Copa do Mundo 1930: Uruguai

Copa do Mundo 1930: Uruguai
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Onde tudo começou

O embaixador uruguaio, Enrique Buero, sabendo das intenções da FIFA em realizar um torneio aberto, ofereceu o seu país para ser a sede do primeiro campeonato mundial entre seleções que fosse realizado. Um dos principais motivos alegados por Buero era a comemoração do centenário da independência nacional e também o fato da seleção uruguaia de futebol ter sido bicampeã com os títulos olímpicos de 1924 e 1928.

No dia 26 de maio de 1928, foi realizado um Congresso da Fifa, em Amsterdã, na Holanda, do qual, Jules Rimet propôs a organização de uma competição aberta para os selecionados de todas as entidades nacionais filiadas à Fifa. Na proposta que foi à votação, 23 votos foram favoráveis e três foram contrários.

No dia 8 de setembro de 1928, em Zurique, na Suíça, foi decidido que o torneio seria realizado de quatro em quatro anos, nos anos pares entre as Olimpíadas, com início em 1930.

Nos dias 17 e 18 de maio de 1929, no Congresso da Fifa, realizado em Barcelona, na Espanha, era dado o veredito final da escolha do país sede da primeira Copa do Mundo. O embaixador uruguaio, Enrique Buero, confirmou a candidatura do Uruguai que concorria contra os países europeus como a Espanha, Holanda, Hungria, Itália e Suécia. Buero apresentou junto com a candidatura do país, um plano estrutural completo que envolvia a construção de um estádio, pagamento de despesas, viagem e alimentação de todas as seleções.

A Fifa, encantada com o projeto, confirmava o Uruguai como país sede da Copa.

 

 

A ameaça de boicote

Com a frase “É uma viagem impraticável, tanto pela distância até Montevidéu como pelo prejuízo que os clubes vão ter se cederem os jogadores em pleno campeonato, em uma Liga recém-nascida”, do então técnico da seleção espanhola, José María Mateos e também pela contrariada Itália, que havia declaro boicote a Copa, ficava claro a insatisfação dos europeus na realização da Copa do Mundo em outro continente. A Itália não participou da Copa do Uruguai. Apenas dois países, dos sete que ajudaram a fundar a FIFA, foram à Copa.

Mesmo com a promessa uruguaia de bancar todas as despesas não ter agradado aos europeus, o Uruguai, chateado com a hipótese de sofrer um boicote, ameaçou desistir de ser o país sede além de abandonar a Fifa, caso isso acorresse. É aí que entra o grande presidente da entidade do futebol, Jules Rimet (foto acima), o idealizador da Copa do Mundo. Com grande prestígio, convenceu a França e a Bélgica a participarem do mundial. Além destes países, intercedeu na Romênia, que também confirmou sua presença junto com a Iugoslávia.

Estava tudo confirmado! O boicote à Copa do Mundo não havia mais perigo de acontecer e a sua realização era certa.

 

 

A bordo do Conte Verde, as seleções viajam rumo ao Uruguai

A bordo do navio italiano Conte Verde (foto acima), as seleções européias embarcaram rumo ao Uruguai, no dia 20 de junho de 1930.

O navio partiu da cidade de Gênova, na Itália, com a seleção da Romênia (foto acima) a bordo e seguiu pelo continente europeu para apanhar as demais seleções. A primeira parada foi em Villefrenche-Sur-Mer, na França, onde apanhou os jogadores franceses e a delegação da Fifa (foto abaixo).

A viagem continuou seguindo e o navio Conte Verde apanhou em Barcelona a delegação da Bélgica. Antes de chegar a montevidéu, o navio fez paradas em Lisboa, Ilha da Madeira, Ilhas Canárias e Rio de Janeiro, no dia 2 de julho, onde a seleção brasileira aproveitou a carona rumo ao Uruguai.

Durante a viagem, as delegações praticavam exercícios físicos, como a ginástica, no convés do navio, porém, em separados, pois desconfiavam uns dos outros. Na foto acima, a delegação francesa curte o momento da viagem no Conte Verde.

No dia 8 de julho, depois de 17 dias de viagem, o navio Conte Verde desembarcava em Montevidéu.

