Copa do Mundo 1958: Suécia

Copa do Mundo 1958: Suécia
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A escolha da Suécia como país-sede

Desde o Congresso realizado pela Fifa, em 1948, quando decidiu retornar com a Copa do Mundo após a Segunda Guerra Mundial, havia ficado decidido que a Copa do Mundo de 1950 seria no Brasil, a de 1954 na Suíça e a de 1958 já tinha ficado como pré-candidata a Suécia.

Em 1954, em Zurique, na Suíça, a Fifa decidiu homologar a Suécia como o país-sede da Copa do Mundo de 1958, pois além de ter um dos maiores índices de qualidade de vida no mundo, não tinha outro candidato para concorrer.

 

 

 

Os estádios da Copa

A Suécia, como um país sempre muito organizado, não desapontou na infra-estrutura. Além de realizarem uma magnífica festa, os suecos investiram na construção de novos estádios além de reformas nos que já existiam.

Ao todo, a Suécia utilizou 12 cidades-sede, o que foi um recorde até aquele ano.

Abaixo, vamos conhecer cada um dos estádios que fizeram parte da Copa do Mundo de 1958.

 

Estádio Jernvallen

Inaugurado em 1938, o estádio de Jernvallen fica localizado na cidade de Sandviken. Sua capacidade atual é para acomodar 7 mil torcedores.

 

 

Estádio Arosvallen

Inaugurado em 1932, o estádio Arosvallen fica localizado na cidade de Vasteras. Sua capacidade atual é para acomodar 10 mil torcedores.

 

 

Estádio Eyravallen

Inaugurado em 1923, o estádio Eyravallen fica localizado na cidade de Örebro. Sua capacidade atual é para acomodar 14.500 trocedores.

 

 

Estádio Rimnersvallen

Inaugurado em 1923, o estádio Rimnersvallen fica localizado na cidade de Uddevalla. Sua capacidade atual é para acomodar 12 mil torcedores.

 

 

Estádio Nya Ullevi

Inaugurado em 1958, o estádio Nya Ullevi fica localizado na cidade de Gotemburgo. Sua capacidade atual é para acomodar 43 mil torcedores.

 

 

Estádio Örjans Vall

Inaugurado em 1922, o estádio de Örjans Vall fica localizado na cidade de Halmstad. Sua capacidade atual é para acomodar 15.500 torcedores.

 

 

Estádio Olympia-vallen

Inaugurado em 1898, o estádio Olympia-vallen fica localizado na cidade de Helsingborg. Sua capacidade atual é para acomodar 17.200 torcedores.

 

 

Estádio Malmö Stadion

Inaugurado em 1958, o estádio Malmö Stadion fica localizado na cidade de Malmö. Sua capacidade atual é para acomodar 27.500 torcedores.

 

 

Estádio Ryavallen

Inaugurada em 1941, o estádio Ryavallen fica localizado na cidade de Boräs. Sua capacidade atual é para acomodar 19 mil torcedores.

 

 

Estádio Idrottsparken

Inaugurado em 1904, o estádio Idrottsparken fica localizado na cidade de Norrköping. Sua capacidade atual é para acomodar 19.414 torcedores.

 

 

Estádio Rasunda

Inaugurado em 1937, o estádio Rasunda fica localizado na cidade de Estocolmo. Sua capacidade atual é para acomodar 36.608 torcedores.

 

 

Estádio Tunavallen

Inaugurado em 1922, o estádio Tunavallen fica localizado na cidade de Eskilstuna. Sua capacidade atual é para acomodar 7.800 torcedores.

 

 

 

As eliminatórias e os países classificados

Dos 95 países filiados na época junto à Fifa, 51 se inscreveram para participarem das eliminatórias da Copa do Mundo. Cada continente tinha um número disponível de vagas que levavam os países para o mundial: Europa (9 vagas), América do Sul (3 vagas), Américas Central e do Norte (1 vaga), Ásia e África (1 vaga).

Vamos conhecer logo abaixo como foram as eliminatórias de cada continente com os seus respectivos regulamentos e países classificados.

 

 

 

Eliminatórias da Europa

O regulamento das eliminatórias da Europa era o seguinte: o vencedor de cada um dos nove grupos, disputados em partidas de turno e returno, classificava-se para o mundial. No caso de ocorrer empate em pontos, a vaga seria decidida em um jogo desempate, em campo neutro.

Abaixo, vejam quais foram os nove países classificadas nas eliminatórias da Europa.

 

Alemanha

Por ser a atual campeã, a Alemanha já estava classificada automaticamente para a Copa do Mundo e não disputou as eliminatórias da Europa.

 

 

Suécia

Por ser o país-sede, a Suécia também estava classificada para a Copa do Mundo e, assim como a Alemanha, não jogou as eliminatórias da Europa.

 

 

Inglaterra

Participante do grupo 1 das eliminatórias da Europa junto com Irlanda e Dinamarca, a Inglaterra foi a classificada com uma campanha de 3 vitórias e 1 empate.

 

 

França

Participante do grupo 2 das eliminatórias da Europa junto com Bélgica e Islândia, a França conquistou sua vaga com uma campanha de 3 vitórias e 1 empate.

