Copa do Mundo 1938: França

Copa do Mundo 1938: França
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A escolha da França como país-sede

Antes de qualquer coisa, gostaríamos de deixar claro que pelo motivo desta Copa do Mundo ter tido muitos problemas políticos, nós optamos por contar sobre eles nas curiosidades desta Copa para não misturarmos os assuntos. Portanto, os detalhes sobre a ausência de algumas seleções e seus motivos, assim como qualquer problema político, você encontra no campo Curiosidades da Copa.

Após ter sediado as Olimpíadas na cidade de Berlim, a Alemanha se colocava como forte candidata para sediar a Copa do Mundo, uma vez que, para os interesses políticos do ditador Adolf Hitler (foto acima), promover este evento seria o ponto alto para comprovar a superioridade da raça ariana, que era o que pregava o governo alemão.

Em princípio, apenas Alemanha e Argentina estavam concorrendo, porém, o grande idealizador da Copa e presidente da Fifa na época, o francês Jules Rimet (foto acima), via grande vantagem de a França sediar o evento e colocou o país como uma das concorrentes.

No dia 13 de agosto de 1936, no Ópera Kroll, em Berlim, na Alemanha, dirigentes da Fifa se reuniram para a votação que escolheria o país-sede. Com 54 países que já eram filiados a entidade do futebol, apenas 23 deles tinham direito de votar. Com a presença de Jules Rimet, muitos dirigentes ficaram constrangidos em escolherem a Alemanha ou a Argentina e, com isso, a votação não poderia ter terminado com resultado diferente: com 19 votos, a França era a eleita para sediar a Copa do Mundo.

 

 

Os estádios da Copa

A Copa do Mundo de 1938 conseguiu suprir as expectativas quanto à infra-estrutura daquela época. Estádios como o Olympique Colombes e o Parc Lescure foram construídos especialmente para o evento. Com isso, 10 estádios foram palcos de partidas emocionantes da Copa do Mundo, do qual, logo baixo, iremos conhecer cada um deles.

 

 

Stade du Fort Carré

O estádio Fort Carré, fica localizado na cidade de Antibes e foi inaugurado em 1935. Na Copa do Mundo, este estádio tinha capacidade para acomodar 7 mil espectadores e, atualmente, reduziu este número para 4 mil.

 

 

Parc Lescure

O estádio Parc Lescure, atualmente conhecido por Jacques Chaban Delmas, fica localizado na cidade de Bordeaux e foi inaugurado em 1935. Desde a Copa de 1938, sua capacidade é para 34.462 espectadores. Este estádio é a casa do Bordeaux, clube da primeira divisão francesa.

 

 

Stade de la Cavée Verte

O estádio Cavée Verte, também conhecido por Charles Argentin, fica localizado na cidade de Le Havre e foi inaugurado em 1935. Sua capacidade é para acomodar apenas 6 mil espectadores.

 

 

Stade de la Meinau

O estádio Meinau, fica localizado na cidade de Estrasburgo e foi inaugurado em 1906. Sua capacidade atual é para acomodar 29 mil espectadores.

 

 

Stade Victor Boucquey

O estádio Victor Boucquey, ficava localizado na cidade de Lille e foi inaugurado em 1920. Até 1975, ano em que foi demolido, o estádio acomodava 15 mil espectadores.

 

 

Stade Velodrome

O estádio Velodrome, fica localizado na cidade de Marsella e foi inaugurado em 1937. A sua capacidade é para acomodar um público de 60.031 pessoas. Este estádio é a casa do Olympique de Marsella, clube da primeira divisão francesa.

 

 

Stade Parc des Princes

O estádio Parc des Princes, fica localizado na capital francesa Paris e foi inaugurado em 1897. Sua capacidade atual é para acomodar 48.712 espectadores. Este estádio é a casa do Paris-Saint Germain, clube da primeira divisão francesa.

 

 

Stade Olympique de Colombes

O estádio Olympique de Colombes, também fica localizado na capital francesa Paris e foi inaugurado em 1883. Sua capacidade atual é para acomodar apenas 3 mil espectadores.

Na Copa de 1938, ele tinha capacidade para 40 mil espectadores (foto acima).

 

 

Stade Velodrome Municipal

O estádio Velodrome Municipal, conhecido hoje por Auguste Delaune, fica localizado na cidade de Reims e foi inaugurado em 1934. Sua capacidade atual é para acomodar 9.300 espectadores.

 

 

Stade Chapou

O estádio Chapou, conhecido atualmente por Stade de Toulouse, fica localizado na cidade que leva o seu nome atual, ou seja, Toulouse. Foi inaugurado em 1937 e sua capacidade atual é para acomodar 37 mil espectadores. Este é o estádio do Toulouse FC.

 

 

 

As eliminatórias para a Copa

Os países inscritos para a Copa do Mundo foram 34, porém apenas 25 disputaram as eliminatórias, que dava 14 vagas para a Copa. A França, por ser o país-sede e a Itália por ser a atual campeã, não precisaram disputar as eliminatórias. Isso acontecia pela primeira vez na história das Copas.

