Copa do Mundo 1954: Suíça

Copa do Mundo 1954: Suíça
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A escolha da Suíça como país-sede

Um pouco antes de começar a Segunda Guerra Mundial, a Fifa transferiu sua sede para Zurique, na Suíça, onde se encontra até hoje, justamente pelo país estar neutro no conflito e oferecer segurança para a entidade e também a taça da Copa do Mundo dos bombardeios que assolavam toda a Europa.

Em 1946, logo após a Segunda Guerra Mundial, quando a Fifa decidiu retomar a Copa do Mundo, a entidade tinha o conceito de que a Suíça era um dos poucos países da Europa que conseguia aliar a prosperidade econômica com a infraestrutura preservada.

No dia 25 de julho de 1950, a Fifa escolhia o Brasil para sediar a Copa de 1950 e a Suíça era a eleita para a edição de 1954, exatamente no ano em que a entidade, sediada em Zurique, completaria 50 anos de existência.

 

 

 

Os estádios da Copa

Ao contrário do Brasil que teve que construir dois estádios especialmente para a Copa do Mundo (Maracanã e Independência), em 1950, a Suíça tinha suas instalações em perfeitas condições e não precisaria ser gasto muito dinheiro em infraestrutura. Apenas um estádio, o La Pontaise, dos seis que seriam sede da Copa, precisou passar por uma pequena reforma. Com isso, vamos conhecer logo abaixo os estádios que fizeram parte da Copa da Suíça, em 1954.

 

Estádio St. Jakob Park

Inaugurado em 1954, o estádio St. Jacob Park fica localizado na cidade de Basileia. Sua capacidade atual é para acomodar 33.200 espectadores. Este estádio tem como mandante o FC Basel.

 

 

Wankdorf Stadium

Inaugurado em 1925, o Wankdorf Stadium ficava localizado na cidade de Berna. Sua capacidade era de 64 mil lugares e foi demolido em 2001.

 

 

Estádio Des Charmilles

Inaugurado em 1930 e depois reformado em 2001, o estádio Des Charmilles fica localizado na cidade de Genebra. Sua capacidade atual é para acomodar 9.300 torcedores.

 

 

Estádio La Pontaise

Inaugurado em 1904, o Estádio La Pontaise fica localizado na cidade de Lausanne. Sua capacidade atual é para acomodar 15.900 torcedores.

 

 

Estádio Comunale di Cornaredo

Inaugurado em 1951, o estádio Comunale di Cornaredo fica localizado na cidade de Lugano. Sua capacidade atual é para acomodar 14.873 torcedores.

 

 

Hardturm Stadium

Inaugurado em 1929, o Hardturm Stadium fica localizada em Zurique, capital da Suíça. Sua capacidade atual é para acomodar 17.700 torcedores.

 

 

 

As eliminatórias

Países como a Dinamarca, Holanda, Bolívia, Costa Rica, Cuba, Índia, Islândia, Vietnã, China, Taiwan, Peru, Argentina, União Soviética e Polônia não participaram das eliminatórias, porém, a competição teve o maior número de países inscritos até esta edição da Copa do Mundo.

O regulamento era bem parecido com a das outras edições. Treze grupos foram separados conforme suas proximidades geográficas em busca das 14 vagas em disputa. O grupo que tinha Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales, era o único que dava duas vagas enquanto os outros habilitavam apenas uma.

 

 

 

Os países classificados

Vamos conferir quais foram os países classificados para a Copa do Mundo após 57 jogos realizados e 208 gols marcados pelas eliminatórias.

 

Suíça

Por ser o país-sede da Copa do Mundo, a Suíça estava classificada automaticamente e não precisou participar das eliminatórias.

 

 

Uruguai

Por ser o atual campeão da competição, o Uruguai também estava classificado de forma direta e não precisou jogar as eliminatórias da Copa.

 

 

Alemanha

Participante do grupo 1 junto com Noruega e Saare, a Alemanha conseguiu sua classificação para a Copa após empate( 1 a 1) e vitória (5 a 1) contra a Noruega e de duas vitórias contra o Saare pelos placares de 3 a 0 e 3 a 1.

 

 

Bélgica

Participante do grupo 2 junto com Finlândia e Suécia, a Bélgica conseguiu sua classificação após duas vitórias sobre a Suécia (3 a 2 e 2 a 0) e após um empate (2 a 2) e uma vitória (4 a 2) contra a Finlândia.

