Copa do Mundo 1950: Brasil

Copa do Mundo 1950: Brasil
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A escolha do Brasil como país-sede

Devido a Segunda Guerra Mundial, a Copa do Mundo não foi realizada nos anos de 1942 e 1946. Respeitando assim o intervalo da realização da competição ser sempre de quatro em quatro anos, em 1950 a Copa do Mundo estava de volta.

Em 1946, logo após o término da Segunda Guerra Mundial, em uma reunião, realizada no dia 25 de julho, a Fifa reuniu-se para resolver tudo para a retomada da Copa do Mundo. Ficou decidido que a competição seria realizada no Brasil já que o país não tinha concorrente.

Nesta mesma reunião ficou também decidido o local das próximas duas Copas do Mundo. A de 1954 seria na Suíça e a Suécia já estava como pré-eleita como o país-sede da edição de 1958.

Além disto, o belga Rodolphe Seeldaryers propôs uma ideia de que o troféu da Copa do Mundo fosse chamado de “Taça Jules Rimet” em homenagem aos 25 anos de Rimet frente à presidência da Fifa.

A proposta foi aceita e a Taça Jules Rimet seria entregue ao campeão da Copa do Mundo de Futebol, em 1950, realizada no Brasil.

 

 

 

Os estádios da Copa

Na Copa do Mundo do Brasil, seis estádios foram responsáveis pelas exibições dos jogos da competição. Conheceremos quais foram eles logo abaixo.

 

Estádio Independência

Inaugurado em 1950, o estádio Raimundo Sampaio, conhecido como Independência, fica localizado na cidade de Belo Horizonte, no estado de Minas Gerais. Inicialmente construído com capacidade para acomodar 30 mil pessoas, hoje sua capacidade é para 15 mil espectadores. O Independência é hoje a casa do América Mineiro.

 

 

Estádio Vila Capanema

Inaugurado em 1947, o Estádio Durival Britto e Silva, mais conhecido como Vila Capanema, fica localizado na cidade de Curitiba, no estado do Paraná. Com capacidade para acomodar 20.083 espectadores, a Vila Capanema já pertenceu ao Ferroviário Colorado, e atualmente é a casa do Paraná Clube.

 

 

Estádio dos Eucaliptos

 

Inaugurado em 1931, o Estádio dos Eucaliptos, fica localizado na cidade de Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul e é a antiga casa do S. C. Internacional. Apesar de ainda existir, o Eucaliptos está hoje desativado e sua área tem vários projetos como a construção de um Shopping.

 

 

Estádio da Ilha do Retiro

Inaugurado em 1937, o Estádio Adelmar da Costa Carvalho, mais conhecido como Ilha do Retiro, fica localizado na cidade de Recife, no estado de Pernambuco. Com capacidade atual para acomodar 35 mil espectadores, a Ilha do Retiro é a casa do Sport Clube do Recife.

 

 

Estádio do Maracanã

Inaugurado em 1950, o Estádio Mario Filho, conhecido por Maracanã, fica localizado na cidade do Rio de Janeiro (capital), no estado do Rio de Janeiro. Atualmente, o Maracanã tem capacidade para acomodar 82.238 pessoas, mas antigamente, já chegou a acomodar 199.854 torcedores, na partida da grande final entre Brasil e Uruguai na Copa de 1950, dados não oficiais. O estádio do Maracanã é a casa do Fluminense e do Flamengo, que não possuem estádios próprios e também de Botafogo e Vasco quando estes disputam partidas entre si.

 

 

Estádio do Pacaembu

Inaugurado em 1940, o Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, mais conhecido por Estádio do Pacaembu, fica localizado na cidade de São Paulo (capital), no estado de São Paulo. Com capacidade atual para acomodar 37.952 espectadores, o Pacaembu é geralmente a casa do Corinthians.

 

 

 

As eliminatórias

Para as eliminatórias da Copa de 1950, 32 países se inscreveram, porém, 24 deles disputaram a classificação para 14 vagas disponíveis. Os países que desistiram de ir para a Copa foram: Argentina, Áustria, Equador, Peru, Indonésia, Birmânia (atual Mianmar), Filipinas e Índia.

O regulamento das eliminatórias funcionava da seguinte maneira: dez grupos foram divididos de acordo com a sua região geográfica. O grupo 1 da Europa, os dois da América do Sul e o das Américas Central e do Norte classificavam duas equipes para o Mundial, enquanto os outros, classificavam apenas um país.