As eliminatórias para a Copa do Mundo de 1938 era composta por 12 grupos. Os grupos 1 e 9, no qual estavam os países da Europa, davam duas vagas. Os demais grupos habilitavam apenas uma.

 

 

 

Os países classificados

Logo abaixo, vamos conhecer quais foram os países que conseguiram conquistar a vaga para a Copa do Mundo da França depois de uma eliminatória que teve 22 jogos com 96 gols marcados.

 

 

França

Por ser o país-sede, a França não precisou disputar as eliminatórias da Copa do Mundo.

 

 

Itália

Por ser a atual campeã, a Itália também não precisou disputar as eliminatórias da Copa do Mundo.

 

 

Alemanha

Participante do grupo 1 das eliminatórias da Copa de 1938 junto com Suécia (outra classificada deste grupo), Finlândia e Estônia, a Alemanha conquistou sua vaga após vencer suas três partidas. A primeira delas, jogando na Finlândia, os alemães venceram os donos da casa pelo placar de 2 a 0. O segundo jogo foi em casa, contra a Estônia, vencida pelos alemães pelo placar de 4 a 1. O terceiro jogo foi contra a Suécia, também em casa. Goleada alemã de 5 a 0 pra cima dos suecos.

 

 

Suécia

Participante do grupo 1 das eliminatórias junto com Alemanha (classificada para a Copa), Finlândia e Estônia, a Suécia conquistou a segunda vaga deste grupo. Como mencionado acima, a Suécia perdeu apenas para a Alemanha, pelo placar de 5 a 0. Nas outras duas partidas, os suecos vencerem e de goleada. No jogo contra a Finlândia, em casa, a partida terminou com vitória pelo placar de 4 a 0. Já na partida contra a Estônia, também em casa, goleada de 7 a 2.

 

 

Noruega

Participante do grupo 2 das eliminatórias junto com a Irlanda, a Noruega conquistou sua vaga vencendo uma partida e empatando a outra. No primeiro jogo contra os irlandeses, em casa, vitória pelo placar de 3 a 2. Na partida da volta, em Dublin, na Irlanda, empate em 3 a 3.

 

 

Polônia

Participante do grupo 3 das eliminatórias junto com a Iugoslávia, a Polônia conquistou sua vaga no saldo de gols. Jogando em casa, na cidade de Varsóvia, a Polônia venceu a Iugoslávia pelo placar de 4 a 0. No segundo jogo, fora de casa, na cidade de Belgrado, a Polônia perdeu para a Iugoslávia pelo placar de 1 a 0.

 

 

Romênia

Participante do grupo 4 das eliminatórias junto com o Egito, a Romênia conseguiu a sua classificação sem jogar. A seleção do Egito acabou desistindo das eliminatórias.

 

 

Suíça

Participante do grupo 5 das eliminatórias junto com Portugal, a Suíça conquistou sua vaga após vitória pelo placar de 2 a 1, disputa em partida única contra os portugueses, em Milão, na Itália.

 

 

Hungria

Participante do grupo 6 das eliminatórias junto com Grécia e Palestina, a Hungria acabou se classificando jogando apenas uma única partida. A Grécia e a Palestina, tiveram que jogar uma contra a outra e apenas uma delas enfrentaria a Hungria para disputar uma vaga, ou seja, a Hungria apenas aguardou o vencedor deste confronto para decidir quem seria o próximo classificado. A Grécia acabou eliminando a Palestina e disputou a vaga contra a Hungria, na casa dos húngaros, na cidade de Budapeste. O resultado foi uma goleada da Hungria de 11 a 1.

 

 

Tchecoslováquia

Participante do grupo 7 das eliminatórias junto com a Bulgária, a Tchecoslováquia conquistou sua vaga após empatar um jogo e vencer o outro contra os búlgaros. Na partida de ida, a Tchecoslováquia empatou em 1 a 1. Já no jogo da volta, jogando em casa, os tchecos golearam os búlgaros por 6 a 0, garantindo a classificação.

 

 

Áustria

Participante do grupo 8 das eliminatórias, a Áustria apenas aguardou o vencedor do confronto entre Letônia e Lituânia. A Letônia se deu melhor e acabou enfrentando a Áustria, no mesmo sistema do grupo da Hungria. Em uma única partida, disputada em Viena, na Áustria, os donos casa conquistaram a sua classificação ao vencerem a Letônia pelo placar de 2 a 1. A Áustria estava garantida na Copa, mas teve um porém nisso tudo que você verá mais abaixo em “As oitavas-de-final”.

 

 

Holanda

Participante do grupo 9 das eliminatórias junto com Luxemburgo e Bélgica (outra seleção classificada para a Copa), a Holanda conquistou a sua vaga com um empate e uma vitória. Na partida contra Luxembrugo, a Holanda, jogando em casa, venceu pelo placar de 4 a 0. Na partida contra a Bélgica, empate em 1 a 1, fora de casa.