 

 

Inglaterra

Participante do grupo 3 das eliminatórias junto com Escócia (outra classificada), Irlanda do Norte e País de Gales, a Inglaterra conquistou sua vaga após três vitórias: 4 a 1 no País de Gales, 3 a 1 na Irlanda do Norte e 4 a 2 sobre a Escócia.

 

 

Escócia

Participante do grupo 3 das eliminatórias junto com Inglaterra (também classificada), Irlanda do Norte e País de Gales, a Escócia conquistou sua vaga após os seguintes resultados: vitória de 3 a 1 contra a Irlanda, derrota de 4 a 2 para a Inglaterra e empate em 3 a 3 com País de Gales.

 

 

França

Participante do grupo 4 das eliminatórias junto com Irlanda e Luxemburgo, a França conquistou sua vaga após os seguintes resultados: vitórias (6 a 1 e 8 a 0) sobre Luxemburgo e vitórias (5 a 3 e 1 a 0) sobre a Irlanda.

 

 

Áustria

Participante do grupo 5 das eliminatórias junto com Portugal, a Áustria conquistou sua classificação após uma vitória (9 a 1) e um empate (0 a 0) contra a seleção de Portugal.

 

 

Turquia

Participante do grupo 6 das eliminatórias junto com a Espanha, a Turquia conseguiu sua classificação após realizarem três partidas. Como na época não havia o saldo de gols, os turcos perderam um jogo por 4 a 1 e venceram o outro por 1 a 0 e com isso um jogo desempate foi realizado. Nesta partida o placar terminou empatado em 2 a 2 e a Turquia acabou conquistando sua vaga através de um sorteio.

 

 

Hungria

Participante do grupo 7 das eliminatórias, a Hungria conquistou sua vaga para a Copa após a desistência da Polônia que era o único adversário da chave.

 

 

Tchecoslováquia

Participante do grupo 8 das eliminatórias junto com Romênia e Bulgária, a Tchecoslováquia conquistou sua classificação após os seguintes resultados: Uma vitória (2 a 0) e um empate (0 a 0) contra a Romênia e duas vitórias pelo placar de 2 a 1 contra a Bulgária.

 

 

Itália

Participante do grupo 9 das eliminatórias, a Itália conquistou sua classificação após vencer os dois jogos (2 a 1 e 5 a 1) contra o Egito, único adversário do grupo.

 

 

Iugoslávia

Participante do grupo 10 das eliminatórias junto com Grécia e Israel, a Iugoslávia conquistou sua classificação após os seguintes resultados: duas vitórias de 1 a 0 contra a Grécia e duas vitórias sobre Israel também pelo placar de 1 a 0.

 

 

Brasil

Participante do grupo 11 das eliminatórias junto com Paraguai e Chile, o Brasil conquistou a sua vaga após os seguintes resultados: duas vitórias (1 a 0 e 4 a 1) sobre o Paraguai e duas vitórias (2 a 0 e 1 a 0) sobre o Chile.

 

 

México

Participante do grupo 12 das eliminatórias junto com Haiti e Estados Unidos, o México conquistou a sua vaga após os seguintes resultados: duas vitórias (8 a 0 e 4 a 0) sobre o Haiti e duas vitórias (4 a 0 e 3 a 1) sobre os Estados Unidos.

 

 

Coreia do Sul

Participante do grupo 13 das eliminatórias, a Coréia do Sul conquistou sua classificação após uma vitória (5 a 1) e um empate (2 a 2) contra o Japão, único adversário do grupo.

 

 

 

A preparação da seleção brasileira

Após a perda do título na final da Copa de 1950, a seleção brasileira passou por uma limpa. O técnico Flávio Costa foi substituído por Zezé Moreira (foto abaixo), campeão carioca pelo Fluminense em 1951, que assumiu a seleção em 1952.

Em 1953, Zezé Moreira conseguiu frente à seleção brasileira o primeiro título conquistado fora do território brasileiro no Pan-Americano de seleções (não confundir com Jogos Pan-Americanos). Contudo, o título conquistado não segurou Moreira no cargo, pois o técnico recebia muitas críticas referentes ao jeito feio e burocrático que a seleção brasileira apresentava. Com isso, o seu irmão, Aymoré Moreira (foto abaixo) foi o seu substituto.

Assim que assumiu a seleção, Aymoré trouxe de volta ao grupo o meia Zizinho, que na época era o melhor jogador em atividade no país e colocou o time para jogar ofensivamente. No início obteve sucesso, porém, após duas derrotas para o Paraguai e a perda do título do Sul-Americano (atual Copa América) tumultuou os bastidores.