 

 

 

Os países classificados

Vamos ver logo abaixo quais foram os países que se classificaram para a Copa do Mundo depois de 27 jogos disputados nas eliminatórias com 130 gols marcados.

 

Brasil

Por ser o país-sede, o Brasil não precisou disputar as eliminatórias por já estar classificado.

 

 

Itália

Por ser a atual campeã, a Itália, assim como o Brasil, não precisou disputar as eliminatórias por também já estar classificada.

 

 

Inglaterra

Participante do grupo 1 das eliminatórias da Copa, a Inglaterra finalmente decidiu entrar na competição. Junto com a Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, os ingleses conseguiram a sua classificação após vencer o País de Gales pelo placar de 4 a 1 fora de casa, a Irlanda do Norte pelo placar de 9 a 2 jogando em Manchester, na Inglaterra e vitória de 1 a 0 sobre a Escócia.

 

 

Escócia

Participante do grupo 1 junto com a Inglaterra (classificada para a Copa), País de Gales e Irlanda do Norte, a Escócia havia conquistado sua vaga depois de duas vitórias sobre a Irlanda do Norte pelo placar de 8 a 2 e contra o País de Gales pelo placar de 2 a 0. Acabaram desistindo de participar da Copa, pois só iriam com a condição de que se classificassem em primeiro no grupo, à frente da Inglaterra, o que não ocorreu, já que acabaram perdendo o jogo para os ingleses pelo placar de 1 a 0.

 

 

Turquia

Participante do grupo 2 das eliminatórias, a Turquia havia conseguido sua classificação após a desistência da Áustria. Mais adiante, porém, a Turquia também acabou desistindo.

 

 

Iugoslávia

Participante do grupo 3 das eliminatórias junto com a França, a Iugoslávia conquistou sua classificação após três partidas realizadas contra os franceses. Nas duas primeiras, empate por 1 a 1. No terceiro jogo de desempate, vitória sobre os franceses pelo placar de 3 a 2. A França até chegou a ser convidada depois da desistência da Escócia, mas acabaram optando por não irem mais depois que viram a agenda de viagens pelo Brasil durante o Mundial.

 

 

Suíça

Participante do grupo 4 das eliminatórias, a Suíça conquistou sua classificação após vencer dois jogos contra Luxemburgo, um pelo placar de 5 a 2, na Suíça, e o outro por 3 a 2 em Luxemburgo. Deste confronto, o vencedor pegaria a Bélgica na fase seguinte do grupo 4. Com isso, a Suíça conseguiu a sua vaga depois que a Bélgica desistiu de jogar este confronto.

 

 

Suécia

Participante do grupo 5 das eliminatórias junto com a Finlândia e Irlanda, a Suécia conseguiu sua classificação após três jogos. Duas vitórias foram em cima da Irlanda e pelo mesmo placar, 3 a 1 jogando em casa e fora. A outra vitória foi contra a Finlândia pelo placar de 8 a 1. Como os finlandeses desistiram da outra partida, a Suécia, já classificada, acabou conquistando a sua classificação.

 

 

Espanha

Participante do grupo 6 das eliminatórias junto com Portugal, a Espanha conquistou a sua vaga após vencer uma partida e empatar a outra contra os portugueses. No primeiro jogo realizado em casa, vitória pelo placar de 5 a 1. Na partida de volta, em Lisboa, empate em 2 a 2.

 

 

Bolívia

Participante do grupo 7 das eliminatórias junto com Argentina e Chile (também classificado para a Copa), a Bolívia conquistou sua vaga sem precisar jogar, pois a Argentina desistiu de participar.

 

 

Chile

Participante do grupo 7 das eliminatórias junto com Bolívia (classificada para a Copa) e Argentina, os chilenos, assim como os bolivianos, conquistaram sua vaga sem precisar jogar por causa da desistência da argentinos.

 

 

Paraguai

Participante do grupo 8 das eliminatórias junto com Peru, Equador e Uruguai (outro classificado para a Copa), o Paraguai não precisou jogar pois tanto Equador quanto Peru desistiram de participar.

 

 

Uruguai

Participante do grupo 8 das eliminatórias junto com Peru, Equador e Paraguai (outro classificado para a copa), o Uruguai também não precisou realizar nenhuma partida e conquistou sua vaga de forma direta graças as desistências de Peru e Equador.