 

 

Bélgica

Participante do grupo 9 das eliminatórias junto com a Holanda (também classificada para a Copa) e Luxemburgo, a Bélgica também conquistou sua vaga com um empate e uma vitória. Como mencionado acima, a Bélgica empatou em casa com a Holanda em 1 a 1 e venceu Luxemburgo, jogando fora de casa, pelo placar de 3 a 2.

 

 

Brasil

Participante do grupo 10 das eliminatórias, o Brasil conquistou sua classificação sem precisar jogar, já que a Argentina e todos os outros países da América do Sul desistiram de participar da Copa.

 

 

Cuba

Participante do grupo 11 das eliminatórias, a Cuba acabou conquistando sua vaga sem precisar jogar. As seleções dos Estados Unidos, Colômbia, Costa Rica, México, El Salvador e Guiana, que estavam neste grupo, desistiram de participar da Copa.

 

 

Índias Holandesas

Participante do grupo 12 das eliminatórias, as Índias Orientais Holandesas (atual Indonésia), conquistou sua vaga com a desistência do Japão e China, que estavam em guerra.

 

 

 

A preparação da seleção brasileira para a Copa

Após a Copa do Mundo de 1934, a seleção brasileira disputou pouquíssimas partidas até a Copa seguinte, em 1938. O último jogo da seleção antes da Copa da França foi realizado em 1936, na vitória sobre o Peru pelo placar de 3 a 2, na estreia pelo campeonato Sul-Americano. Não precisou nem entrar em campo nas eliminatórias, já que todos os países do continente sul-americano seguiram o boicote da Argentina e do Uruguai e não participaram da Copa.

O bairrismo de cariocas e paulistas que imperou na Copa de 1930 e a divisão de profissionais e amadores que atrapalhou na convocação da seleção de 1934, havia sido totalmente superada. A CBD (Confederação Brasileira de Futebol) que era carioca e a dissidente Federação Brasileira de Futebol acabaram se entendendo. Com isso, a CBD, capitaneada por Luiz Aranha (foto acima), acabou unindo-se a Federação Brasileira de Futebol e finalmente a seleção brasileira teria força máxima para a Copa.

Em março de 1938, o técnico Ademar Pimenta, convocou os primeiros 34 nomes iniciais para os primeiros treinos. Após alguns dias, seis nomes da lista inicial foram cortados. Lembrando que apenas 22 iriam à Copa do Mundo, ou seja, ainda faltavam ser cortados outros seis nomes.

No dia 18 de abril, os 22 jogadores que iriam para a França foram anunciados. Dominguinhos, Thadeu, Cerri, Marreta, Plácido e Caxambu, não tiveram tanta sorte e foram os últimos seis nomes excluídos da lista de jogares.

No dia 30 de abril, a seleção brasileira partia rumo à França a bordo do navio inglês Arlanza (foto acima) com os 22 jogadores e cinco integrantes da comissão técnica: o treinador Ademar Pimenta, o superintendente Irineu Chaves, o jornalista Alfrânio Vieira, o representante na Fifa, Célio de Barros e o locutor Gagliano Netto. O médico da seleção naquela época era o zagueiro Nariz, que havia se formado dois anos antes em medicina, sendo ele, portanto, o médico e jogador na Copa do Mundo.

Depois de 15 dias de viagem, como era o previsto, a delegação brasileira desembarcou na França, 20 dias antes do início da competição, um fato inédito, uma vez que, em 1934, a delegação havia desembarcado na Itália apenas 4 dias antes de enfrentar a Espanha.

Os 22 jogadores convocados para a Copa do Mundo de 1938 foram:

Goleiros: Walter (Flamengo) e Batatais (Fluminense).

Zagueiros: Nariz (Botafogo), Domingos da Guia (Flamengo), Machado (Fluminense) e Jaú (Vasco).

Meio-campistas: Martim (Botafogo), Zezé Procópio (Botafogo), Brandão (Corinthians), Argemiro (Portuguesa Santista) e Affonsinho (São Critóvão).

Atacantes: Patesko (Botafogo), Perácio (Botafogo), Lopes (Corinthians), Leônidas da Silva (Flamengo), Hércules (Fluminense), Romeu (Fluminense), Tim (Fluminense), Luizinho (Palestra Itália), Roberto (São Cristóvão) e Niginho (Vasco).

 

 

 

O regulamento da Copa do Mundo

Dezesseis países disputavam em oito confrontos eliminatórios, do qual, o vencedor de cada partida seguia adiante até a final. Ou seja, assim como a Copa do Mundo de 1934, ainda não tinha a famosa fase de grupos. Ela começava direto nas oitavas-de-final e depois seguia com as quartas-de-final, semifinal, disputa de terceiro lugar e final.

Em caso de empate no tempo normal (90 minutos), era realizada uma prorrogação com dois tempos de 15 minutos. No caso de persistir o empate, um novo jogo, nos mesmos moldes, seria realizado em dois ou três dias depois. Por não existir na época a decisão por pênaltis, em caso de empate na final da Copa, após duas partidas, a taça iria ser dividida entre as duas seleções.