 

 

Hungria

Participante do grupo 3 das eliminatórias da Europa junto com Bulgária e Noruega, a Hungria foi a classificada com uma campanha de 3 vitórias e 1 derrota.

 

 

Tchecoslováquia

Participante do grupo 4 das eliminatórias da Europa junto com País de Gales e Alemanha Oriental, a Tchecoslováquia foi a classificada com uma campanha de 3 vitórias e 1 derrota.

 

 

Áustria

Participante do grupo 5 das eliminatórias da Europa junto com Holanda e Luxemburgo, a Áustria foi a classificada com um campanha de 3 vitórias e 1 empate.

 

 

União Soviética

Participante do grupo 6 das eliminatórias da Europa junto com Polônia e Finlândia, a União Soviética conquistou sua vaga depois de empatar em pontos com a Polônia na fase de grupos e depois vencê-la no jogo desempate.

 

 

Iugoslávia

Participante do grupo 7 das eliminatórias da Europa junto com Romênia e Grécia, a Iugoslávia conquistou sua vaga com uma campanha de 2 vitória e 2 empates.

 

 

Irlanda do Norte

Participante do grupo 8 das eliminatórias da Europa junto com Itália e Portugal, a Irlanda do Norte conquistou sua vaga com uma campanha de 2 vitórias, 1 empate e 1 derrota.

 

 

Escócia

Participante do grupo 9 das eliminatórias da Europa junto com Espanha e Suíça, a Escócia conquistou sua vaga após a campanha de 3 vitórias e 1 derrota.

 

 

 

Eliminatórias da América do Sul

O regulamento das eliminatórias da América do Sul era o seguinte: o vencedor de cada um dos três grupos, disputados em partidas de turno e returno, classificava-se para a Copa do Mundo.

Abaixo, vejam quais foram os três países classificadas nas eliminatórias da América do Sul.

 

Brasil

Participante do grupo 1 das eliminatórias da América do Sul junto com Peru e Venezuela, o Brasil conquistou sua vaga apenas jogando duas partidas contra o Peru (1 empate e 1 vitória) já que a Venezuela desistiu de participar.

 

 

Argentina

Participante do grupo 2 das eliminatórias da América do Sul junto com Bolívia e Chile, a Argentina conquistou sua vaga com uma campanha de 3 vitórias e 1 derrota.

 

 

Paraguai

Participante do grupo 3 das eliminatórias da América do Sul junto com Uruguai e Colômbia, o Paraguai se classificou com uma campanha de 3 vitórias e 1 derrota.

 

 

 

Eliminatórias das Américas Central e do Norte

O regulamento das eliminatórias das Américas Central e do Norte era o seguinte: os países foram divididos em dois grupos, sendo um com países da América do Norte e o outro com os países da América Central. Os vencedores de cada grupo se enfrentavam em jogos de ida e volta, do qual, valia uma vaga.

Abaixo, vamos conferir qual foi o país classificado das eliminatórias das Américas Central e do Norte.

 

México

Após se classificar no seu grupo com uma campanha invicta de 4 vitórias, o México conquistou sua vaga para a Copa do Mundo após vencer uma partida e empatar a outra contra a Costa Rica.

 

 

 

Eliminatórias Ásia e África

O regulamento das eliminatórias da Ásia e África era o seguinte: os países foram divididos em quatro grupos, disputados em partidas de turno e returno. Os vencedores de cada um dos grupos disputavam uma semifinal e final e um país se classificava.

Abaixo, vamos conferir qual foi o país classificado das eliminatórias da Ásia e África.

 

País de Gales

Vamos explicar o que o País de Gales está fazendo aqui, já que este país pertence à Europa. Israel sofreu boicote de todos os países que iria enfrentar nas eliminatórias da Ásia e África e acabou classificando-se automaticamente. Contudo, percebendo este boicote, a Fifa decidiu mudar de última hora o regulamento, fazendo com que Israel tivesse que enfrentar uma outra equipe em uma repescagem e convidou todos os vices dos grupos europeus e mais o Uruguai que não aceitou participar junto com a Bélgica. Assim, Irlanda, Bulgária, País de Gales, Holanda, Polônia, Romênia, Itália e Espanha concorreram a um sorteio que daria vaga na repescagem contra Israel, e o País de Gales venceu. Nas duas partidas contra Israel, duas vitórias colocaram o País de Gales na Copa do Mundo.

 

 

 

A preparação da seleção brasileira

Após a eliminação da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1954, uma grande preocupação havia quanto à parte psicológica do time que sempre na hora da decisão acabava “amarelando”.

Depois de muitos testes com diversos treinadores sem obter resultados significativos, em 1958, tudo acabou mudando quando em 14 de julho, João Havelange (foto acima) assumiu o comando da Confederação Brasileira de Desportos (CBD) substituindo Silvio Pacheco.

Como não era muito especialista na época em futebol, Havelange chamou um especialista para cuidar do futebol na CBD. Este profissional se chamava Paulo Machado de Carvalho (foto acima), personalidade respeitada nos meios esportivos.