 

 

México

Participante do grupo 9 das eliminatórias junto com Estados Unidos (outro classificado para a Copa) e Cuba, o México conquistou sua vaga para a Copa depois de vencer seus quatro jogos. Contra Cuba, vitórias de 2 a 0 jogando em casa e de 3 a 0 jogando em Cuba. Contra os Estados Unidos, vitórias de 6 a 0 fora de casa e de 6 a 2 jogando em casa.

 

 

Estados Unidos

Participante do grupo 9 das eliminatórias junto com México (outro classificado do grupo) e Cuba, os Estados Unidos conseguiram sua vaga mesmo tendo levado duas goleadas do México. Com uma campanha medíocre, os norte-americanos além das duas derrotas, empataram uma partida em 1 a 1 com Cuba fora de casa e venceram a outra partida por 5 a 2 jogando em casa.

 

 

Índia

Participante do grupo 10 das eliminatórias junto com Birmânia, Filipinas e Indonésia, a Índia havia conseguido sua classificação para a Copa depois da desistência de todos os outros concorrentes deste grupo. Contudo, mais adiante, a Índia também acabou desistindo de ir à Copa do Mundo.

 

 

 

A preparação da seleção brasileira

Após a Copa do Mundo de 1938, a seleção brasileira, com treinadores diferentes, disputou sete partidas seguidas contra a Argentina. Os resultados foram péssimos para nós. Entre 1939 e 1940, enfrentamos os hermanos em mais cinco partidas. Vencemos apenas uma e levamos goleadas históricas de 5 a 1 e 6 a 1. Ainda em 1940, enfrentamos também os uruguaios. O saldo foi 1 derrota e 1 empate.

No ano de 1944, um novo treinador assumia a seleção brasileira. Flávio Costa (foto acima), tricampeão carioca pelo Flamengo (1942 a 1944), começou bem no comando do Brasil ao vencer o Uruguai pela Copa Rio Branco daquele ano, com duas goleadas: 6 a 1 e 4 a 0. Flávio Costa ainda melhorava seu currículo com a conquista de mais três campeonatos cariocas, só que agora pelo Vasco (foto abaixo), paralelamente ao comando da seleção brasileira.

Dono de uma personalidade forte, o técnico Flávio Costa, isso já no ano de 1950, pouco antes da Copa, conseguiu concentrar os 38 jogadores em Araxá, uma estância hidromineral localizada em Minas Gerais, mesmo local em que a seleção ficou concentrada antes da Copa de 1938.

Os 38 jogadores que estavam concentrados foram divididos em dois grupos, um seria o time titular e o outro o reserva para participarem de duas competições. O grupo principal disputaria a Copa Rio Branco (extinto torneio realizado entra as seleções de Brasil e Uruguai), enquanto os reservas enfrentariam o Paraguai pela Taça Oswaldo Cruz. Estas duas competições eram simultâneas e seriam disputadas entre os dias 6 e 17 de maio.

Com as duas equipes em fase de preparação, o Brasil acabou conquistando as duas competições. A equipe titular foi a campeã contra o Uruguai nas três partidas disputadas: derrota por 4 a 3 e duas vitórias (3 a 2 e 1 a 0 no jogo desempate).

Após os dois títulos conquistados, o treinador Flávio Costa sofria algumas pressões, entre elas, a de jogar duas competições as vésperas da Copa do Mundo e um possível desgaste dos jogadores para a competição.

No Dia 5 de junho, pouco menos de 20 dias antes da estreia da Copa, Flávio Costa convocou os 22 jogadores que fariam parte do grupo. Já sem o atacante Leônidas da Silva (já com 36 anos) e Heleno de Freitas (foto acima), que era o artilheiro do Botafogo (RJ) nos anos de 1940, os 22 convocados foram:

Goleiros: Barbosa (Vasco) e Castilho (Fluminense);

Defensores: Augusto (Vasco), Bigode (Flamengo), Ely (Vasco), Juvenal (Flamengo), Nena (Internacional) e Nilton Santos (Botafogo);

Meio-campistas: Bauer (São Paulo), Danilo (Vasco), Noronha (São Paulo), Rui (São Paulo) e Zizinho (Bangu);

Atacantes: Adãozinho (Internacional), Ademir (Vasco), Alfredo (Vasco), Baltazar (Corinthians), Chico (Vasco), Friaça (São Paulo), Jair (Palmeiras), Maneca (Vasco) e Rodrigues (Palmeiras).