 

 

 

As oitavas de final

No dia 5 de abril de 1938, a Fifa oficializou o regulamento da Copa do Mundo e também realizou o sorteio dos confrontos das oitavas-de-final. Pelas mãos de Yves (foto acima), neto de Jules Rimet, os nomes foram sorteados formando os oito confrontos entre as 16 equipes, que na verdade eram 15. Vamos conferir o porquê disto logo abaixo.

 

 

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Áustria e Suécia formariam um dos confrontos da Copa do Mundo de 1938, porém, Adolf Hitler começava a mostrar suas garras.

No dia 11 de março de 1938, a Áustria havia sido anexada pela Alemanha nazista, num processo que foi chamado de Anschluss (foto acima), e acabou deixando de existir como nação. Com isso, a Federação Alemã de Futebol comunicou à Fifa que os jogadores da Áustria prestariam serviços servindo a seleção alemã e estava fora da Copa do Mundo. Com isso, a Suécia acabou vencendo a partida por WO.

 

 

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No dia 4 de junho, no estádio Parc des Princes, em Paris, a seleção da Alemanha enfrentava a seleção da Suíça em um dos confrontos das oitavas-de-final da Copa.

Reforçada por cinco jogadores austríacos, a Alemanha abriu o placar com Gauchel. A Suíça não desistiu e acabou empatando a partida através de Abegglen. Todos os dois gols do jogo haviam sido marcados na primeira etapa. O empate acabou persistindo durante todo o segundo tempo e também na prorrogação de 30 minutos o que forçou a realização de um jogo desempate.

No dia 9 de junho, no mesmo estádio Parc des Princes, Alemanha e Suíça voltavam a se enfrentar para decidir de vez a vaga para as quartas-de-final. E foi então que apareceu a grande surpresa.

A Alemanha até começou dominando o jogo na primeira etapa marcando dois gols através de Hohnemann (jogador que atuava pela Áustria) e por Loertscher (gol contra), da Suíça. Ainda no final do primeiro tempo, o atacante Wallaschek descontou para os suíços.

Já na segunda etapa, a primeira “queda” de Hitler. Com gols de Bickel e de Abbeglen (2), a Suíça acabou derrotando a Alemanha pelo placar de 4 a 2 e se classificou para a próxima fase.

 

 

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No dia 5 de junho, no estádio Meinau, Brasil e Polônia fizeram a partida mais acirrada das oitavas-de-final. No primeiro tempo, o Brasil mostrou sua carteira de identidade para a Polônia. Com gols de Leônidas da Silva, Romeu e Perácio, a seleção brasileira conseguiu 3 gols e só levou um gol da Polônia, através do jogador Scherfke, porque o zagueiro Domingos da Guia acabou cometendo um pênalti ao agarrar Wodarz.

Na segunda etapa, os poloneses encresparam o jogo. Com dois gols de Willimowski, a Polônia empatou antes dos 15 minutos. O Brasil parecia ter sentido os gols, mas aos 26 minutos, Perácio fez 4 a 3 para o Brasil. Quando tudo parecia liquidado, aos 44 minutos, Willimowski empatou a partida obrigando a realização de uma prorrogação.

Na prorrogação, aparecia em campo aquele que seria o artilheiro da Copa de 1938, Leônidas da Silva. Com dois gols no primeiro tempo da prorrogação, Leônidas fazia 6 a 4 para o Brasil. No segundo tempo da prorrogação, a Polônia ainda deu mais um susto marcando um gol através de Willimorwski e o negócio acabou ficando por aí mesmo. Final de jogo: Brasil 6 x 5 Polônia.

 

 

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No dia 5 de junho, no estádio Caveé Verte, Tchecoslováquia e Holanda faziam mais um duelo das oitavas-de-final. Depois do empate sem gols no tempo normal, a partida foi para a prorrogação. Depois de ter conseguido segurar os tchecos bravamente, a Holanda acabou sucumbindo no tempo-extra. Com gols de Kostalek, Nejedly e Zeman, os tchecos venceram o jogo pelo placar de 3 a 0, classificando-se para as quartas-de-final.

 

 

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No dia 5 de junho, no estádio Olympique Colombes, a França enfrentava a Bélgica pelas oitavas-de-final. Os atacantes franceses estavam afiados e no primeiro tempo acabaram marcando 2 a 0 com Veinante e Nicolas.

Na segunda etapa, a Bélgica até que tentou uma reação descontando com um gol marcado pelo atacante Isemborghs, porém, Nicolas, atacante da França, acabou aumentando a diferença para 3 a 1 e garantindo a vaga para os franceses.

 

 

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No dia 5 de junho, no estádio Auguste Delaune, Hungria e Índias Holandesas jogaram pelas oitavas-de-final. Sem nenhuma dificuldade, a Hungria aplicou uma goleada de 6 a 0 com gols de Kohut, Toldi, Sarosi (2) e Zsengeller (2), conquistando sua vaga para as quartas-de-final.