Sem perder muito tempo, “doutor Paulo”, como era conhecido, havia traçado um projeto grande para que a seleção brasileira conquistasse pela primeira vez o mundial. Criou uma nova comissão técnica que fosse capaz de trabalhar em equipe. Estes profissionais eram o treinador Vicente Feola, o médico Hilton Gosling, o preparador físico Paulo Amaral, o supervisor Carlos Nascimento e as novidades que até então nunca haviam feito parte de uma comissão técnica do Brasil: o psicólogo João Carvalhaes e o dentista Mário Trigo.

Os trabalhos já deram início logo na primeira convocação em que constavam os 33 primeiros nomes da lista. No dia 7 de abril, os 33 jogadores se apresentaram e três dias depois viajaram para Minas Gerais, onde ficariam por um período de 20 dias treinando nas cidades de Poços de Caldas e Araxá (foto acima).

Entre muitos trabalhos realizados, o psicológico confirmou a desconfiança que muitos tinham da seleção brasileira quanto a ter algum problema na hora das decisões. Depois de vários testes realizados, foi constatado que alguns jogadores tinham um QI muito baixo e não compreendiam a importância de uma Copa do Mundo, outros eram infantis demais e outros eram irresponsáveis demais.

Após um mês de treinos, o Brasil enfrentou as seleções do Paraguai e da Bulgária (duas vezes cada um) e estes amistosos serviram como testes para fechar a lista dos 22 convocados para a Copa do Mundo. Pepe e Zagallo confirmaram suas presenças depois de boas atuações nestes amistosos. Já Pelé, no último amistoso da seleção brasileira, contra a equipe do Corinthians, levou uma entrada violenta do jogador Ari Clemente e sofreu uma torção de tornozelo e extensão dos ligamentos do joelho. Com apenas 17 anos e titular absoluto da seleção, a comissão técnica se reuniu e decidiu não cortar Pelé da lista dos convocados, porém, ele poderia atuar pelo Brasil apenas da terceira partida da Copa do Mundo.

No dia 24 de maio de 1958, a delegação brasileira embarcou rumo à Suécia em busca do primeiro título mundial da seleção brasileira. Veremos logo abaixo, quais foram os 22 jogadores convocados do Brasil com os respectivos clubes do qual atuavam.

Goleiros: Gilmar (Corinthians) e Castilho (Fluminense);

Laterais: Djalma Santos (Botafogo), Nilton Santos (Botafogo), De Sordi (São Paulo) e Oreco (Corinthians);

Zagueiros: Mauro (São Paulo), Bellini (Vasco), Orlando (Vasco) e Zózimo (Bangu);

Meio-campistas: Didi (Botafogo), Dino Sani (São Paulo), Zito (Santos), Moacir (Flamengo) e Dida (Flamengo);

Atacantes: Garrincha (Botafogo), Zagallo (Botafogo), Vavá (Vasco), Pepe (Santos), Pelé (Santos), Joel (Flamengo) e Mazzola (Palmeiras).

 

 

 

O regulamento da Copa

O regulamento da Copa de 1958 trouxe uma inovação na sua fórmula com relação às outras edições. Não haveria mais as prorrogações desnecessárias ou a falta de confrontos de equipes do mesmo grupo, como ocorreu na Copa de 1954, na Suíça.

Na primeira fase, todos os times jogariam entre si, dentro das chaves. Os dois melhores colocados avançavam às quartas-de-final. No caso de duas seleções empatarem em pontos na primeira posição do grupo, o saldo de gols decidiria o primeiro e o segundo colocado. Se o empate em pontos ocorresse entre os segundos colocados, aí sim haveria um jogo desempate.

Além de todas estas inovações, uma outra muito importante foi adotada. A tabela já havia sido divulgada antes do início da Copa do Mundo e as seleções poderiam fazer suas projeções de quem enfrentaria quem nas fases seguintes.

 

 

 

A fase de grupos

Após o sorteio dos quatro grupos da Copa de 1958, o grupo 4, que era o do Brasil, foi chamado de “grupo de ferro”, pois junto tinha a União Soviética, a Áustria e a Inglaterra.

Vamos ver logo abaixo como ficaram cada um dos quatro grupos do mundial com os seus respectivos jogos, resultados e classificados para as quartas de final.

 

 

Grupo 1

 

O Grupo 1 era formado por Alemanha, Argentina, Tchecoslováquia e Irlanda do Norte que lutavam por duas vagas para as quartas-de-final. Vamos conferir logo abaixo como foram cada um dos jogos deste grupo e as duas seleções classificadas.

 

   3 x 1  

– Gols da Alemanha: Rahn (33-1º), Seeler (42-1º) e Rahn (34-2º)

– Gols da Argentina: Corbatta (3-1º)

– Dia: 08/06/1958

– Horário: 19 horas

– Estádio: Malmö Stadion (Malmö)

– Público: 32.000

– Árbitro: Reginald Leafe (Inglaterra)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

   0 X 1  

– Gols da Tchecoslováquia: Não houve

– Gols da Irlanda do Norte: Cush (20-1º)

– Dia: 08/06/1958

– Horário: 19 horas

– Estádio: Örjans Vall (Halmstad)

– Público: 26.000

– Árbitro: Friedrich Seipelt (Áustria)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

   2 X 2  

– Gols da Alemanha: Schäfer (15-2º) e Rahn (25-2º)