 

 

A seleção brasileira antes de ir à Copa

Devido a uma briga política entre paulistas e cariocas, a seleção brasileira foi para a Copa do Uruguai apenas com jogadores que atuavam no Rio de Janeiro. De um lado da briga, a CBD (Confederação Brasileira de Desportes), que era a entidade que cuidava de todos os esportes no país, na época, hoje extinta, dizia que a seleção deveria ter mais cariocas que paulistas. Em São Paulo, a Associação Paulista de Esportes Atléticos (Apea) dizia que a seleção deveria ter mais jogadores paulistas na seleção.

Discussões de um lado a outro, a CBD convocou apenas os jogadores que atuavam no Rio de Janeiro. O estado carioca era, portanto, o Brasil na Copa, enquanto os paulistas eram anti-Brasil.

Uma pena para a nossa seleção ter ocorrido esta briga, pois tinham em São Paulo, jogadores de destaque como também em outros estados, como é o caso do goleiro Lara (foto abaixo), do Grêmio, que em 15 anos defendendo o clube, havia levado apenas um gol.

Outros desfalques importantes foram as ausências dos atacantes paulista Friedenreich e Feitiço, que foi artilheiro do campeonato paulista em 1928 e 1929, com 37 gols em 26 jogos.

Com isso, os jogadores que atuavam no Rio de Janeiro convocados para irem a Copa do Mundo pela seleção brasileira foram:

– Goleiros: Joel (América RJ) e Velloso (Fluminense).

– Defensores: Fernando (Fluminense), Brilhante (Vasco), Itália (Vasco), Zé Luiz (São Cristóvão) e Oscarino (Ypiranga-RJ).

– Meio-campistas: Ivan Mariz (Fluminense), Fortes (Fluminense), Pamplona (Botafogo), Fausto (Vasco), Benevenuto (Flamengo) e Hermógenes (América-RJ).

– Atacantes: Preguinho (Fluminense), Nilo (Botafogo), Benedicto (Botafogo), Carvalho Leite (Botafogo), Russinho (Vasco), Theóphilo (São Cristóvão), Moderato (Flamengo), Poly (Americano), Manoelzinho (Goytacaz) e Araken (Flamengo).

 

 

Os estádios da Copa

Os três estádios usados para a Copa do Mundo foram: Estádio Centenário (foto acima), Estádio Pocitos e Parque Central.

Como mostra a foto de abertura, o estádio Centenário, batizado com este nome em homenagem aos cem anos da independência do Uruguai, foi erguido no Parque José Battle y Ordenez. Inicialmente, o projeto do estádio seria para acomodar 102 mil pessoas. Porém, o estádio foi construído com capacidade para 70 mil lugares, o que já era o bastante. O estádio Centenário foi declarado, em 1983, pela FIFA, como um “monumento ao futebol mundial”.

Já o modesto estádio Pocitos tinha capacidade para 8 mil lugares. Foi demolido logo após a Copa do Mundo e o que sobrou foi a imagem acima onde foi construído um monumento (foto acima) em homenagem ao primeiro gol marcado em uma Copa do Mundo. Neste caso, este monumento representa as traves da antiga goleira que ficava bem no local em que hoje é encontrado este monumento.

O Parque Central, casa do clube Nacional do Uruguai, também foi palco da Copa do Mundo. O estádio tem capacidade para 15 mil lugares.

 

 

Os países classificados para a Copa

Abaixo, seguem as seleções que participaram da Copa do Mundo no Uruguai.

Argentina

 

França

 

Chile

 

México

 

Brasil

 

Iugoslávia

 

Bolívia

 

Uruguai

 

Romênia

 

Peru

 

Estados Unidos

 

Bélgica

 

Paraguai

 

 

 

A taça da Copa

A taça da Copa do Uruguai foi criada pelo escultor francês Abel Lafleur. Originalmente chamada de “Vitória das Asas de Ouro”, tinha 30 centímetros de altura e pesava 4 kg, sendo 1,8 kg só de ouro maciço. O escultor Lafleur levou sete meses na confecção da peça. Depois de 1930, a taça levaria o nome de Jules Rimet, homem idealizador da Copa do Mundo.

 

 

Com vocês, a protagonista da Copa. A BOLA!

A bola usada na Copa do Mundo tinha de 12 a 18 gomos compridos em couro marrom, costurados à mão, com uma abertura atada com tiras de couro cru. Dentro da bola havia uma câmara de borracha, com um bico. Este bico, quando não era usado para encher a bola, ficava dobrado entre a câmara e a parte externa e fechado com as tiras de couro. Este bico acabava criando um calombo, no qual, influenciava a trajetória da bola e machucava a cabeça dos jogadores. Alguns chegavam a usar um gorro forrado com jornal por dentro para poderem cabecear a bola sem abrir um rombo em suas cabeças.