 

 

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No dia 5 de junho, nos estádio Chapou, Cuba e Romênia realizavam mais um duela das oitavas-de-final. A partida terminou empatada em 3 a 3 após os 90 minutos e a prorrogação forçando a realização do jogo desempate. Neste empate de 3 a 3, marcaram gols Socorro (2) e Magriña para Cuba e Bindera, Baratki e Dobai para a Romênia.

No dia 9 de junho, também no estádio Chapou, Cuba e Romênia jogaram a partida desempate para decidir a vaga nas quartas-de-final. A Romênia saiu na frente fazendo 1 a 0 através do jogador Dobai. Na segunda etapa, a surpresa. Com gols de Socorro e Magriña, a Cuba acabou virando o placar para 2 a 1 e se classificou para as quartas-de-final.

 

 

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No dia 5 de junho, no estádio Velodrome, a atual campeã Itália enfrentava a Noruega. No primeiro tempo de jogo, o atacante Ferraris abriu o placar para os italianos, mas, no segundo tempo, Brustad empatou para a Noruega e acabou levando o jogo para a prorrogação.

Logo no início da prorrogação, aos 4 minutos, o atacante Piola marcou o gol da Itália e o da classificação da Azurra. A Noruega até tentou esboçar uma reação, mas não adiantou. Placar final: Itália 2 x 1 Noruega.

 

 

 

As quartas-de-final

Pela primeira vez nas Copas, até então, a tabela já estava pronta com os confrontos definidos: Brasil x Tchecoslováquia, França x Itália, Hungria x Suíça e Suécia x Cuba formavam as quartas-de-final. Vamos conferir abaixou quem foram os classificados com os seus respectivos resultados.

 

 

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No dia 12 de junho, no estádio Parc Lescure, o Brasil entrava em campo para enfrentar a Tchecoslováquia, atual vice-campeã mundial. Em partida bastante equilibrada, o Brasil conseguiu terminar a primeira etapa na frente com um gol marcado pelo atacante Leônidas da Silva.

Na segunda etapa, a Tchecoslováquia conseguiu seu gol de empate através do atacante Nejedly. A partida persistiu empatada até o final dos 90 minutos e também na prorrogação, forçando a realização do jogo desempate.

No dia 14 de junho, também no estádio Parc Lescure, Brasil e Tchecoslováquia faziam o jogo desempate para decidir uma vaga nas semifinais. Os tchecos saíram na frente, ainda no primeiro tempo, com um gol do atacante Kopecky, porém, na segunda etapa, veio a virada brasileira. Aos 12 minutos, Leônidas da Silva empatava a partida para o Brasil e aos 17 minutos, Roberto fazia 2 a 1 que persistiu até o apito final do juiz. Era o Brasil nas semifinais da Copa, pela primeira vez na história.

 

 

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No dia12 de junho, no estádio Olympique Colombes, a atual campeã Itália enfrentava os donos da casa, a França, na disputa por uma vaga nas semifinais. A Itália, que normalmente atuava com a camisa azul, aproveitou que a França jogava com a camisa da mesma cor e preferiu usar uma camisa preta (em gesto da cor do regime fascista) para agradar o ditador italiano a Benito Mussolini.

A partida começou equilibrada. A Itália abriu o placar logo aos 9 minutos do primeiro tempo com Coloussi. Um minuto depois, a França empatou a partida com gol do atacante Heisserer. O primeiro tempo terminou assim, Itália 1 x 1 França.

Veio o segundo tempo e com ele uma Azurra arrasadora e com o atacante Piola numa tarde inspirada.

Aos 6 minutos, Piola fez 2 a 1 para a Itália e seria dele também o terceiro gol marcado aos 26 minutos, ampliando a vantagem para 3 a 1. O resultado ficou assim até o final da partida e a Itália estava classificada para as semifinais da Copa do Mundo.

 

 

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No dia 12 de junho, no estádio Victor Boucquey, Hungria e Suíça decidiam uma das vagas para a semifinal da Copa do Mundo. Desgastada por causa dos dois duelos contra a Alemanha, a Suíça não conseguiu resistir a forte seleção da Hungria que havia passado com facilidade pelas Índias Holandesas.

Com isso, os húngaros acabaram vencendo o jogo pelo placar de 2 a 0 com gols de Sarosi, no final do primeiro tempo e de Zsengeller no final da segunda etapa. Era a Hungria nas semifinais da Copa do Mundo.

 

 

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No dia 12 de junho, no estádio Fort Carré, Suécia e Cuba decidiam a última vaga para as semifinais da Copa.

Sem precisar jogar as oitavas-de-final devido a ausência da Áustria, a Suécia estava bem descansada para o confronto. Por outro lado, a seleção de Cuba estava esgotada do confronto de dois jogos que teve com a Romênia. Com isso, sem a menor dificuldade, a Suécia aplicou uma goleada de 8 a 0 na seleção de Cuba. Os gols foram marcados por Keller (2), Wetterström (3), Jonasson, Nyberg e Harry Anderson. A Suécia estava na semifinal da Copa do Mundo.