A CBD (Confederação Brasileira de Desportos) tentou consertar o problema da seleção brasileira em sempre perder as competições na reta final. Vários pontos foram levantados como problemas psicológicos dos jogadores e até mesmo a falta de preparo espiritual. Eis que em outubro de 1953, o jornal Correio da Manhã instigou a CBD a promover um concurso para definir o futuro uniforme do Brasil.

Como única regra, os concorrentes deveriam usar as quatro cores da bandeira nacional: verde, amarelo, azul e branco. Depois de 200 opções de uniformes entregues, a CBD anunciou em dezembro de 1953 o novo uniforme: a camisa amarela com detalhes em verde, calções azuis com frisos brancos e meias brancas com detalhes em verde e amarelo. O criador foi o gaúcho Aldyr Schlee(foto acima), um jovem desenhista que na época tinha 19 anos.

Em 14 de março de 1954, no estádio do Maracanã, pelo returno das Eliminatórias da Copa, o Brasil fazia sua estreia com o uniforme canarinho. No comando da equipe, retornava o treinador campeão do Pan-Americano de seleções, Zezé Moreira. A partida terminou com o placar de 1 a 0 para o Brasil e o time estava classificado para a Copa.

No dia 25 de maio de 1954, os 22 jogadores convocados por Zezé Moreira embarcaram para a Suíça. Logo abaixo, vamos conferir quem foram os representantes da seleção brasileira na Copa da Suíça com suas devidas numerações nas camisetas e os clubes no qual atuavam.

– Goleiros: (1) Castilho (Fluminense), (21) Veludo (Fluminense) e (22) Cabeção (Corinthians);

– Zagueiros: (5) Pinheiro (Fluminense), (15) Mauro (São Paulo), (13) Alfredo Ramos (São Paulo);

– Laterais: (2) Djalma Santos (Portuguesa), (12) Paulinho de Almeida (Vasco), (3) Nilton Santos (Botafogo), (14) Ely (Vasco) e (6) Bauer (São Paulo);

– Meio-Campistas: (4) Brandãozinho (Portuguesa), (12) Dequinha (Flamengo), (8) Didi (Fluminense) e (20) Rubens (Flamengo);

– Atacantes: (7) Julinho (Portuguesa), (17) Maurinho (São Paulo), (19) Índio (Flamengo), (18) Humberto (Palmeiras), (9) Baltazar (Corinthians), (10) Pinga (Vasco) e (11) Rodrigues (Palmeiras).

 

 

 

O regulamento da Copa

A Copa do Mundo de 1954, trouxe uma inovação no seu regulamente, que podemos definir no mínimo como estranha. Com quatro grupos separados formados por quatro seleções cada, as duas melhores equipes que somassem mais pontos avançavam para a próxima fase. Dois pontos para vitória, um ponto para empate e nenhum em caso de derrota. O curioso, porém, era que cada grupo tinham dois cabeças de chave, que não se enfrentariam e jogariam apenas partidas com as outras duas seleções do grupo (estas, consequentemente, também não duelariam entre si).

Além disso, para cada partida da primeira fase que terminasse empatada, haveria uma prorrogação de 30 minutos. No caso de persistir um empate no tempo extra, cada equipe receberia um ponto. Havendo empate em pontos para definir a segunda posição do grupo, o saldo de gols não seria considerado e o regulamento determinava a realização de um jogo extra.

 

 

 

A fase de grupos

No dia 16 de julho de 1954, ocorreu a abertura (foto acima) da Copa do Mundo, na Suíça. Vamos saber logo abaixo como ficaram a formação dos grupos com os resultados dos jogos e os seus respectivos classificados.

 

Grupo A

No grupo A, França, Iugoslávia, Brasil e México lutavam por duas vagas para avançarem a fase seguinte da competição. Abaixo vamos saber como foram cada um dos jogos realizados com os respectivos resultados e classificados.

 

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No dia 16 de junho, no estádio Pontaise, em Lausanne, França e Iugoslávia fizeram o jogo de abertura da Copa.

Com um gol do atacante Milutinovic, a Iugoslávia venceu a França pelo placar de 1 a 0.

 

 

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No dia 18 de junho, no estádio Charmilles, em Genebra, o Brasil entrava em campo para enfrentar o México.

Com gols de Baltazar, Didi, Julinho e Pinga (2), os brasileiros golearam os mexicanos pelo placar de 5 a 0.