 

 

 

O regulamento da Copa

Com a argumentação de que a fórmula das Copas de 1934 e 1938 era cruel demais com as equipes, pois estabelecia a eliminação direta de quem perdesse uma partida, surgia um novo regulamento para a competição.

Quatro grupos, com quatro equipes cada, jogavam em um turno todos contra todos, do qual, para cada vitória a equipe fazia 2 pontos e cada empate um ponto. O primeiro colocado de cada grupo avançaria para a fase seguinte onde iriam disputar um quadrangular final e a equipe que somasse mais pontos seria a campeã.

 

 

 

A fase de grupos

O dia 24 de junho de 1950 marcou a data de abertura oficial da Copa do Mundo (foto acima). Como citado acima a fórmula era bastante diferente em relação às outras Copas. Infelizmente muitos problemas ocorrerem com a desistência de três países. Com isso, a competição ao invés de contar com 16 equipes, teve apenas 13. Vamos saber logo abaixo como ficaram então os grupos com os resultados dos jogos e os seus respectivos classificados.

 

Grupo 1

No grupo 1, Brasil, Iugoslávia, Suíça e México lutavam por uma vaga na fase seguinte. Abaixo veremos como foram cada um dos jogos realizados.

 

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No dia 24 de junho, Brasil e México realizavam um dos confrontos do grupo 1. A partida tinha o brilho de ser a primeira oficial da história do estádio Maracanã, no Rio de Janeiro.

Com gols de Danilo (2), Maneca e Friaça, o Brasil venceu o México pelo placar de 4 a 0 arrancando na liderança do grupo.

 

 

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No dia 25 de julho, no estádio Independência, em Belo Horizonte, a Iugoslávia enfrentava a Suíça.

Com gols de Tomasevic (2) e Ognjanov, a Iugoslávia venceu a partida pelo placar de 3 a 0.

 

 

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No dia 28 junho, no estádio do Pacaembu, em São Paulo, o Brasil fazia sua segunda partida pelo grupo 1.

Com gols de Alfredo e Friaça para o Brasil e de Fatto (2) para a Suíça, a partida terminou empatada em 2 a 2. Um resultado péssimo para o Brasil.

 

 

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No dia 28 de junho, no estádio Eucaliptos, em Porto Alegre, Iugoslávia e México jogavam pela segunda vez.

Com gols de Bobek, Zeljko Cajkovski (2) e Tomasevic para a Iugoslávia e Ortiz para o México, a Iugoslávia venceu a partida pelo placar de 4 a 1 e assumiu a ponta da tabela.

 

 

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No dia 1º de julho, no estádio Maracanã, no Rio de Janeiro, Brasil e Iugoslávia decidiam a vaga para a fase seguinte. Com um empate, a Iugoslávia garantia sua classificação. Ao Brasil, restava apenas a vitória.

Com gols de Ademir e Zizinho, a seleção brasileira venceu a partida por 2 a 0 e garantiu a sua classificação diante de um público de mais de 140 mil pessoas.

 

 

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No dia 2 de junho, no estádio dos Eucaliptos, em Porto Alegre, Suíça e México entravam em campo apenas para cumprir tabela, pois já estavam eliminadas.

Com gols de  Bader e Tamini para a Suíça e Casarin para o México, a Suíça venceu a partida por 2 a 1 e deu adeus à Copa com uma vitória.

 

 

 

Grupo 2

No grupo 2, Espanha, Estados Unidos, Inglaterra e Chile lutavam por uma vaga na próxima fase. Abaixo veremos como foram cada um dos jogos realizados.

 

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No dia 25 de junho, no estádio Durival de Brito, em Curitiba, Espanha e Estados Unidos jogavam, ambas, sua primeira partida pelo grupo 2.

Com gols de Basora (2) e Zarra para a Espanha e de Jonh Souza para os Estados Unidos, a Espanha venceu a partida pelo placar de 3 a 1.

 

 

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No dia 25 de junho, no estádio Maracanã, Inglaterra e Chile também realizavam cada uma a sua primeira partida pelo grupo 2. Os ingleses jogavam pela primeira vez também uma partida de Copa do Mundo.

Com gols de Mortensen e Mannion para a Inglaterra, os ingleses venceram os chilenos pelo placar de 2 a 0.

 

 

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No dia 29 de junho, no estádio Independência, Estados Unidos e Inglaterra jogavam entre si e os ingleses eram os amplos favoritos, porém, a zebra tava solta.

