Itália, também realizavam esta prática.

De saco cheio de ver jogadores atuarem em seleções diferentes a cada edição da Copa do Mundo, da Fifa decretou que um jogador só poderia defender uma seleção se tivesse nascido no país, ou na pior das hipóteses, se pai ou mãe fossem de lá. Além disto, o jogador que tivesse disputado jogos por um país não poderia atuar por outro, independentemente de ser naturalizado ou não.

Infelizmente, os países tiverem uma última regalia na Copa de 1962 e tanto a Espanha quanto a Itália colocaram jogadores que estavam nesta situação.

 

 

Uma lesão mortal

O zagueiro da seleção da União Soviética, Eduard Dubinski, que tinha 27 anos na Copa de 1962, acabou sofrendo uma contusão que acabou lhe custando a vida. Após sofrer uma entrada do jogador da Iugoslávia, Mujic, a tíbia e o perônio da perna direita de Dubinski, nunca se regeneraram totalmente, fazendo com que a carreira do zagueiro terminasse.

O pior disto tudo foi que no local da contusão acabou desenvolvendo-se um sarcoma, que é uma espécie de câncer. Dubinski teve sua perna amputada, porém, a doença já havia se espalhado pelo seu corpo e em 1969, veio a falecer.

 

 

O único gol olímpico marcado em Copas até hoje

O jogador colombiano Coll é, até hoje, o autor do único gol olímpico registrado em Copas do Mundo. A gol aconteceu na partida entre Colômbia e União Soviética que acabou empatada em 4 a 4.

 

 

A carreira de árbitro acabou, mas…

A lesão muscular sofrida na partida entre Chile e Itália, fez com que o árbitro inglês Kenneth Aston encerrasse a sua carreira dentro dos gramados, mas não fora deles. Nomeado diretor de arbitragem da Fifa logo após a Copa de 1962, “Ken”, como era chamado, foi o responsável pela escala de arbitragem da Copa de 1966, na Inglaterra, e em 1967, para melhorar a comunicação entre árbitros e jogadores, ele criou os cartões amarelo e vermelho, que começaram a ser usados a partir da Copa de 1970, no México, e são indispensáveis até hoje no futebol.

 

 

A lesão de Pelé e o seu grande substituto

Na partida entre Brasil e Tchecoslováquia, o rei Pelé sofreu uma lesão muscular que o tirou da Copa do Mundo. Com o receio de que o Brasil não conseguisse conquistar a competição com a ausência do rei, o seu substituto, Amarildo (foto abaixo) conseguiu dar conta do recado.

Foi dele os dois gols na vitória contra a Espanha na partida seguinte que acabou classificando o Brasil em primeiro lugar do grupo. Amarildo ainda marcaria o gol de empate na final da Copa contra a própria Tchecoslováquia que levou o Brasil a uma virada e consequentemente à conquista do Bicampeonato.

 

 

Mário Américo, o “ladrão” da bola da final

Na Copa do Mundo de 1958, o massagista Mário Américo (foto acima) levou a bola da final para casa, tirando o sonho do árbitro francês, Maurice Guigue, que queria a bola. Este mesmo sonho era também do árbitro soviético, Nikolai Latichev, mas na comissão técnica da seleção brasileira havia o massagista Mário, o mesmo de 1958. Resultado: Mário Américo surrupiou a bola da final e deixou o árbitro Latichev frustrado por não ter ficado com o objeto, porém, a Fifa decidiu amenizar a sua tristeza e o homenageou com um apito de ouro.

 

 

 

Os números da Copa

Vamos conferir abaixo os números da Copa do Mundo de 1962, no Chile.

– Duração: 19 dias

– Países participantes: 16

– Total de jogos: 32

– Cidades-sede: 4

– Estádios: 4

– Gols pró: 89

– Gols contra: 0

– Artilheiro: Drazen Jerkovic (foto acima) da Iugoslávia

– Goleiro menos vazado: Wolfgang Fahrian (foto acima) da Alemanha

– Maior goleada: Hungria 6 x 1 Bulgária

– Público Total: 776 mil pessoas

– Maior Público: 76.500 (Brasil x Chile)

– Menor Público: 5.700 (Inglaterra x Bulgária)

 

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
– SITE: Federação Internacional das Associações de Futebol – www.fifa.com
– SITE: Confederação Brasileira de Futebol – www.cbf.com.br
– SITE: Storie di Cálcio – www.storiedicalcio.altervista.org/
– SITE: Solo Futbol (Chile) – http://www.solofutbol.cl/
– LIVRO: O guia dos curiosos: esportes / Marcelo Duarte. – 3ª ed. Atualizada. São Paulo: Panda Books, 2006.
– LIVRO: O Mundo das Copas: as curiosidades, os momentos históricos e os principais lances do maior espetáculo do esporte mundial / escrito e ilustrado por Lycio Vellozo Ribas. – São Paulo: Lua de Papel, 2010.
– FILME: Coleção Copa do Mundo Fifa 1930-2006, ed. 5, editora Abril, 2010.

LEAVE YOUR COMMENT

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

20 + = 25