 

 

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No dia 19 de junho, no estádio Charmilles, em Genebra, França e México jogavam a sua segunda e ultima partida no grupo.

Com gols de Vincent, Córdenas e Kopa para a França e de Lamadrid e Balcazar para o México, a partida terminou com o placar de 3 a 2 para os franceses.

 

 

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No dia 19 de junho, no estádio Pontaise, em Lausanne, Brasil e Iugoslávia jogavam apenas por um empate para que as duas seleções passassem à próxima fase da competição.

Com um gol de Zebec para a Iugoslávia e um gol de Didi para o Brasil, a partida acabou terminando empatada em 1 a 1 tanto o Brasil quanto a Iugoslávia passaram para a fase seguinte.

 

 

 

Grupo B

No grupo B, Alemanha, Turquia, Hungria e Coreia do Sul lutavam por mais duas vagas para a próxima fase da Copa do Mundo. Abaixo vamos saber como foram cada um dos jogos realizados com os respectivos resultados e classificados.

 

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No dia 17 de junho, no estádio Wankdorf, em Berna, Alemanha e Turquia jogavam sua primeira partida pelo grupo.

Com gols de Schäfer, Klodt, Ottmar Walter e Morlock para a Alemanha e de Suat para a Turquia, a partida terminou com o placar de 4 a 1 para os alemães.

 

 

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No dia 17 de junho, no estádio Sportsplatz Hardturm, em Zurique, Hungria e Coreia do Sul também jogavam sua primeira partida pelo grupo B.

Com gols de Lantos, Czibor, Puskas (2), Palotas (2) e Kocsis (3), a Hungria goleou a Coreia do Sul pelo placar de 9 a 0.

 

 

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No dia 20 de junho, no estádio Charmilles, em Genebra, Turquia e Coreia do Sul jogavam sua segunda e última partida pelo grupo B.

Mais uma vez a Coreia levou uma goleada. Com gol de Suat (2), Lefter, Burhan (3) e Erol, a Turquia venceu a partida pelo placar de 7 a 0.

 

 

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No dia 20 de junho, no estádio St Jakob, em Basileia, Hungria e Alemanha decidiam a vaga no grupo B. Um empate classificava as duas equipes, mas a Hungria não quis nem saber.

Com gols de Kocsis (4), Hidegkuti (2), Puskas e Toth para a Hungria e de Pfaff, Rahn, e Herrmann para a Alemanha, a partida terminou com o placar de 8 a 3 para os húngaros.

 

 

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No dia 23 de junho, no estádio Sportsplatz Hardturm, em Zurique, Alemanha e Turquia realizam a partida desempate para ver quem levaria a segunda vaga do grupo, já que ambos haviam ficado com o mesmo número de pontos.

Com gols de Ottmar Walter, Schäfer (2), Morlock (3) e Fritz Walter para a Alemanha e de Erton e Lefter para a Turquia, os alemães golearam os turcos pelo placar de 7 a 2 e se classificaram junto com a Hungria para a próxima fase.

 

 

 

Grupo C

No grupo C, Áustria, Escócia, Tchecoslováquia e Uruguai eram as seleções que iriam disputar mais duas vagas para a próxima fase da Copa. Abaixo vamos saber como foi cada um dos jogos realizados com os respectivos resultados e classificados.

 

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No dia 16de junho, no estádio Sportsplatz Hardturm, em Zurique, Áustria e Escócia jogavam sua primeira partida pelo grupo C.

Com um gol de Probst, a Áustria venceu a Escócia pelo placar de 1 a 0.

 

 

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No dia 16 de junho, no estádio Wankdorf, em Berna, Tchecoslováquia e Uruguai também jogavam sua primeira partida no grupo C.

Com gols de Miguez e Schiaffino, o Uruguai venceu a Tchecoslováquia pelo placar de 2 a 0.

 

 

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No dia 19 de junho, no estádio St. Jakob, em Basileia, o Uruguai enfrentava a Escócia, e um empate classificava a equipe sul-americana.

Com gols de Borges (3), Miguez (2) e Abbadie (2), o Uruguai goleou a Escócia pelo placar de 7 a 0 e garantiu uma das duas vagas do grupo C para a próxima fase.

 

 

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No dia 19 de junho, no estádio Sportsplatz Hardturm, em Zurique, a Áustria enfrentava a Tchecoslováquia em busca da classificação que viria apenas com um empate.