Com um único gol marcado pelo jogador Gaetjens, os Estados Unidos venceram a partida pelo placar de 1 a 0, deixando arrasados os jogadores da Inglaterra.

 

 

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No dia 29 de junho, no estádio Maracanã, Espanha e Chile faziam seu segundo jogo na Copa.

Os líderes espanhóis com gols de Igoa e Zarra, venceram os chilenos pelo placar de 2 a 0 e jogavam apenas por um empate para conquistar a vaga.

 

 

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No dia 2 de julho, no estádio da Ilha do Retiro, Estados Unidos e Chile jogavam sua terceira e última partida pelo grupo 2. Os norte-americanos precisavam da vitória para ainda terem chances de classificação. Após a vitória sobre a grande favorita Inglaterra, era dada como certa uma vitória sobre o Chile.

Contudo, o que aconteceu foi o seguinte: com gols de Robledo, Riera, Cremaschi (2) e Prieto para o Chile e de Wallace e John Souza para os Estados Unidos, a partida terminou com uma grande goleada para os chilenos pelo placar de 5 a 2 e ambos morriam abraçados.

 

 

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No dia 2 de julho, no estádio do Maracanã, Inglaterra e Espanha decidiam a vaga para ver quem ficava com a única vaga do grupo 2. A Espanha tinha ampla vantagem, bastava apenas empatar para se classificar. Já a Inglaterra precisa vencer.

Com um gol marcado por Zarra para a Espanha, vitória por 1 a 0 em cima dos ingleses. A Espanha era a classificada do grupo 2.

 

 

 

Grupo 3

Por causa da desistência da Índia, o grupo 3 da Copa do Mundo teve apenas três participantes: Itália, Suécia e Paraguai. Abaixo vamos conferir como foram os jogos e o classificado deste grupo.

 

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No dia 25 de junho, no estádio Pacaembu, Itália e Suécia jogavam sua primeira partida pelo grupo 3.

Com gols de Jeppson (2) e Andersson para a Suécia e de Carapellese e Muccinelli para a Itália, a Suécia venceu a partida pelo placar de 3 a 2 e largou na liderança do grupo.

 

 

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No dia 29 de junho, no estádio Durival de Brito, a Suécia fazia sua segunda partida pelo grupo 3 contra o Paraguai, que estreava na Copa.

Com gols de Sundqvist e Palmer para a Suécia e de Atílio Lopez e César Lopez para o Paraguai, a partida terminou empatada em 2 a 2.

 

 

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No dia 2 de julho, no estádio Pacaembu, Itália e Paraguai jogavam a última partida do grupo 3. A Itália entrava em campo apenas para cumprir tabela, já o Paraguai precisava vencer para provocar um jogo desempate contra a Suécia.

Com gols de Carapellese (2), a Itália venceu o jogo pelo placar de 2 a 0 e ambas as seleções estavam eliminadas.

 

 

 

Grupo 4

Pelo fato da Escócia e da Turquia terem desistido de participarem da Copa, o grupo 4 tinha apenas Uruguai e Bolívia.

 

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No dia 2 de julho, no estádio Independência, o Uruguai teve sorte em jogar apenas uma partida e ainda contra um adversário fraco que era a Bolívia.

Com gols de Miguez (3), Schiaffino (2), Miguez (3), Ghiggia, Julio Perez e Vidal, o Uruguai aplicou uma goleada de 8 a 0 e se classificou para a fase final.

 

 

 

Fase Final

A fase final da Copa do Mundo de 1950, era totalmente diferente até então das edições anteriores da competição. Os melhores de cada grupo, Brasil, Espanha, Suécia e Uruguai, formaram um quadrangular final, do qual, após o confronto entre todos eles, sairia o campeão, o vice e o terceiro lugar.

Abaixo vamos conferir como foi cada um destes confrontos e quem foi o campeão da Copa do Mundo de 1950.

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No dia 9 de julho, no estádio do Maracanã, Brasil e Suécia jogavam entre si para ver quem sairia na frente no grupo da fase final. O que mais de 139 mil pessoas puderam presenciar no Maracanã foi uma impetuosa goleada de 7 a 1 do Brasil em cima Suécia.

Os gols da seleção brasileira foram marcados por Ademir (4), Chico (2) e Maneca. A Suécia fez o seu gol de honra com o jogador Andersson. O Brasil saia na frente em busca do título.

