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História e Regras do Rafting

História e Regras do Rafting
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A origem do Rafting

John Wesley Powell (foto acima), um dos expedicionários mais conceituados da história norte-americana, organizou uma expedição no rio Colorado, nos Estados Unidos, em barcos de madeira com remo central. Este foi o primeiro registro de descida de Rafting no mundo no ano de 1869.

Com equipamentos primitivos e a falta de técnica para a época, o barco sofreu algumas viradas e batidas em pedras resultando em alguns estragos.

Com o passar dos anos, os botes rígidos e feitos com madeira, deram lugar aos botes infláveis. Isto ocorreu por volta do ano de 1936, nos EUA. Nas décadas de 1960 e 1970 o rafting passou por um período de estagnação. Com o surgimento dos botes “self bailer” (barcos confeccionados com materiais mais leves e resistentes) na década de 1980, o rafting deu um salto e conquistou as pessoas.

Esportivamente, o rafting é praticado extra-oficialmente há quase 15 anos com competições na Europa. Com a criação da IRF (Federação Internacional do Rafting) foi realizado o primeiro Campeonato Mundial, realizado em 1999 na África do Sul. O Brasil esteve presente ficando na sétima colocação.

 

 

 

O Rafting no Brasil

Passando praticamente despercebida pelos brasileiros em 1982, a empresa TY-Y Expedições foi a responsável pela introdução do rafting no Brasil.

As decidas eram feitas nos rios Paraíba do Sul, Paraibuna e Três Rios, todos localizados no estado do Rio de Janeiro e foi desenvolvida para atender apenas as necessidades dos turistas, aí explica o porquê do esporte passar despercebido entre os brasileiros.

O esporte ganhou força em 1990 com a criação da Canoar Rafting & Expedições atrelado à inovação da utilização de remos individuais no rafting brasileiro. A modalidade foi introduzida no rio Juquiá, em Juquitiba, no estado de São Paulo (foto abaixo).

Com o surgimento de diversas empresas em São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o esporte consolidou sua expansão no mercado nacional.

Atualmente, no Brasil, estima-se mais de 50 operadoras de Rafting que exploram decidas comerciais pelos rios dos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Paraná, Bahia, Mato Grosso do Sul e Tocantins.

 

 

 

Os equipamentos

Conheceremos logo abaixo os equipamentos básicos que fazem parte da prática do Rafting.

 

Bote

O bote (foto acima) é feito com um material resistente, chamado de hypalon, que é um tecido de fibra de poliéster, revestido com borracha de neoprene, altamente resistente à raspagem nas pedras dos rios. Há também alguns fabricantes que utilizam revestimentos de PVC ou uretano. Os tamanhos dos botes variam de 12 a 20 pés (3,65 a 6,09 metros) de comprimento. A escolha é feita de acordo com o nível do rio. O bote pequeno tem menos estabilidade em locais de fortes corredeiras do que os botes grandes.

 

 

Remo

Os remos usados no Rafting são fabricados com material plástico ou com fibra de carbono.

 

 

Capacete e colete salva-vidas

O colete salva-vidas e o capacete são usados para garantir uma maior segurança aos praticantes do Rafting.

 

 

Roupa Neoprene

Serve para aquecer o praticante de Rafting das águas dos rios cuja temperatura é muito fria e com isso prolongando o tempo do passeio.

 

 

Calçados

Feitos com solados de borracha, os calçados de rafting servem para que o participante no bote melhore a fixação, a sua estabilidade nas pedras no caso de andar dentro do rio e também para a sua segurança no caso de uma queda do bote.

 

 

Cabo de resgate

É uma corda com 20 metros de comprimento, que fica dentro de um saco, que é utilizada para realizar resgates no caso de alguém cair do bote. Para utilizá-la, basta jogar o saco que tem a corda dentro, devidamente enrolada, e puxar pela ponta, esperando que o resgatado segure o saco.

 

 

Caiaque de resgate

Muito usado pelas operadoras de Rafting, o safety kayak, como é chamado, serve para acompanhar uma descida comercial ou uma equipe de competição para dar suporte no caso de resgate.

 

 

 

O Rafting

O Rafting consiste na descida de rios em botes infláveis dos quais os integrantes da embarcação remam sob o comando de um Instrutor que é o responsável pela orientação do grupo durante o trajeto.

A modalidade aqui no Brasil não é vista bem como um esporte, mas sim como um passeio recheado de emoções em meio a rios com correntezas e paisagens lindas da natureza.

 

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
– LIVRO: Almanaque dos Esportes, Editora Europa, 2009.
– LIVRO: A História dos Esportes, Orlando Duarte, 4ª ed. Editora Senac, SP, 2004.
– SITE: Confederação Brasileira de Canoagem – http://www.cbca.org.br/
– SITE: Federação Internacional de Rafting – http://www.intraftfed.com/

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