 

 

O regulamento da Copa

As seleções classificadas foram divididas em quatro grupos encabeçados por Argentina, Uruguai, Brasil e Estados Unidos. O sorteio das chaves ocorreu no dia 7 de julho e foi dirigido para que dois países europeus e três sul-americanos caíssem na mesma chave. Um dos grupos teria obrigatoriamente quatro equipes enquanto os outros três grupos teriam três equipes cada. Dentre cada chave, todos jogavam entre si. O time que somasse mais pontos (dois para vitória e um para empate) estava classificado às semifinais. Em caso de igualdade nos critérios, o desempate seria no goal average (divisão dos gols marcados pelos gols sofridos).

 

 

A abertura da Copa e a fase de grupos

No dia 13 de julho de 1930, era realizada a abertura (foto acima) da Copa do Mundo. Treze seleções e um objetivo. A disputa do primeiro título mundial.

No dia 14 de julho, um dia após a festa de abertura da Copa, começavam a fase de grupos.

Veja abaixo quais eram estes grupos com os seus respectivos jogos, resultados e classificados para as semifinais da competição.

 

Grupo A

O grupo A era o único com quatro equipes. Argentina, França, Chile e México eram as seleções.

No dia 13 de julho de 1930, era realizada a primeira partida entre França e México. A seleção francesa venceu pelo placar de 4 a 1.

No dia 15 de julho, a França voltava a campo, desta vez para enfrentar a Argentina. Os hermanos venceram o jogo pelo placar de 1 a 0.

No dia 16 de julho, Chile e México jogaram e a vitória foi dos chilenos pelo placar de 3 a 0.

No dia 19 de julho, o Chile voltava a campo e o adversário era a França. Mais uma vitória chilena por 1 a 0. No mesmo dia, a Argentina jogava contra o México e venceu pelo placar de 6 a 3.

O último jogo da chave entre Argentina e Chile, realizada no dia 22 de julho, decidiria o vencedor deste grupo. A Argentina venceu o Chile pelo placar de 3 a 1 e se classificou para as semifinais da Copa.

 

 

Grupo B

 

O grupo B era formado por três equipes. O Brasil, a Iugoslávia e a Bolívia. Infelizmente, pelos problemas políticos que o Brasil enfrentou trazendo apenas jogadores cariocas para a Copa, acabamos não indo bem.

No dia 14 de julho, era o nosso primeiro desafio. O adversário era a Iugoslávia. Perdemos o jogo por 2 a 1.

No dia 17 de julho, a Iugoslávia voltava a campo, desta vez para enfrentar a Bolívia. O resultado foi mais uma vitória da Iugoslávia pela placar de 4 a 0.

No dia 20 de julho, o Brasil entrava em campo apenas para cumprir tabela. Venceu a Bolívia por 4 a 0 e deu adeus a Copa.

 

 

Grupo C

 

O grupo C também era formado por três equipes. Além dos donos da casa, o Uruguai, completavam o grupo a Romênia e o Peru.

No dia 14 de julho, enfrentaram-se Romênia e Peru no estádio Pocitos. A partida foi vencida pelos romenos por 3 a 1 e o público presente neste jogo foi o menor da história de todas as Copas. Apenas 300 pessoas estiveram presentes.

No dia 18 de julho, o Uruguai fez sua estréia contra o Peru vencendo a partida pelo placar de 1 a 0.

No dia 27 de julho, o Uruguai voltava a campo para enfrentar a Romênia. A partida era decisiva para ver quem passaria para a próxima fase. O Uruguai, sem muito esforço, goleou a Romênia pelo placar de 4 a 0 e se classificou para as semifinais.

 

 

Grupo D

 

O grupo D era formado por três seleções, assim como os grupos B e C. O Paraguai, os Estados Unidos e a Bélgica eram as seleções deste grupo.

No dia 13 de julho, os Estados Unidos enfrentaram a Bélgica, no estádio Parque Central e venceram pelo placar de 3 a 0.

No dia 17 de julho, os Estados Unidos jogaram novamente, porém, o adversário era o Paraguai. Vitória de 3 a 0 dos Estados Unidos.