 

 

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No dia 9 de julho, no estádio Pacaembu, Uruguai e Espanha se enfrentavam na primeira partida de cada um da fase final da Copa. Com um público de 45 mil pessoas presentes, uruguaios e espanhóis acabaram empatando em 2 a 2.

Os gols do Uruguai foram marcados por Ghiggia e Obdulio Varela. Já os gols da Espanha foram marcados por Basora (2).

 

 

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No dia 13 de julho, no estádio do Maracanã, Brasil e Espanha jogavam para um público presente de 153 mil pessoas. Mais uma vez, a seleção brasileira goleou.

Com gols de Ademir (2), Chico (2), Jair e Zizinho para o Brasil e de Igoa para a Espanha, a partida terminou com o placar de 6 a 1 para o Brasil. Bastava agora apenas um empate diante do Uruguai para o Brasil tornar-se campeão da Copa.

 

 

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No dia 13 de julho, no estádio Pacaembu, para um público pequeno de 8 mil pessoas, Uruguai e Suécia precisavam da vitória para continuarem com chances de título no último jogo de ambas. Em uma partida bastante equilibrada, o Uruguai conseguiu vencer pelo placar de 3 a 2.

Os uruguaios marcaram seus gols através de Miguez (2) e Ghiggia. Já os suecos marcaram seus gols através de Palmer e Sundqvist. Com este resultado, o Uruguai brigaria pelo título contra o Brasil e a Suécia disputaria o terceiro lugar com a Espanha.

 

 

 

“Decisão do terceiro lugar”

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Não é uma disputa de terceiro lugar pelo fato de Suécia ou Espanha terem perdido alguma semifinal, mas sim pelo fato de terem ficado nas duas últimas posições do grupo da fase final.

Com isso, a partida realizada no estádio Pacaembu, em São Paulo, no dia 16 de julho, decidia qual seleção ficaria na terceira colocação do mundial. Com um público pequeno de 11.200 pessoas, pois a partida do Brasil contra o Uruguai seria no mesmo dia e horário, Suécia e Espanha fizeram um jogo memorável, do qual, quem saiu alegre foram os suecos.

Com gols de Sundqvist, Mellberg e Palmer para a Suécia e de Zarra para a Espanha, a partida terminou com o placar de 3 a 1 para os suecos e a terceira colocação acabou ficando com eles.

 

 

 

“A grande final”

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Os dois melhores colocados do grupo da fase final da Copa que ainda tinham chances de serem campeões eram as seleções de Brasil e Uruguai. Para o Brasil, bastava um empate para garantir o título. Para os Uruguaios era vencer ou vencer.

A partida que ficou conhecida como Maracanazo, aconteceu no dia 16 de julho, no estádio do Maracanã, no rio de Janeiro, para um público de 173.830 espectadores.

Embalado por duas goleadas e também com o apoio de milhares de torcedores que superlotavam o Maracanã, o Brasil era o amplo favorito para ser o campeão. Inevitavelmente o clima de “Já ganhou” havia tomado conta do estádio.

O jogo começou e o Brasil partiu para cima do Uruguai. Dominando completamente a partida, a seleção brasileira quase marcou um gol, obrigando o goleiro uruguaio Máspoli a fazer grandes defesas. O primeiro tempo terminou em 0 a 0 e o Brasil era melhor no jogo.

O segundo tempo começou igual ao primeiro, com o Brasil indo para cima do Uruguai. Com isso, a pressão inicial surtiu efeito logo aos 2 minutos. O artilheiro Ademir lançou uma bola para a área e encontrou Friaça. O atacante brasileiro conseguiu se antecipar de Rodrigues Andrade e chutou cruzado, no gol de Máspole. Brasil 1 x 0 Uruguai (foto abaixo).

Após o gol do Brasil, a certeza de que o título ficaria no país era dada como certa, pois afinal, o Brasil poderia ate empatar para sair com o título. Contudo, a coisa não foi bem assim. Talvez por uma autoconfiança da equipe, a seleção brasileira acabou diminuindo o ritmo e com isso o castigo veio aos 21 minutos. Ghiggia, o homem do jogo, escapou da marcação de Bigode e cruzou rasteiro, da linha de fundo, para a área. A bola acabou encontrando Schiaffino que teve apenas o trabalho de empurrar a bola para o fundo das redes do goleiro Barbosa. Brasil 1 x 1 Uruguai (foto abaixo).

