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Globetrotters: Os mágicos do basquete

Globetrotters: Os mágicos do basquete
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A história dos Globetrotters

Criado por Abe M. Saperstein (foto acima), o Harlem Globetrotters é o nome de uma equipe de basquete profissional norte-americana, constituída inicialmente apenas por jogadores negros.

A origem do time remonta a 1926 (foto acima) quando jogavam nas ruas já que a liga oficial ainda era proibida para atletas negros. Originalmente chamados de Savoy Big Five, acrescentaram “Harlem” (bairro negro de Nova Iorque) ao nome para enfatizar sua raiz na cultura negra.

Com o passar do tempo a equipe começou a jogar de um jeito diferente. Acertar a bola na cesta deixou de ser o único objetivo.

Os Globetrotters passaram a zombar dos adversários, abusando dos dribles e de jogadas inusitadas. Transformaram o jogo num verdadeiro show de comédia e basquete de alto nível, ganhando ares de espetáculo.

Mais tarde, tornaram-se mundialmente famosos, quando fizeram sua primeira turnê fora dos EUA, em 1952 (foto acima).

A partir daí, adotaram a música “Sweet Brown” como tema de apresentação em seus shows, além de terem feito dois filmes e virarem personagens de desenho animado (foto abaixo) entre as décadas de 1960 e 1970.

Até agora, já jogaram em 130 países ao redor do mundo, emocionando mais de 100 milhões de pessoas.

É um dos seis únicos times a fazer parte do Hall da Fama do Basquete (foto acima), sendo reconhecido por respeitadas publicações de esportes dos Estados Unidos.

O seu uniforme (foto acima) consiste em camisas azuis com estrelas vermelhas e brancas e calções listrados, nas cores vermelho e branco, representando a bandeira dos Estados Unidos.

Se o basquete é hoje um dos esportes mais populares dos Estados Unidos e tem adeptos ao redor do mundo, os Globetrotters é referência que incentivam crianças e adultos a tentarem sua primeira cesta.

Grandes jogadores como Michael Jordan e Magic Johnson já se declararam fãs incondicionais do time.

 

 

 

O quinteto atual do Globetrotters, posição por posição

Abaixo, veja quem são as estrelas do Globetrotters que fazem parte do quinteto atual.

 

1. Scooter

É o armador do time que veste a camisa número 16, dono da posição 1 na quadra. Baixinho perto dos outros jogadores, e com um domínio de bola impressionante. Não dá enterradas, mas aplica os dribles mais desconcertantes nos jogadores do Generals. Caminha de trás para frente, se arrasta no chão, faz de tudo sem deixar de quicar a bola.

 

 

2. Rocket

O ala-armador do Globetrotters, dono da camisa número 17, jogador da posição 2 em quadra. É ele quem fica sempre por perto de Scooter. Não que ele ajude na armação das jogadas, mas, geralmente, as trocas rápidas de passes do Globetrotters começam com Rocket recebendo a bola de Scooter e a lançando para mais alguém.

 

 

3. Special K

Não poderia ser diferente: o ala é o astro do time e veste a camisa número 21. Faz as moças suspirarem e é o grande motivo pelo quais os marmanjos compram seus ingressos. Não só por ser o cestinha, dar enterradas e fazer passes rápidos, mas, simplesmente, porque ele é o jogador da posição 3. Só ele tem um microfone no uniforme, e  é ele quem rouba bolsas e ganha beijos das meninas.

 

 

4. Cobra

A dupla de pivôs do Globetrotters tem funções quase idênticas. Na defesa, os tocos mais humilhantes são deles. No ataque aparece a grande diferença entre o ala-pivô e o pivô. Como joga na posição 4, Cobra, dono da camisa número 32, se movimenta, pega rebotes e, eventualmente, enterra.

 

 

5. Bam Bam

Dono da camisa número 23 e jogador da posição 5, este é o pivô clássico. Enquanto os outros quatro Trotters trocam passes atordoantes, colocando o Washington Generals na roda, Bam Bam fica parado. Às vezes, fazendo gracinhas. Mas aí alguém arremessa, ou passa para ele. O jogador simplesmente pula e enterra. É só isso o que ele faz enquanto está em quadra, pois cumpre exageradamente à risca a função do pivô, de ficar cravado embaixo do garrafão.

 

 

Hot Feet

Recentemente o grupo conta com um jogador brasileiro. Wilson de Melo, natural de Brasília (DF), foi eleito em um concurso e já acompanha a equipe em sua turnê pelo País. Wilson joga na posição de armador e terá o apelido de “Hot Feet”. Ele já convive com os astros, mas ainda não joga ao lado da equipe, pois antes passará por um treinamento nos Estados Unidos.

 

 

 

O eterno rival

O Washington Generals é o “saco de pancadas” dos Globetrotters. O time surgiu em 1952 em Atlantic City, por Louis Klotz, que era o dono, jogador e técnico do time.

Ao longo de sua história o time teve vários nomes como Boston Shamrocks, New Jersey Reds, Baltimore Rockets e Atlantic City Seagulls.

O time viaja com os Globetrotters e já está acostumado com o jeito cômico do oponente. A última vez que os Generals ganharam dos Globetrotters foi em 1971, em Martim, no Tennessee, nos Estados Unidos, com o placar de 100 a 99. A última cesta, que deu a vitória ao time de Washington, foi marcada no último segundo pelo próprio Klotz. Essa vitória inesperada interrompeu uma invencibilidade de 2.499 jogos dos Harlem.

O jogador dos Generals, Roy Kieval, contou que a plateia vaiava e xingava tanto que parecia que eles tinham “dado um soco no Papai Noel”.

Ser um General, no entanto, não é tão ruim assim. Eles viajam com os Globetrotters para todos os cantos do mundo e são vistos por milhares de pessoas. Vários jogadores acabam sendo convidados para jogar ou treinar times de ligas oficiais em outros países.

Os Generals jogam basquete de verdade. Se não ganham dos Globetrotters, eles têm um papel importantíssimo ao forçar o time do Globetrotters a jogar basquete sempre de alto nível.

 

 

*Texto produzido por Rogério Barbosa

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
– SITE: Site Oficial Globetrotters (Brasil) – www.harlemglobetrotters.com.br
– SITE: Site Oficial Globetrotters (EUA) – www.harlemglobetrotters.com

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