– Gols da Tchecoslováquia: Dvorak (24-1º) e Zikan (42-1º)

– Dia: 11/06/1958

– Horário: 19 horas

– Estádio: Olympia-vallen (Helsingborg)

– Público: 25.000

– Árbitro: Arthur Ellis (Inglaterra)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

   3 X 1  

– Gols da Argentina: Corbatta (38-1º), Menéndez (10-2º) e Avio (15-2º)

– Gols da Irlanda do Norte: McParland (3-1º)

– Dia: 11/06/1958

– Horário: 19 horas

– Estádio: Örjans Vall (Halmstad)

– Público: 14.000

– Árbitro: Sten Ahlner (Suécia)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

   2 X 2  

– Gols da Alemanha: Rahn (21-1º) e Seeler (34-2º)

– Gols da Irlanda do Norte: McParland (19-1º) e McParland (15-2º)

– Dia: 15/06/1958

– Horário: 19 horas

– Estádio: Malmö Stadion (Malmö)

– Público: 35.000

– Árbitro: Joaquim F. Campos (Portugal)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

   6 X 1  

– Gols da Tchecoslováquia: Dvorak (8-1º), Zikan (17-1º), Hovorka (39-1º), Feureisl (24-2º), Zikan (37-2º) e Hovorka (44-2º)

– Gols da Argentina: Corbatta (20-1º)

– Dia: 15/06/1958

– Horário: 19 horas

– Estádio: Olympia-vallen (Helsingborg)

– Público: 20.000

– Árbitro: Arthur Ellis (Inglaterra)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

Jogo-desempate

   2 X 1  

– Gols da Irlanda do Norte: McParland (44-1º) e McParland (9-1º extra)

– Gols da Tchecoslováquia: Zikan (19-1º)

– Dia: 17/06/1958

– Horário: 19 horas

– Estádio: Malmö Stadion (Malmö)

– Público: 26.000

– Árbitro: Maurice Guigue (França)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Bubernik (Tchecoslováquia)

 

 

Classificados Grupo 1

   E  

 

 

 

Grupo 2

 

O Grupo 2 era formado por França, Paraguai, Iugoslávia e Escócia que lutavam por duas vagas para as quartas-de-final. Vamos conferir logo abaixo como foram cada um dos jogos deste grupo e as duas seleções classificadas.

 

   7 x 3  

– Gols da França: Fontaine (25-1º), Fontaine (30-1º), Piantoni (7-2º), Wisnieski (17-2º), Fontaine (21-2º), Kopa (25-2º) e Vincent (39-2º)

– Gols do Paraguai: Amarilla (21-1º), Amarilla (42-1º) e Romero (5-2º)

– Dia: 08/06/1958

– Horário: 19 horas

– Estádio: Idrottsparken (Norrköping)

– Público: 17.500

– Árbitro: Juan Gardeázabal (Espanha)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

   1 x 1  

– Gols da Iugoslávia: Petakovic (13-1º)

– Gols da Escócia: Murray (3-2º)

– Dia: 08/06/1958

– Horário: 19 horas

– Estádio: Arosvallen (Västeras)

– Público: 9.500

– Árbitro: Raymon Wyssling (Suíça)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

   2 x 3  

– Gols da Escócia: Mudie (23-1º) e Collins (31-2º)

– Gols do Paraguai: Aguero (4-1º), Re (44-1º) e Parodi (29-2º)

– Dia: 11/06/1958

– Horário: 19 horas

– Estádio: Idrottsparken (Norrköping)

– Público: 12.000

– Árbitro: Vincenzo Orlandini (Itália)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

   3 x 2  

– Gols da Iugoslávia: Petakovic (16-1º), Veselinovic (20-2º) e Veselinovic (42-2º)

– Gols da França: Fontaine (5-1º) e Fontaine (40-2º)

– Dia: 11/06/1958

– Horário: 19 horas

– Estádio: Arosvallen (Västeras)

– Público: 12.000

– Árbitro: Benjamin Griffiths (País de Gales)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

   3 x 3  

– Gols da Iugoslávia: Ognjanovic (12-1º), Veselinovic (29-1º) e Rajkov (29-2º)

– Gols do Paraguai: Parodi (21-1º), Aguero (4-2º) e Romero (45-2º)

– Dia: 15/06/1958

– Horário: 19 horas

– Estádio: Tunavallen (Eskilstuna)

– Público: 12.000

– Árbitro: Martin Macko (Tchecoslováquia)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

   2 x 1  

– Gols da França: Kopa (22-1º) e Fontaine (45-1º)

– Gols da Escócia: Baird (21-2º)

– Dia: 15/06/1958

– Horário: 19 horas

– Estádio: Eyravallen (Örebro)

– Público: 13.500

– Árbitro: Juan Brossi (Argentina)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

Classificados Grupo 2

   E  

 

 

 

Grupo 3

 

O Grupo 3 era formado por Suécia, México, Hungria e País de Gales que lutavam por duas vagas para as quartas-de-final. Vamos conferir logo abaixo como foram cada um dos jogos deste grupo e as duas seleções classificadas.