Assim como o Uruguai, a Áustria não quis nem saber e atropelou a Tchecoslováquia. Com gols de Stojaspal (2) e Probst (3), os austríacos venceram a partida pelo placar de 5 a 0 e junto com o Uruguai, avançou para a fase seguinte da Copa do Mundo.

 

 

 

Grupo D

No grupo D, Itália Inglaterra, Suíça e Bélgica eram as seleções que disputavam mais duas vagas para a fase seguinte da Copa do Mundo. Abaixo vamos saber como foi cada um dos jogos realizados com os respectivos resultados e classificados.

 

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No dia 17 de junho, no estádio St. Jakob, em Basileia, Inglaterra e Bélgica estreavam pelo grupo D da Copa.

Com gols de Broadis (2) e Lofthouse (2) para a Inglaterra e de Anoul (2), Coppens e Dickinson para a Bélgica, a partida terminou empatada em 4 a 4.

 

 

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No dia 17 de junho, no estádio La Pontaise, em Lausanne, Suíça e Itália também jogavam a primeira partida pelo grupo D da Copa.

Com gols de Ballaman e Hügi para a Suíça e de Boniperti para a Itália, a partida terminou com o placar de 2 a 1 para os suíços.

 

 

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No dia 20 de junho, no estádio Comunale di Cornaredo, em Lugano, a Itália enfrentava a Bélgica precisando de uma vitória para continuar sonhando com a classificação para a fase seguinte. Já a Bélgica garantiria a classificação com um empate.

Com gols de Pandolfini, Galli, Frignani e Lorenzi para a Itália e de Anoul para a Bélgica, o placar do jogo fechou em 4 a 1 para os italianos que torciam por uma vitória da Inglaterra sobre a Suíça para tentar a vaga em um jogo desempate contra os suíços.

 

 

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No dia 20 de junho, no estádio Wankdorf, em Berna, os donos da casa enfrentavam a Inglaterra e precisavam apenas de um empate para passarem para a próxima fase.

Com gols Mullen e Wishaw para a Inglaterra, a partida terminou com o placar de 2 a 0 para os ingleses e os suíços precisariam enfrentar os italianos em um jogo desempate para ver que passaria para a próxima fase da Copa.

 

 

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No dia 23 de junho, no estádio St. Jakob, em Basileia, Suíça e Itália jogavam a partida desempate para ver quem ficaria com a última vaga da próxima fase da Copa.

Com gols de Hügi (2), Ballaman e Fatton para a Suíça e de Nesti para a Itália, o resultado do jogo terminou com o placar de 4 a 1 para os suíços que avançaram para a próxima fase da competição.

 

 

 

As quartas-de-final

O regulamento da Copa estabelecia um sorteio para a realização das quartas-de-final da Copa do Mundo. Abaixo vamos conferir como ficaram os cruzamentos dos jogos com os respectivos resultados e classificados para a fase seguinte.

 

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No dia 26 de junho, no estádio St. Jakob, em Basileia, Uruguai e Inglaterra jogavam um dos confrontos das quartas-de-final da Copa.

Com gols de Borges, Obdulio Varela, Schiaffino e Ambrois para o Uruguai e de Lofthouse e Finney para a Inglaterra, o placar terminou em 4 a 2 para os uruguaios que avançaram para a próxima fase.

 

 

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No dia 26 de junho, no estádio La Pontaise, em Lausanne, Áustria e Suíça duelavam por mais uma vaga nas semifinais da Copa.

Com gols de Wagner (3), Alfred Körner (2), Probst e Ocwirk para a Áustria e de Hügi (3) e Ballaman (2) para a Suíça, a partida terminou com o placar de 7 a 5 para os austríacos que eliminaram os donos da casa e avançaram para as semifinais da Copa.

 

 

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No dia 27 de junho, no estádio Wankdorf, em Berna, o Brasil teve o azar de pegar no sorteio a Hungria, que era a equipe favorita para a conquista do título da competição.

Com gols de Hidegkuti, Kocsis (2) e Lantos para a Hungria e de Djalma Santos e Julinho para o Brasil, os húngaros vencendo a partida pelo placar de 4 a 2 e avançaram para a semifinal da Copa.

 

 

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No dia 27 de junho, no estádio Charmilles, em Genebra, Alemanha e Iugoslávia disputavam a última vaga para a final da competição.

Com gols de Horvat e Rahn para a Alemanha, a partida terminou com o placar de 2 a 0 e o alemães avançaram para as semifinais.