O silêncio tomou conta do Maracanã após o gol de empate do Uruguai. Apesar do nervosismo, o resultado não era tão ruim assim, já que ele dava o título para o Brasil.

Pois é, o empate só era bom por este motivo, mas era ruim pelo fato de proporcionar aos uruguaios a chance de marcar um segundo gol e consequentemente a vitória que lhes davam o título. E foi exatamente isso o que aconteceu aos 34 minutos da segunda etapa. Julio Perez avançou livre pela direita sem marcação e tocou a bola para Ghiggia. O atacante uruguaio pegou a bola pela direita, arrancou livre e chutou antes da chegada do zagueiro Juvenal. O goleiro Barbosa pulou atrasado e a bola acabou morrendo no fundo da rede do gol brasileiro. Brasil 1 x 2 Uruguai (foto abaixo).

Silêncio no Maracanã, as lágrimas corriam nos olhos dos torcedores brasileiros que ficaram em estado de choque com o que estavam presenciando.

O Brasil ainda tentou empatar com uma nova pressão, mas não adiantou. Final de jogo. Brasil 1 x 2 Uruguai e o choro tomou conta do gramado.

Os uruguaios (foto acima) choravam de emoção por serem campeões e mal acreditavam que aquilo era realidade.

Já os jogadores e os torcedores brasileiros choravam de tristeza por não acreditarem que haviam deixado a taça escapar de suas mãos.

Sem nenhuma cerimônia de encerramento, o presidente da Fifa Jules Rimet (foto acima), desceu até o campo para entregar a taça que levava o seu nome ao capitão uruguaio Obdulio Varela. O próprio Jules Rimet não acreditava que o Uruguai havia sido o campeão ao declarar que: “Fiquei perdido no meio do campo, sem saber o que fazer”.

Independentemente disso, a Taça Jules Rimet havia ficado em boas mãos, pois o Uruguai era uma equipe guerreira e havia vencido o Brasil dentro do Maracanã lotado com quase 200 mil pessoas.

 

 

 

A seleção bi-campeã, Uruguai

A seleção bi-campeã do Uruguai da Copa de 1950, era formado por: Máspoli; Matias Gonzáles e Tejera; Gambetta, Obdulio Varela e Rodriguez Andrade; Ghiggia, Perez, Miguez, Schiaffino e Morán; o técnico era Juan Lopez.

 

 

 

A seleção da Copa

O craque eleito pela Fifa da Copa de 1950, foi nada menos que Alcides Ghiggia (foto acima), autor do gol do título do Uruguai em cima do Brasil. Logo, ele não poderia deixar de ficar de fora da seleção dos melhores da competição.

Abaixo, vamos conferir os 11 melhores (eleitos pela Fifa) da Copa do Mundo de 1950, no esquema 2-3-5, que era o mais utilizado na época.

Goleiro: Máspoli (Uruguai)

Defensores: Erik Nilsson (Suécia) e Parra (Espanha)

Meio-campistas: Bauer (Brasil), Varela (Uruguai) e Rodriguez Andrade (Uruguai).

Atacantes: Ghiggia (Uruguai), Zizinho (Brasil), Ademir (Brasil), Jair (Brasil) e Schiaffino (Uruguai).

 

 

 

As curiosidades da Copa

Não foram poucos os fatos curiosos da Copa do Mundo de 1950. Vamos conferir logo abaixo as principais curiosidades.

 

A bola

A bola usada na Copa do Mundo de 1950 foi a mesma da Copa de 1938. Como mostra a foto acima, o homem ali está enchendo uma delas.

 

 

Surgem os números nas camisetas

A Copa do Mundo de 1950 marcou por uma inovação nas camisetas dos jogadores que passaram a ter números nas costas, novidade que só havia sido usada nas eliminatórias da Copa de 1938. Os que entravam em campo eram sempre dos números 1 ao 11, sendo que, a nº 1 era sempre a do goleiro e os demais eram conforme a posição dos jogadores em campo.

 

 

A construção do Maracanã

Mais de 500 mil sacos de cimento, seis empreiteiras e 4.500 operários foram os responsáveis pela construção do estádio Mário Filho a partir de 1948, que mais tarde seria popularizado de Maracanã, foi construído especialmente para a Copa do Mundo. A ideia dos brasileiros era levantar o maior estádio do mundo. E foi exatamente o que aconteceu, pois o Maracanã tinha uma capacidade total para acomodar 155 mil pessoas, no ano de 1950.