 

   3 x 0  

– Gols da Suécia: Simonsson (17-1º), Liedholm (13-2º) e Simonsson (19-2º)

– Gols do México: Não houve

– Dia: 08/06/1958

– Horário: 14 horas

– Estádio: Rasunda (Estocolmo)

– Público: 45.000

– Árbitro: Nikolai Latichev (União Soviética)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

   1 x 1  

– Gols da Hungria: Boszik (4-1º)

– Gols do País de Gales: John Charles (26-1º)

– Dia: 08/06/1958

– Horário: 19 horas

– Estádio: Jernvallen (Sandviken)

– Público: 20.000

– Árbitro: José Maria Codesal (Uruguai)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

   1 x 1  

– Gols do País de Gales: Ivor Allchurch (32-1º)

– Gols do México: Belmonte (44-2º)

– Dia: 11/06/1958

– Horário: 19 horas

– Estádio: Rasunda (Estocolmo)

– Público: 25.000

– Árbitro: Leo Lemesic (Iugoslávia)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

   2 x 1  

– Gols da Suécia: Hamrin (34-1º) e Hamrin (10-2º)

– Gols da Hungria: Tichy (33-2º)

– Dia: 12/06/1958

– Horário: 19 horas

– Estádio: Rasunda (Estocolmo)

– Público: 40.000

– Árbitro: Johan Mowatt (Escócia)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

   0 x 0  

– Gols da Suécia: Não houve

– Gols da Hungria: Não houve

– Dia: 15/06/1958

– Horário: 19 horas

– Estádio: Rasunda (Estocolmo)

– Público: 35.000

– Árbitro: Lucien van Nuffel (Bélgica)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

   4 x 0  

– Gols da Hungria: Tichy (19-1º), Tichy (2-2º), Sandor (9-2º) e Bencsis (24-2º)

– Gols do México: Não houve

– Dia: 15/06/1958

– Horário: 19 horas

– Estádio: Jernvallen (Sandviken)

– Público: 13.300

– Árbitro: Arne Eriksson (Finlândia)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

Jogo-desempate

   2 X 1  

– Gols do País de Gales: Ivor Allchurch (10-2º) e Medwin (31-2º)

– Gols da Hungria: Tichy (33-1º)

– Dia: 17/06/1958

– Horário: 19 horas

– Estádio: Jernvallen (Sandviken)

– Público: 2.500

– Árbitro: Nikolai Latychev (União Soviética)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Sipos (Hungria)

 

 

Classificados Grupo 3

   E  

 

 

 

Grupo 4

 

O Grupo 4 era formado por Brasil, União Soviética, Áustria e Inglaterra que lutavam por duas vagas para as quartas-de-final. Vamos conferir logo abaixo como foram cada um dos jogos deste grupo e as duas seleções classificadas.

 

   3 x 0  

– Gols do Brasil: Mazzola (38-1º), Nilton Santos (4-2º) e Mazzola (44-2º)

– Gols da Áustria: Não houve

– Dia: 08/06/1958

– Horário: 19 horas

– Estádio: Rimnersvallen (Uddevalla)

– Público: 25.000

– Árbitro: Maurice Guigue (França)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

   2 x 2  

– Gols da União Soviética: Simonian (13-1º) e Aleksander Ivanov (11-2º)

– Gols da Inglaterra: Kevan (20-2º) e Finney (39-2º)

– Dia: 08/06/1958

– Horário: 19 horas

– Estádio: Nya Ullevi (Gotemburgo)

– Público: 45.000

– Árbitro: Istvan Zsolt (Hungria)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

   0 x 0  

– Gols do Brasil: Não houve

– Gols da Inglaterra: Não houve

– Dia: 11/06/1958

– Horário: 19 horas

– Estádio: Nya Ullevi (Gotemburgo)

– Público: 45.000

– Árbitro: Albert Dusch (Alemanha)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

   2 x 0  

– Gols da União Soviética: Ilyin (14-1º) e Valentin Ivanov (17-2º)

– Gols da Áustria: Não houve

– Dia: 11/06/1958

– Horário: 19 horas

– Estádio: Ryavallen (Boräs)

– Público: 22.000

– Árbitro: Carl Jörgensen (Dinamarca)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

   2 x 0  

– Gols do Brasil: Vavá (3-1º) e Vavá (32-2º)

– Gols da União Soviética: Não houve

– Dia: 15/06/1958

– Horário: 19 horas

– Estádio: Nya Ullevi (Gotemburgo)

– Público: 50.000

– Árbitro: Maurice Guigue (França)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

   2 x 2  

– Gols da Inglaterra: Haynes (11-2º) e Kevan (29-2º)

– Gols da Áustria: Koller (15-1º) e Alfred Körner (26-2º)

– Dia: 15/06/1958

– Horário: 19 horas

– Estádio: Ryavallen (Boräs)

– Público: 16.800

– Árbitro: Jan Bronkhorst (Holanda)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

Jogo-desempate

   1 X 0  

– Gols da União Soviética: Ilyin (23-2º)

– Gols da Inglaterra: Não houve

– Dia: 17/06/1958

– Horário: 19 horas

– Estádio: Nya Ullevi (Gotemburgo)

– Público: 23.180

– Árbitro: Albert Dusch (Alemanha)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

Classificados Grupo 4

   E  

 

 

 

As quartas-de-final

Apenas oito das dezesseis seleções avançaram para as quartas-de-final: Brasil, País de Gales, Alemanha, Iugoslávia, Suécia, União Soviética, França e Irlanda do Norte. Destas oito seleções, quatro avançariam para as semifinais. Veremos logo abaixo como foram cada uma das partidas com os seus respectivos classificados.