 

 

 

As semifinais

Assim como aconteceu nas quartas-de-final, as semifinais também tiveram seus confrontos definidos através de um sorteio. Abaixo vamos conferir como ficaram os cruzamentos dos jogos com os respectivos resultados e classificados para a fase seguinte.

 

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No dia 30 de junho, no estádio St. Jakob, em Basileia, Alemanha e Áustria tinham tudo para ser um duelo equilibrado nas semifinais da Copa, porém, a coisa não foi bem assim.

Com gols de Schäfer, Morlock, Fritz Walter (2) e Ottmar Walter (2) para a Alemanha e de Probst para a Áustria, a partida terminou com uma sonora goleada de 6 a 1 para os alemães que avançaram para a final da Copa do Mundo.

 

 

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No dia 30 de junho, no estádio La Pontaise, em Lausanne, Hungria e Uruguai disputavam quem seria o adversário da Alemanha na final do mundial.

Com gols de Czibar, Hidegkuti e Kocsis (2) para a Hungria e de Hohberg (2) para o Uruguai, a partida terminou com o placar de 4 a 2 para os húngaros que seriam o adversário dos alemães na busca do título mundial de futebol.

 

 

 

Decisão do terceiro lugar

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No dia 3 de julho, no estádio Sportsplatz Hardturm, em Zurique, um publico de 35 mil torcedores estava presente para assistir a disputa de terceiro lugar entre Áustria e Uruguai. Desanimado pela derrota contra a Hungria, o Uruguai não apresentou a mesma garra.

Com gols de Stojaspal, Cruz e Ocwirk para a Áustria e de Hohberg para o Uruguai, as austríacos venceram a partida pelo placar de 3 a 1 e conquistaram o terceiro lugar da Copa de 1958.

 

 

 

A grande final

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No dia 4 de julho, no estádio Wankdorf, em Berna, um público de 60 mil torcedores aguardavam ansiosos para assistirem a partida entre Alemanha e Hungria, na grande final da Copa do Mundo.

A Alemanha, que havia tomado uma goleada da Hungria na primeira fase, era talvez a única que acreditava na conquista do título mundial, ao contrário do resto do mundo que via na Hungria a grande favorita.

Os húngaros tinham um retrospecto fantástico. Nos último 31 jogos, haviam vencido 27 e empatado apenas 4 e estavam invictos, logo, era compreensível o grande favoritismo que tinham para a conquista do título.

A partida começou com a Hungria em cima da Alemanha. Os húngaros faziam sempre um pré-aquecimento antes de cada partida, algo inovador para a época, e com isso começavam a partida em cima de seus adversários que entravam frios em campo.

Logo aos 6 minutos do primeiro tempo, Kocsis (Hungria) avançou pelo meio e chutou do zagueiro alemão Liebrich. A bola acabou sobrando para Puskas, na esquerda, que de primeira, chutou para o gol abrindo o placar. Hungria 1 x 0 Alemanha (foto abaixo).

Logo após o primeiro gol, a Hungria continuava em cima da Alemanha. Sempre começando as partidas em cima de seus adversários, muito em conta do pré-aquecimento que realizavam antes das partidas, a Hungria ampliou o placar aos 9 minutos do primeiro tempo. O zagueiro alemão Kohlmeyer protegeu a bola para o goleiro Turek sair do gol e pegar, porém, Turek acabou se atrapalhando todo e a bola sobrou para Czibor, da Hungria. O atacante húngaro dominou a bola e apenas tocou para o gol que estava vazio. Hungria 2 x 0 Alemanha (foto abaixo).

Quando tudo parecia se encaminhar para uma grande goleada da Hungria, logo aos 11 minutos da primeira etapa, a Alemanha resolveu entrar na partida. Rahn (Alemanha) dominou a bola pela esquerda e chutou de longe. O zagueiro da Hungria Lorant interceptou a bola errado e acabou sobrando para Marlock (Alemanha) que na corrida tocou a bola de carrinho para o fundo das redes de Grosics diminuindo a diferença. Hungria 2 x 1 Alemanha (foto abaixo).

A Alemanha não parou por aí e continuou partindo para cima da Hungria. O empenho alemão logo foi recompensado. Aos 18 minutos do primeiro, Fritz Walter (Alemanha) cobrou escanteio encontrando Rahn na grande área. O jogador alemão, mesmo sem ângulo, tocou a bola para o fundo das redes de Grosics, empatando o jogo. Hungria 2 x 2 Alemanha (foto abaixo).