No dia 20 de julho, Paraguai em Bélgica jogaram apenas com um único objetivo: cumprir tabela. O Paraguai venceu a Bélgica pelo placar de 1 a 0.

Os Estados Unidos, por terem vencido seus dois jogos, se classificaram para as semifinais.

 

 

As semifinais

Os confrontos das semifinais da Copa do Mundo do Uruguai foram através de um sorteio. Os favoritos, Uruguai e Argentina, deram muita sorte. Os uruguaios pegaram a Iugoslávia em uma das semifinais, enquanto os argentinos pegaram os Estados Unidos na outra.

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A partida entre Argentina e Estados Unidos foi realizada no dia 26 de julho, às 14h45, no estádio Centenário. Os hermanos não tiveram nenhuma pena dos norte-americanos. Aplicaram uma goleada de 6 a 1, com gols de Monti, Scopelli, Stabile (2), Peucelle (2). Os norte-americanos marcaram o gol de honra com Brown.

Enfim, Argentina já estava garantida na final apenas aguardando o confronto entre Uruguai e Iugoslávia que aconteceria no dia seguinte.

   VS  

A outra semifinal entre os donos da casa e a Iugoslávia, foi realizada no dia 27 de julho, às 14h45, no estádio Centenário. Com um público de 78 mil pessoas presentes, a partida começou com os europeus jogando melhor, tanto que, aos 4 minutos do primeiro tempo, a Iugoslávia abriu o placar com Sekulic. Os uruguaios, porém, reagiram e acabaram virando a partida. Resultado final: Uruguai 6 x 1 Iugoslávia. Os gols uruguaios foram marcados por Cea (3), Anselmo (2) e Iriarte. Agora a grande final da Copa seria entre uruguaios e argentinos e apenas um deles sairia campeão.

 

 

A grande final

No dia 30 de julho de 1930, às 14 horas, era realizada no estádio Centenário, a partida da grande final da Copa do Mundo. Em campo, dois Sul-Americanos, Uruguai e Argentina. Em jogo, apenas um troféu que só um deles poderia levar para casa após o apito final dos 90 minutos. Vejamos como foi esta partida que teve como grande campeão, o Uruguai.

   VS  

Com um grande público de 70 mil espectadores, Uruguai e Argentina promoveram um espetáculo digno de uma grande final.

Os argentinos procuravam uma revanche diante dos uruguaios, pois haviam perdido a medalha de ouro para eles nos Jogos Olímpicos de 1928, na Holanda. Pela proximidade entre os dois países, 30 mil argentinos invadiram o estádio Centenário, deixando praticamente o mesmo número de torcedores uruguaios.

A partida começou e quem abriu o placar foi o Uruguai. Aos 12 minutos do primeiro tempo, o jogador Cea conduziu a bola pelo meio da área e tocou para Manco Castro. Este rolou a bola para Dorado, na ponta direita que mesmo sem ângulo para o chute, conseguiu bater pro gol colocando a bola entre as pernas do goleiro Botasso. Uruguai 1 x 0 Argentina (foto abaixo).

Os argentinos não se abateram com o gol sofrido e logo partiram em busca do empate. Aos 20 minutos do primeiro tempo, o jogador Ferreira recebeu a bola dentro da área e tocou de primeira para Peucelle, que livre, driblou o zagueiro uruguaio Gestido e chutou forte, vencendo o goleiro Ballestros, empatando o jogo. Uruguai 1 x 1 Argentina (foto abaixo).

A partida continuava a mil por hora e os argentinos continuavam atacando. Aos 37 minutos, ainda pela primeira etapa, Monti lançou uma bola para a área uruguaia e encontrando o artilheiro da Copa, Stábile que ganhou na corrida dos zagueiros uruguaios e tocou na saída do goleiro. Virada argentina. Uruguai 1 x 2 Argentina (foto abaixo).

O primeiro tempo havia terminado e os uruguaios estavam preocupados. Restavam apenas 45 minutos e alguma atitude deveria ser tomada para que a taça não saísse do país.

Começa o segundo tempo e a atitude aparece aos 12 minutos.

O jogador Scarone recebeu a bola entre a marcação argentina e rolou para Cea, que, de carrinho, tocou para o fundo da rede empatando a partida. Uruguai 2 x 2 Argentina (foto abaixo).