 

 

As semifinais

Quatro equipes lutando por duas vagas na grande decisão da Copa do Mundo de 1938. De um lado, Itália x Brasil, do outro, Hungria x Suécia. Veremos abaixo, como foram estes confrontos com os seus respectivos resultados e classificados para a grande final.

 

 

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No dia 16 de junho, no estádio Velodrome, Itália e Brasil se enfrentavam para decidir uma vaga na grande final.

Para este confronto, o Brasil já sabia que não iria contar com o grande artilheiro Leônidas da Silva (foto acima), sem condições de jogo, e também o atacante Tim.

Os jornais italianos (foto acima) anunciavam o grande duelo contra os brasileiros. A Itália, atual campeã, era a favorita. O Brasil, sem Leônidas da Silva, era uma incógnita.

Começou o jogo e a seleção brasileira estava bem diante dos italianos. No primeiro tempo, o placar não saiu do zero, o que mostrava bem o equilíbrio entre as duas equipes.

Na segunda etapa, a coisa ficou feia para o Brasil. Aos 6 minutos, o atacante Piola conseguiu vencer Domingos da Guia pela primeira vez no jogo e tocou para Colaussi. O atacante italiano chutou rasteiro, no cantinho, abrindo o placar.

O Brasil tentou correr atrás do empate, mas, aos 15 minutos, o juiz marcou um pênalti de Domingos da Guia no atacante Piola, da Itália. O capitão Meazza cobrou e marcou o segundo gol dos italianos. Resultado: Itália 2 x 0 Brasil (foto abaixo).

O jogo continuou sob domínio dos italianos até o final da etapa. O Brasil ainda conseguiu diminuir o placar através do atacante Romeu, mas infelizmente, era tarde demais e a Itália estava na final.

 

 

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No dia 16 de junho, no estádio Parc des Princes, Hungria e Suécia decidiam quem seria o adversário da Itália na final.

Por ter jogado apenas uma partida até então, a Suécia dava a impressão de que chegaria a grande final. Mas o que a partida mostrou, foi um resultado totalmente inverso. Com gols de Zsengeller (3), Tikos e Sarosi, a Hungria goleou os suecos pelo placar de 5 a 1. O gol de honra da Suécia foi marcado por Nyberg. A Hungria estava na final.

 

 

 

Decisão do terceiro lugar

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No dia 19 de junho, no estádio Parc Lescure, Brasil e Suécia decidiam o terceiro lugar da Copa do Mundo de 1938. Por ter sido realizado no mesmo dia e horário da grande final entre Itália e Hungria, o jogo não teve muita visibilidade. Pelo fato do Brasil estar na disputa de terceiro lugar, já colocava no seu retrospecto, a melhor participação em Copas do Mundo. Um quarto lugar talvez não fosse tão ruim, mas a seleção brasileira queria a terceira colocação.

Desta vez, contando com o retorno de Leônidas da Silva (foto acima), o Brasil tinha em quem depositar suas esperanças para ter sucesso no jogo. Contudo, o primeiro tempo da partida foi totalmente dominado pelos suecos que abriram dois gols de vantagem através de Jonasson e Nyberg. No finalzinho, o atacante Romeu diminuiu o placar para 2 a 1. Assim terminou a primeira etapa.

Na segunda etapa, o Brasil voltou com tudo e o artilheiro da Copa de 1938 apareceu. Leônidas da Silva (foto acima) marcou o gol de empate aos 18 minutos e o da virada, aos 29 minutos, sobre a Suécia. O Brasil fecharia a conta e garantiria o terceiro lugar com o gol marcado por Perácio aos 35 minutos. Final de jogo: Brasil 4 x 2 Suécia e a terceira colocação era nossa.

 

 

 

A grande final

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Disputada no mesmo dia da decisão do terceiro lugar, a grande final entre Itália e Hungria aconteceu no dia 19 de junho, às 17 horas, no estádio Olympique Colombes, em Paris, com a presença de 45 mil pessoas.

Muitas personalidades políticas e dirigentes da Fifa estavam presentes na grande final. Como na foto acima, o presidente da França, Albert Lebrun, e o presidente da Fifa, Jules Rimet, entraram em campo para cumprimentar os jogadores antes do início do jogo.

Realizado o sorteio para ver quem daria a saída de bola, os capitães Meazza, da Itália (à esquerda) e da Hungria, Sarosi (à direita), cumprimentam-se e dão início ao jogo.

A Itália mostrou à que veio logo aos 6 minutos do primeiro tempo. Depois de um cruzamento na área da Hungria, a defesa cortou mal e o atacante Colaussi pegou de primeiro mandando a bola no canto direito do goleiro Szabo. Itália 1 x 0 Hungria (foto abaixo).