Após o gols de empata da Alemanha, o primeiro tempo terminou empatado e ficou assim até os 39 minutos da segunda etapa. Schäfer ganhou uma bola na intermediária e levantou a bola na área. Após um corte errado da zaga da Hungria, a bola acabou sobrando para Rahn, fora da área, que driblou dois zagueiros e chutou rasteiro no canto direito do goleiro Grosics, virando a partida. Hungria 2 x 3 Alemanha.

Era o gol do título da Alemanha para a surpresa de todos presentes no estádio e que acompanhavam a partida no mundo inteiro. Festa dos jogadores em campo e a Alemanha era campeã mundial pela primeira vez.

A taça foi entregue ao capitão da seleção alemã por Jules Rimet (foto abaixo).

 

 

 

A seleção campeã, Alemanha

A seleção campeã Mundial da Copa de 1954, era formada por: Turek; Posipal e Liebrich; Kohlmeyer, Eckel e Mai; Rahn, Morlock, Ottmar Walter, Fritz Walter e Schäfer. O técnico era Sepp Herberger.

 

 

 

A seleção da Copa

O craque eleito pela Fifa na Copa de 1954, não poderia ser ninguém mais que Ferenc Puskas (foto acima). Além dele, veremos como ficou a escolha dos melhores da Copa de 1954, logo abaixo, eleita pela Fifa, no esquema mais usado ainda na época, 2-3-5.

– Goleiro: Grosics (Hungria)

– Zagueiros: Djalma Santos (Brasil) e Liebrich (Alemanha)

– Meio-campistas: Rodríguez Andrade (Uruguai), Boszik (Hungria) e Ocwirk (Áustria)

– Atacantes: Rahn (Alemanha), Kocsis (Hungria), Fritz Walter (Alemanha), Puskas (Hungria) e Czibor (Hungria).

 

 

 

As curiosidades da Copa

Abaixo, vamos conferir o que de mais curioso aconteceu na Copa do Mundo de 1954, na Suíça.

 

Os números das camisetas: de 1 a 22.

Ao contrário da Copa de 1950 em que os jogadores entravam em campo numerado de 1 a 11, dependendo da posição que atuavam em campo, na Copa de 1954, os jogadores foram enumerados de 1 a 22 que os acompanhariam durante toda a competição. Este sistema é usado até hoje e os critérios do uso destes números fica a critério de cada federação.

 

 

A transmissão pela TV

Pela primeira vez, a Copa do Mundo foi assistida pela televisão ao vivo. Claro que por causa da tecnologia da época, apenas oito países tiveram este privilégio: Alemanha, Bélgica, Dinamarca, França, Holanda, Inglaterra, França, Holanda, Itália e Suíça. Os outros países, entre eles o Brasil, tiveram que se contentar apenas com o rádio.

 

 

O mascote da Turquia: Luigi Gemma

Nas eliminatórias da Copa, Espanha e Turquia empataram nas três partidas disputadas. Como na época não havia decisão por pênaltis, sempre que duas seleções empatassem as duas partidas (um jogo em casa e outro fora) e mais a partida desempate, um sorteio era realizado para sair um vencedor. Com isso, o garoto Luigi Gemma, 13 anos, filho de um dirigente local, foi o escolhido para tirar de uma cumbuca o nome da Turquia ou da Espanha para ver quem se classificaria para a Copa. Nas mãos do garoto, a Turquia foi a sorteada e acabou levando o garoto como mascote da seleção turca.

 

 

A inovação com o pré-aquecimento

Não era em vão que a seleção da Hungria sempre começava cada jogo com tudo pra cima de seus adversários. No tempo em não defendiam a seleção ou seus respectivos clubes, os jogadores húngaros treinavam em tempo integral com o técnico da equipe nacional, Gyula Mándi (foto acima). A grande inovação para a época nos treinamentos da Hungria, foi o pré-aquecimento que os jogadores realizavam antes de começarem os treinamentos. Gyula Mandi mandava seus jogadores correrem em volta do campo, bater bola e fazer alongamentos. Com esta inovação, a seleção da Hungria, na maioria dos jogos, sempre abria o placar contra seus adversários em 2 gols antes dos 20 minutos.