A partida de inauguração do estádio foi no dia 17 de junho de 1950, entre as seleções paulista e carioca. O primeiro gol visto no Maracanã foi marcado pelo meia Didi (foto acima), então com 20 anos, da seleção carioca.

 

 

A tragédia de Superga

Em 4 de maio de 1949, um avião chocou-se com a basílica de Superga, em Turim, na Itália, matando todos os ocupantes. Na aeronave estavam todo o time do Torino, atual pentacampeão italiano e que formavam a base da seleção da Itália. Este acidente ficou conhecido como “a tragédia de Superga”.

A Itália, convidada para participar da Copa por ser a atual campeã, foi com uma equipe enfraquecida para a Copa de 1950 e acabou não tendo grande desempenho, sendo eliminada na primeira fase.

 

 

Já que não posso jogar descalço, então não vou!

A seleção da Índia desistiu de ir à Copa do Mundo por um único motivo: a Fifa não permitia que eles jogassem descalços as partidas do mundial, o que era muito comum no país asiático. Com isso, a Índia não quis participar da competição.

 

 

Cruzeiro de Porto Alegre na Copa?

Não convencido do contraste da camiseta da seleção do México, que era da cor grená, com a camiseta da Suíça, que era de cor vermelha, o árbitro sueco Ivan Eklind decidiu que a seleção mexicana trocasse o seu uniforme. Com isso, o Cruzeiro de Porto Alegre cedeu um fardamento azul e branco para que os mexicanos jogassem.

 

 

Quatro gols em uma só partida

O atacante da seleção brasileira, Ademir (foto acima), foi o artilheiro da Copa com nove gols. Ele também foi o único brasileiro até hoje a marcar quatro gols em uma única partida. O feito aconteceu no jogo entre Brasil e Suécia, na primeira partida da fase final de grupos que terminou com o placar de 7 a 1 para a seleção brasileira.

 

 

Nada de expulsões

No quesito Fair play, a Copa do Mundo de 1950 foi um exemplo. Não houve nenhuma expulsão nos 22 jogos que foram disputados.

 

 

O goleiro herói por acidente

O goleiro da seleção uruguaia, Roque Máspoli (foto acima), quase não disputou a Copa do Mundo de 1950. Jogador do Peñarol, do Uruguai, Máspoli estava em má fase e acabou sendo convocado para o mundial apenas para ser o reserva de Pereyra Nattero, titular da época. Contudo, Nattero acabou sendo cortado às vésperas do início da Copa e Máspoli assumiu a titularidade com atuações decisivas no mundial, sendo considerado o melhor goleiro da competição.

 

 

 

Os números da Copa

A Copa do Mundo de 1950, no Brasil, teve duração de 23 dias e seus jogos foram realizados em 6 estádios de 6 cidades.

Ao todo, 13 seleções participaram em um total de 22 partidas realizadas para um público presente de 1.337.000 pessoas nestes jogos.

A partida que teve o maior público da competição foi entre Brasil e Uruguai (foto acima), no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, que teve a presença de 173.830 pessoas. Já o menor público foi na partida entre Suíça e México, no estádio Eucaliptos, em Porto Alegre, que teve a presença de 4 mil pessoas.

Com um total de 88 gols marcados em 22 jogos, o brasileiro Ademir (foto acima) foi o artilheiro da competição com 9 gols marcados em 6 jogos.

O goleiro menos vazado da Copa do Mundo foi Willians (foto acima), da seleção da Inglaterra, que levou 2 gols em 3 jogos.

A maior goleada da Copa foi na partida entre Uruguai e Bolívia que terminou com o placar de 8 a 0 para os uruguaios

 

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
– SITE: Federação Internacional das Associações de Futebol – www.fifa.com
– SITE: Confederação Brasileira de Futebol – www.cbf.com.br
– SITE: Storie di Cálcio – www.storiedicalcio.altervista.org/
– LIVRO: O guia dos curiosos: esportes / Marcelo Duarte. – 3ª ed. Atualizada. São Paulo: Panda Books, 2006.
– LIVRO: O Mundo das Copas: as curiosidades, os momentos históricos e os principais lances do maior espetáculo do esporte mundial / escrito e ilustrado por Lycio Vellozo Ribas. – São Paulo: Lua de Papel, 2010.
– FILME: Coleção Copa do Mundo Fifa 1930-2006, ed. 4, editora Abril, 2010.

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