Dois minutos depois, a Hungria, considerada o azarão da Copa, veio para cima dos italianos e acabou empatando o jogo. Sarosi cruzou a bola na área, Sas desviou de cabeça, e Tikos, no bico da pequena área, matou a bola no peito e bateu forte. Itália 1 x 1 Hungria (foto abaixo).

O jogo estava lá e cá, com a Itália dominando um pouco mais até que os italianos marcaram o segundo gol. Após o drible de Meazza sobre o jogador da Hungria, o capitão da seleção italiana tocou a bola para Piola, bem na marca do pênalti. O atacante dominou a bola e chutou forte no ângulo. Itália 2 x 1 Hungria (foto abaixo).

Após marcar o segundo gol, a Itália continuou atacando e, aos 35 minutos, ainda do primeiro tempo, veio o terceiro gol. Colaussi recebeu um lançamento de Meazza, invadiu a grande área, e na saída do goleiro tocou no canto esquerdo. Itália 3 x 1 Hungria (foto abaixo).

Já no segundo tempo, a partida parecia que iria terminar com o placar de 3 a 1 para a Itália, porém, ao 25 minutos, a Hungria resolveu colocar “fogo” no jogo. Após um contra-ataque, o atacante Tikos tocou a bola para Sarosi, que dentro da grande área chutou de primeira, marcando o segundo gol da Hungria. Itália 3 x 2 Hungria (foto abaixo).

O “fogo” que a seleção da Hungria tinha colocado no jogo, logo foi apagado pela Itália, aos 37 minutos. Recebendo um lançamento na linha de fundo pelo lado direito, Biavati cruzou para a área e Piola tocou no canto direito, fechando o placar. Itália 4 x 2 Hungria (foto abaixo).

Era a Itália conquistando o bi-campeonato da Copa do Mundo. O troféu foi dado ao capitão Meazza pelas mãos do presidente da França, Albert Lebrun (foto abaixo).

No retorno da seleção campeã à Itália, os jogadores foram recebidos por Benito Mussolini (foto abaixo).

 

 

 

A seleção bi-campeã, Itália

A seleção campeã da Itália na Copa de 1938 era formado por: Aldo Olivieri, Foni e Rava; Serantoni, Andreolo e Locatelli; Biavati, Meazza, Piola, Ferrari e Colaussi. O técnico era Vittorio Pozzo.

 

 

 

A seleção da Copa

Apesar da Fifa eleger Silvio Piola (foto acima) como o craque da Copa, o atacante brasileiro, Leônidas da Silva, foi quem encantou no mundial e muitos creditam o título de craque dele.

Discussões a parte, vamos conferir logo abaixo, qual foi a seleção da Copa do Mundo de 1938, seguindo o esquema mais usado da época, 2-3-5.

Goleiro: Planicka (Tchecoslováquia).

Zagueiros: Foni (Itália) e Mattler (França).

Meio-campistas: Domingos da Guia (Brasil), Andreollo (Itália) e Locatelli (Itália).

Atacantes: Zsengeller (Hungria), Leônidas da Silva (Brasil), Piola (Itália), Sarosi (Hungria) e Colaussi (Itália).

 

 

 

As curiosidades da Copa

Mais uma vez o Mussum nos traz as curiosidades. Com isso, confira logo abaixo o que de mais interessante aconteceu na Copa do Mundo de 1938.

 

Argentina desiste, volta atrás e desiste outra vez

Contrariados com a não escolha do país para sediar a Copa do Mundo de 1938, a Argentina acabou desistindo de participar da competição. Alguns meses depois, os argentinos mudaram de ideia e decidiram participar novamente das eliminatórias. Contudo, dias antes de realizarem uma partida pré-classificatória contra a seleção de Cuba, desistiram novamente, alegando solidariedade aos Uruguaios que mais uma vez não participaram por ainda estarem magoados pelos boicotes dos países europeus na Copa de 1930.

 

 

A meia lua da grande área

Esta foi a primeira Copa do Mundo em que a meia lua surgia à frente da grande área. Criada um ano antes, em 1937, a meia lua passou a existir com o objetivo de manter todos os jogadores a pelo menos 9,15 metros de distância da marca do pênalti, no momento da cobrança. Mais tarde, esta medida passaria a ser oficial em qualquer cobrança com bola parada, como por exemplo, as cobranças de faltas.

 

 

Nas ondas do rádio

Na voz de Gagliano Netto (foto acima), o Brasil pode escutar pela primeira vez a transmissão de uma partida de futebol da Copa do Mundo nas ondas do rádio. Através de linhas telefônicas intercontinentais, as transmissões conseguiam atravessar todo o Oceano Atlântico e chegar até aqui no Brasil, no qual, milhares de pessoas conseguiam ouvir a narração de Gagliano que estava na beira do gramado passando tudo o que rolava nas partidas. Na época, o narrador tinha que se virar para identificar o jogador que estava com a bola, pois eles não possuíam ainda números nas camisetas.