 

   1 X 0  

– Gols da Alemanha: Rahn (12-1º)

– Gols da Iugoslávia: Não houve

– Dia: 19/06/1958

– Horário: 19 horas

– Estádio: Malmö Stadion (Malmö)

– Público: 20.000

– Árbitro: Raymon Wyssling (Suíça)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

   2 X 0  

– Gols da Suécia: Hamrin (3-2º) e Simonsson (42-2º)

– Gols da União Soviética: Não houve

– Dia: 19/06/1958

– Horário: 19 horas

– Estádio: Rasunda (Estocolmo)

– Público: 45.000

– Árbitro: Reginald Leafe (Inglaterra)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

   4 X 0  

– Gols da França: Wisnieski (43-1º), Fontaine (10-2º), Fontaine (18-2º) e Piantoni (25-2º)

– Gols da Irlanda do Norte: Não houve

– Dia: 19/06/1958

– Horário: 19 horas

– Estádio: Idrottsparken (Norrköping)

– Público: 12.000

– Árbitro: Juan Gardeázabal (Espanha)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

   1 X 0  

– Gols do Brasil: Hamrin (3-2º) e Simonsson (42-2º)

– Gols do País de Gales: Não houve

– Dia: 19/06/1958

– Horário: 19 horas

– Estádio: Nya Ullevi (Gotemburgo)

– Público: 26.000

– Árbitro: Friedrich Seipelt (Áustria)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

Classificados para as semifinais

 

 

 

 

As semifinais

Nas semifinais, quatro seleções em busca das duas vagas para a grande final. O Brasil teria como adversário a França. Já a anfitriã Suécia, enfrentaria a Alemanha. Vamos conferir como foram estes dois jogos com os seus respectivos resultados e finalistas da Copa de 1958.

 

   3 X 1  

– Gols da Suécia: Skoglund (33-1º), Gren (36-2º) e Hamrin (43-2º)

– Gols da Alemanha: Schäfer (24-1º)

– Dia: 24/06/1958

– Horário: 19 horas

– Estádio: Nya Ullevi (Gotemburgo)

– Público: 50.000

– Árbitro: Istvan Zsolt (Hungria)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Juskowiak (Alemanha)

 

 

   5 X 2  

– Gols do Brasil: Vavá (2-1º), Didi (39-1º), Pelé (8-2º), Pelé (19-2º) e Pelé (31-2º)

– Gols da França: Fontaine (9-1º) e Piantoni (38-2º)

– Dia: 24/06/1958

– Horário: 19 horas

– Estádio: Rasunda (Estocolmo)

– Público: 27.000

– Árbitro: Benjamin Griffiths (País de Gales)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

 

Decisão do terceiro lugar

   6 X 3  

A decisão do terceiro lugar foi entre França e Alemanha, ambas derrotadas na semifinal. A Alemanha estava sem a metade do time, enquanto a França tinha o grande artilheiro da competição, o atacante Fontaine. O resultado foi uma sonora goleada de 6 a 3. Vamos conferir os números desta partida, logo abaixo.

– Gols da França: Fontaine (16-1º), Kopa (27-1º), Fontaine (36-1º), Douis (5-2º), Fontaine (33-2º) e Fontaine (44-2º)

– Gols da Alemanha: Cieslarczyk (18-1º), Rahn (7-2º) e Schäfer (30-2º)

– Dia: 28/06/1958

– Horário: 17 horas

– Estádio: Nya Ullevi (Gotemburgo)

– Público: 25.000

– Árbitro: Juan Brozzi (Argentina)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

 

A grande final

   5 X 2  

No dia 29 de junho, no estádio Rasunda, na cidade de Estocolmo, diante de mais de 50 mil pessoas, Brasil e Suécia disputavam pelo título de campeão mundial, inédito para ambos.

Mesmo jogando diante de sua torcida, a Suécia não era a favorita ao título. Já o Brasil com os craques Pelé e Garrincha, além do maestro do meio campo, Didi, era vista como uma seleção praticamente imbatível.

A partida começou com os donos da casa partindo para cima do Brasil. Com a pressão, o gol da Suécia saiu muito cedo, logo aos 4 minutos da primeira etapa. O atacante sueco Liendholm conseguiu enganar a marcação dos zagueiros brasileiros Bellini e Orlando com dribles curtos e da meia lua da grande área chutou rasteiro no canto direito de Gilmar abrindo o placar. Brasil 0 x 1 Suécia (foto abaixo).

A felicidade dos anfitriões durou apenas 5 minutos. Pela ponta direita, Garrincha avançou com a bola, driblou Axbom e Liedholm e cruzou rasteiro para a área. Os zagueiros da Suécia não conseguiram afastar e a bola acabou sobrando para Vavá, que apenas tocou para o fundo das redes empatando o jogo. Brasil 1 x 1 Suécia (foto abaixo).