 

 

Quem não se comunica se trumbica

Já diria o velho Chacrinha (foto acima) “Quem não se comunica se trumbica”. Na partida entre Brasil e Iugoslávia, ainda na fase de classificação, o empate classificava as duas seleções. Os iugoslavos sabiam muito bem disto, mas os brasileiros não. Os dirigentes do Brasil não haviam entendido muito bem o regulamento da competição e tampouco tentaram falar aos jogadores sobre ele. Com isso, o Brasil entrou na partida com tudo para vencer o jogo, enquanto os jogadores da Iugoslávia tentavam através de gestos se comunicarem com os jogadores brasileiros para pegarem leve. Os brasileiros não entenderam os gestos e ainda levaram eles como provocações. Ainda bem, que no final das contas, a partida terminou empatada em 1 a 1.

 

 

Tempestade de Gols

A partida válida pelas quartas-de-final entre Áustria e Suíça (foto acima) é até hoje a que teve mais gols em um mesmo jogo. O placar final foi de 7 a 5 para a Áustria.

 

 

O grande Ferenc Puskas

Na época com 27 anos, o jogador húngaro, Ferenc Puskas, foi eleito o melhor jogador da Copa de 1954. Por ter abandonado seu país em 1956, acabou sendo suspenso por 18 meses. Em 1958 ele foi contratado pelo Real Madrid, da Espanha, e acabou se naturalizando espanhol. Disputou a Copa de 1962 pela Espanha, porém, não obteve o mesmo desempenho que apresentava pela seleção da Hungria, do qual, em 83 jogos, marcou incríveis 83 gols.

Puskas retornou ao seu país apenas em 1981. Faleceu em 17 de novembro de 2006 e é considerado um herói da Hungria.

 

 

Sandor Kocsis e o seu triste fim

O atacante húngaro Sandor Kocsis que terminou a Copa de 1954 como artilheiro da competição com 11 gols marcados, ao todo, em 68 jogos realizados pela seleção da Hungria, ele fez 75 gols. Infelizmente, a sua vida não teve um final feliz. Em 1978, Kocsis precisou amputar uma de suas pernas e depois descobriu que tinha câncer no estômago. Com tanto sofrimento, acabou entrando em uma profunda depressão e matou-se em 22 de julho de 1979, em Barcelona, na Espanha, pulando da janela na clínica em que estava internado.

 

 

O surgimento da patrocinadora Puma

Adi Dassler e Rudolf Dassler eram irmãos e juntos vendiam calçados. Em 1947, os dois acabaram brigando e Rudolf mudou-se para uma fábrica que ficava do outro lado da rua. No ano de 1948, enquanto Adi Dassler registrava uma marca chamada “Addas” (mais tarde virou Adidas), Rudolf criava uma outra marca que se chamaria “Ruda”. Achando o nome muito grosseiro, decidiu adotar um nome com mais estilo: Puma! Esta é até hoje uma das marcas de materiais esportivos mais poderosas do mundo.

 

 

 

Os números da Copa

A Copa do Mundo de 1954, na Suíça, teve duração de 19 dias e seus jogos foram realizados em 6 estádios de 6 cidades-sede.

Ao todo, 16 seleções participaram do torneio que obteve um total de 26 partidas realizadas para um público total de 943 mil torcedores.

A partida com o maior número de torcedores, foi na final entre Hungria e Alemanha (foto acima) que contou com a presença de 65 mil torcedores. Já o menor público presente foi na partida entre Turquia e Coreia do Sul que teve a presença de apenas 3 mil torcedores.

Na Copa do Mundo de 1954, foram marcados ao todo 140 gols, sendo 11 deles marcados por Sandor Kocsis (foto acima), da Hungria, que foi o artilheiro da competição.

O goleiro menos vazado da competição, foi Vladimir Beara, da Iugoslávia, que levou 3 gols em 3 jogos que disputou.

A maior goleada da competição foi na partida entre Hungria e Coreia do Sul que terminou com o placar de 9 a 0 para os húngaros.

 

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
– SITE: Federação Internacional das Associações de Futebol – www.fifa.com
– SITE: Confederação Brasileira de Futebol – www.cbf.com.br
– SITE: Storie di Cálcio – www.storiedicalcio.altervista.org/
– LIVRO: O guia dos curiosos: esportes / Marcelo Duarte. – 3ª ed. Atualizada. São Paulo: Panda Books, 2006.
– LIVRO: O Mundo das Copas: as curiosidades, os momentos históricos e os principais lances do maior espetáculo do esporte mundial / escrito e ilustrado por Lycio Vellozo Ribas. – São Paulo: Lua de Papel, 2010.

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