 

 

Presidente francês pagando mico

Na partida de abertura da Copa entre Alemanha e Suíça, o presidente da França, Albert Lebrun, pagou um mico antes do começo da partida. Quando ele foi dar o pontapé inicial, conseguiu errar o chute e arrancar um baita pedaço de grama, mal fazendo a bola se mover. Isso é o que da querer se meter onde não sabe, né?

 

 

Índias Holandesas, a atual Indonésia

As Índias Ocidentais Holandesas, onde, hoje, é o país da Indonésia, foi o primeiro país asiático a participar de uma Copa do Mundo. Japão e China estavam em guerra e por isso não participaram das eliminatórias para a Copa, o que deu chances para as Índias Holandesas se classificarem.

 

 

A estreante Cuba

Na década de 1930, Cuba tinha no poder um governo democrático e o futebol era o esporte número 1 no país. Com isso, os cubanos conseguiram se classificar para a Copa do Mundo, tornando-se o primeiro país da América Central a participar do evento.

 

 

O ferrolho suíço

Um pouco antes da Copa do Mundo, no ano de 1935, o técnico austríaco criou um sistema de jogo para a seleção da Suíça que foi apelidado de ferrolho suíço. Como ilustra a imagem acima, a tática funcionava na seguinte maneira: um zagueiro ficava posicionado mais atrás, fixo, protegido por mais três zagueiros na sua frente (na imagem são os números 2, 4 e 5) e mais um ou dois atacantes ajudando o meio (números 6 e 8). Com isso, um deles jogava mais atrás, enquanto o outro era o responsável pela ligação com o ataque. Este esquema acabou sendo inovador para a época, pois acabou surpreendendo muitos adversários, como por exemplo, a seleção da Alemanha nas oitavas-de-final.

 

 

Uma nova bola

A bola da Copa de 1938 trouxe uma inovação para a época. Ela deixou de possuir o “tiento” externo, que é uma tira de couro que amarrava, dentro do corpo da bola, o bico para poder enchê-la. Com isso, o calombo que se formava com este tiento e o bico, deixaram de existir e os jogadores não se machucavam mais ao tentarem cabecear a bola. Fabricado em Córdoba, na Argentina, em 1931, a bola chegou à Europa somente em 1937, sendo usada em todos os jogos do Mundial. Ela foi apelidada com o nome de “Superball”.

 

 

Um telegrama curto e grosso

A grande seleção da Itália de 1938, campeã nos Jogos Olímpicos de Berlim, na Alemanha, em 1936, era a grande favorita para a Copa do Mundo. Porém, o ditador italiano, Benito Mussolini (foto acima), enviou um telegrama de “apoio” para os jogadores e comissão técnica da Azurra, que dizia: “Vencer ou morrer”. O resultado deste telegrama foi a conquista do bi-campeonato de futebol.

 

 

Guerra Civil Espanhola tira país da Copa

A Espanha infelizmente não participou da Copa do Mundo de 1938 por causa da guerra civil que desencadeou no país e só terminaria em 1939, deixando mais de 1 milhão de mortos.

 

 

O menosprezo dos ingleses continua…

A Copa do Mundo já estava na sua terceira edição e a Inglaterra ainda continuava menosprezando a competição. Por este motivo de considerar o evento um torneio de segunda classe, os ingleses não participaram da Copa do Mundo.

 

 

 

Os números da Copa

A Copa do Mundo da França, em 1938, teve duração de 16 dias e seus jogos foram realizados em 10 estádios espalhados por 9 cidades-sede.

Ao todo, 15 seleções participaram. O total de partidas realizadas foram 18 para um público de 379.522 espectadores presentes nestes jogos.

A partida que contou com o maior público da competição foi entre França e Itália, no estádio Olympique Colombes, em Paris, que teve a presença de 59 mil pessoas. Já o menor público foi no primeiro jogo entre Romênia e Cuba, no estádio Chapou, em Toulouse, que teve a presença de 6.707 espectadores.

Com um total de 85 gols em 18 partidas realizadas na Copa, o brasileiro Leônidas da Silva (foto acima) foi o artilheiro com 7 gols marcados em 4 jogos.

Já o goleiro menos vazado da competição foi Frantisek Planicka (foto acima), da Tchecoslováquia, que levou 1 gol em 2 jogos.

Infelizmente não temos as imagens do jogo que marcou a maior goleada desta Copa que foi entre Suécia e Cuba terminada com o placar de 8 a 0 para os suecos.

 

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
– SITE: Federação Internacional das Associações de Futebol – www.fifa.com
– SITE: Confederação Brasileira de Futebol – www.cbf.com.br
– SITE: Storie di Cálcio – www.storiedicalcio.altervista.org/
– LIVRO: O guia dos curiosos: esportes / Marcelo Duarte. – 3ª ed. Atualizada. São Paulo: Panda Books, 2006.
– LIVRO: O Mundo das Copas: as curiosidades, os momentos históricos e os principais lances do maior espetáculo do esporte mundial / escrito e ilustrado por Lycio Vellozo Ribas. – São Paulo: Lua de Papel, 2010.

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