O segundo gol veio aos 32 minutos, ainda do primeiro tempo. Mais uma vez Garrincha veio pela ponta direita, driblou mais uma vez o jogador sueco Axbom e cruzou rasteiro para a pequena área. Vavá, sempre oportunista, entrou de carrinho e tocou a bola para o gol virando o placar para a seleção brasileira. Brasil 2 x 1 Suécia (foto abaixo).

Já o terceiro gol do Brasil saiu apenas na segunda etapa. Aos 10 minutos, Nilton Santos lançou a bola para a área e encontrou Pelé. O rei matou a bola com o peito, aplicou um chapéu em Gustavsson e, sem deixar a bola cair no chão, chutou para o fundo das redes da Suécia ampliando o placar. Um golaço! Brasil 3 x 1 Suécia (foto abaixo).

A seleção brasileira tomou conta do jogo e o quarto gol veio aos 23 minutos do segundo tempo. O velho lobo Zagallo cobrou o escanteio. A zaga da Suécia afastou mal e a bola acabou sobrando para Didi, que lançou a bola para a ponta esquerda. Zagallo acabou ganhando a dividida com o zagueiro sueco e tocou a bola entre as pernas do goleiro Karl Svensson. Brasil 4 x 1 Suécia (foto abaixo).

Aos 35 minutos, os suecos marcaram seu segundo gol para tentar diminuir um pouco o placar dilatado que estava sofrendo. O atacante Simonsson recebeu a bola na área, livre de marcação, e apenas tocou na saída do goleiro Gilmar. Brasil 4 x 2 Suécia.

Com o título já garantido, o Brasil acabou fechando o placar no apagar das luzes. Aos 45 minutos do segundo tempo, Zagallo cruzou a bola para a área. Pelé, mesmo marcado, conseguiu dar uma cabeçada que acabou encobrindo o goleiro da Suécia e a bola morreu mansamente no fundo das redes. Brasil 5 x 2 Suécia (foto abaixo).

O jogo terminou e o Brasil, finalmente, era campeão mundial pela primeira vez. Festa dos jogadores em campo (foto abaixo).

O então jovem garoto Pelé (foto abaixo), que havia prometido ao seu pai, Dondinho, em 1950, a conquista de uma Copa do Mundo, quando o viu chorando pela perda do título da seleção brasileira contra o Uruguai, chorava de alegria por ter conseguido cumprir a promessa.

O capitão do Brasil, Bellini, recebeu a Taça Jules Rimet das mãos do rei Gustav VI Adolf, da Suécia (foto abaixo).

O povo do Rio de Janeiro simplesmente lotou a Avenida Rio Branco (foto abaixo) à espera da delegação do Brasil.

Na foto abaixo, milhares de pessoas e centenas de jornalistas recepcionaram a chegada dos jogadores brasileiros que desembarcaram do avião da Panair Brasil (foto abaixo).

Logo abaixo, vamos conferir os números do jogo entre Brasil e Suécia.

– Gols do Brasil: Vavá (9-1º), Vavá (32-1º), Pelé (10-2º), Zagallo (23-2º) e Pelé (45-2º)

– Gols da Suécia: Liedholm (4-1º) e Simonsson (35-2º)

– Dia: 29/06/1958

– Horário: 15 horas

– Estádio: Rasunda (Estocolmo)

– Público: 51.800

– Árbitro: Maurice Guigue (França)

– Cartões Amarelos: Não houve

– Cartões Vermelhos: Não houve

 

 

 

A seleção campeã, Brasil

A seleção brasileira campeã de 1958 era formada por: Gilmar, Djalma Santos, Bellini, Orlando e Nilton Santos; Zito e Didi; Garrincha e Vavá; Pelé e Zagallo. O técnico era Vicente Feola.

 

 

 

A seleção da Copa

O craque do mundial eleito pela Fifa foi o meio-campista Didi (foto acima), da seleção brasileira. Além dele, outros 10 jogadores também fazem parte da seleção da Copa, eleita pela Fifa, no esquema 4-2-4.

– Goleiro: Yashin (União Soviética)

– Zagueiros: Blanchflower (Irlanda do Norte) e Voinov (União Soviética)

– Lateral direito: Liedholm (Suécia)

– Lateral esquerdo: Nilton Santos (Brasil)

– Meio-campistas: Didi (Brasil) e Zito (Brasil)

– Atacantes: Garrincha (Brasil), Fontaine (França), Pelé (Brasil) e Skoglund (Suécia).

 

 

 

As curiosidades da Copa

Vamos conhecer o que de mais curioso aconteceu na Copa do Mundo de 1958.

 

 

O mais jovem a marcar gols em Copas do Mundo

O jovem garoto, na época com 17 anos e 239 dias de vida, com um apelido de ‘Pelé’ foi e é até hoje o jogador mais jovem a marcar um gol em Copas e também o mais jovem a ter conquistado um título mundial. O primeiro gol de Pelé marcado em uma Copa do Mundo foi na vitória do Brasil sobre o País de Gales pelo placar de 1 a 0.

 

 

Bicho por jogo

Na vitória sobre a Áustria, cada jogador da seleção brasileira recebia o equivalente a 70 dólares. Já o bicho pelo título foi de 2 mil dólares para cada jogador. E pensar que hoje em dia cada perna de pau recebe quase 50 vezes mais que os craques daquela época…

 

 

Abraço de urso

Após a conquista do título do Brasil, o dentista da delegação brasileira, Mário Tiago, acabou quebrando o protocolo por estar eufórico com a vitória e abraçou o rei Gustavo Adolfo, da Suécia. Ao abraçá-lo, falou: ”Oi King! Tudo Bem?”

 

 

Nada de substituições, ainda…

Na Copa de 1958, ainda não existiam as substituições durante uma partida. Se um jogador sofresse algum tipo de contusão, a equipe continuava o restante do jogo com jogadores a menos.

 

 

A bola da final é minha!

O massagista da seleção brasileira, Mário Américo, roubou a bola da final dos braços do árbitro francês, Maurice Guigue, que depois foi ao vestiário do Brasil pedir a bola de volta. Ele acabou recebendo a bola de volta, mas não a da final.

 

 

O primeiro zero a zero das Copas

A partida entre Brasil e Inglaterra, ocorrida no dia 11 de junho, entrou para a história por ser a primeira partida que terminou empatada em 0 a 0.

 

 

O gesto do campeão

Após receber a Taça Jules Rimet das mãos do rei da Suécia. Gustav VI Adolf, o capitão da seleção brasileira, Bellini, fez um gesto que é adotado até hoje quando uma equipe de futebol é campeã. Os fotógrafos estavam todos amontoados tentando pegar uma boa imagem e gritaram para Bellini virar para o lado deles e mostrar a taça. Meio assustado, ele virou, e sem querer, com o gesto de erguer a taça de campeão acima da cabeça, foi a foto das capas de jornais do mundo inteiro.

 

 

Lev Yashin: o “Aranha Negra”

Com 1,88 metros de altura e um porte físico avantajado, o goleiro da seleção da União Soviética, Lev Yashin (foto acima), se destacava por ser um jogador acima da média dos demais goleiros que existiam na época. Yashin tinha uma saída de gol perfeita em cruzamentos e também sabia fechar muito bem o ângulo dos atacantes e abafar chutes pelo chão. Ao longo de sua carreira, o “Aranha Negra”, como era apelidado, defendeu 150 pênaltis. Foi ele também o primeiro a usar luvas em Copas do Mundo. Encerrou sua carreira em 1971, aos 42 anos de idade. Lev Yashin morreu em 1990, vítima de um câncer no estômago. Ele é considerado o pioneiro dos goleiros modernos.

 

 

Uma entidade sem os seus fundadores

A década de 1950 marcou pela perda dos principais fundadores da Fifa. O belga Rodolphe Seeldrayers morreu em outubro de 1955, aos 78 anos. No mês seguinte foi a vez do francês Henri Delaunay, que tinha 72 anos. Em outubro de 1956, o “pai da Copa”, Jules Rimet, morreu aos 83 anos de idade. Rimet presidiu a Fifa de 1921 até 1954.

 

 

O acidente com o time do Manchester United

No dia 6 de fevereiro de 1958, um acidente aéreo em Munique, na Alemanha, acabou vitimando o time do Manchester United, clube de futebol da Inglaterra. Das 23 pessoas que morreram, oito jogadores estavam entre as vitimas, sendo dois deles, titulares absolutos da seleção da Inglaterra: Tommy Taylor e Duncan Edwards.

 

 

O maior goleador de uma única Copa

Com os 13 gols marcados na Copa do Mundo de 1958, o atacante francês, Just Fontaine, é até hoje o maior artilheiro de um único mundial.

 

 

 

Os números da Copa

Vamos conferir logo abaixo, todos os números da Copa do Mundo de 1958, na Suécia.

– Duração: 22 dias

– Países participantes: 16

– Total de jogos: 35

– Cidades-sede: 12

– Estádios: 12

– Gols Pró: 126

– Gols contra: 0

– Artilheiro: Just Fontaine (foto acima), da França, com 13 gols

– Goleiro menos vazado: Gilmar (foto acima), do Brasil, com 4 gols sofridos em 6 jogos.

– Maior goleada: Tchecoslováquia 6 x 1 Argentina

– Público Total: 868.000 pessoas

– Maior público (foto acima): Brasil x Suécia (51.800)

– Menor Público: Iugoslávia x Escócia (9.500)

 

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
– SITE: Federação Internacional das Associações de Futebol – www.fifa.com
– SITE: Confederação Brasileira de Futebol – www.cbf.com.br
– SITE: Storie di Cálcio – www.storiedicalcio.altervista.org/
– LIVRO: O guia dos curiosos: esportes / Marcelo Duarte. – 3ª ed. Atualizada. São Paulo: Panda Books, 2006.
– LIVRO: O Mundo das Copas: as curiosidades, os momentos históricos e os principais lances do maior espetáculo do esporte mundial / escrito e ilustrado por Lycio Vellozo Ribas. – São Paulo: Lua de Papel, 2010.
– FILME: Coleção Copa do Mundo Fifa 1930-2006, ed. 5, editora Abril, 2010.

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