A pressão Uruguaia não parava por aí e o gol da virada veio aos 23 minutos da segunda etapa. O atacante Iriarte recebeu a bola e arriscou um chute da intermediária. A bola foi como um míssil no gol de Botasso e entrou na gaveta. Virada uruguaia. Uruguai 3 x 2 Argentina (foto abaixo).

A partida estava se encaminhando para o final. Os argentinos buscavam o empate acuando os uruguaios no seu campo de defesa. Teve até uma bola na trave do gol do Uruguai. Quando um empate parecia quase certo, veio a surpresa.

Aos 44 minutos, Dorado recebeu a bola perto do bico da grande área e cruzou. O jogador Castro subiu mais alto que os zagueiros argentinos Della e Torre e cabeceou por cima do goleiro Botasso. Era o gol do título e o herói Manco Castro, como era chamado, não tinha um dos braços. “Manco”, em espanhol, significa maneta em português. Agora era só esperar pelo apito final do juiz para fechar a conta e passar a régua e ficar com a taça de campeão mundial. Uruguai 4 x 2 Argentina (foto abaixo).

O Uruguai era o primeiro campeão mundial de futebol.

Não houve cerimônia de encerramento nesta Copa do Mundo. O troféu foi entregue somente no vestiário pelo presindete da Fifa, Jules Rimet, ao presidente da Associação Uruguaia de Futebol, Raúl Rude (foto abaixo).

Um dia após o encerramento da Copa do Mundo, o governo uruguaio da época, deu a cada jogador, uma casa como prêmio. Além disso, decretou feriado nacional. Neste mesmo dia, os jogadores titulares da partida, receberam de Abel Lafreur, o mesmo escultor da taça, as medalhas de ouro.

 

 

A seleção campeã, o Uruguai

A seleção campeã que jogou a final da Copa tinha: Ballesteros, Nasazzi e Mascheroni, Andrade, Fernández e Gestido, Dorado, Scarone, Castro, Cea e Iriante. O técnico era Alberto Supicci.

 

 

A seleção da Copa

No esquema mais usado na época, 2-3-5, abaixo veremos qual foi a seleção da Copa do Mundo de 1930.

– Goleiro: Thépot (França).

– Zagueiros: Ivkovic (Iugoslávia) e Nasazzi (Uruguai).

– Meias: Andrade (Uruguai) (foto acima), Fausto (Brasil) e Monti (Argentina).

– Atacantes: Scarone (Uruguai), Castro (Uruguai), Stabile (Argentina), Cea (Uruguai) e Ferreira (Argentina).

 

 

As curiosidades da Copa

Por ser a primeira Copa do Mundo da história, não é estranho que fatos inéditos tenham ocorrido nesta competição.

Com isso, veremos logo abaixo, o que de mais curioso aconteceu na Copa do Mundo do Uruguai, em 1930.

 

 

O primeiro gol das Copas

O primeiro gol da história das Copas foi marcado pelo francês, Lucien Laurent (foto acima), aos 19 minutos do primeiro tempo, na vitória da França, por 4 a 1, sobre o México.

 

 

O primeiro gol contra das Copas

O zagueiro mexicano Manuel Rosas foi o primeiro jogador na história das Copas que teve a infelicidade de marcar um gol contra. Foi o segundo gol na derrota para Chile por 3 a 0.

 

 

O primeiro jogador que saiu por contusão

Foi justamente o goleiro menos vazado da competição, o francês, Alex Thepot (foto acima), na partida contra o México, o primeiro jogador a sair lesionado de campo. Contudo, Thepot retornou na partida seguinte.

Já a primeira lesão grave, aconteceu com o romeno Steiner, na vitória de sua seleção sobre o Peru pelo placar de 3 a 1.

 

 

Não tem como voltar pro jogo? Joga então  com o que tem em campo!

Na Copa do Mundo de 1930, se um jogador da equipe sofresse algum tipo de lesão e não pudesse mais retornar pro jogo, a equipe não podia repor este jogador, pois na época, não era permitida a substituição.

 

 

O primeiro gol de pênalti

Os deuses do futebol abençoaram o mexicano Manuel Rosas. Além de entrar para a história como o primeiro jogador a marcar um gol contra em Copas do Mundo, foi também ele o responsável por marcar o primeiro gol de pênalti. Pena que a seleção mexicana perdeu por 6 a 3 para a Argentina.

 

 

A primeira expulsão

O jogador do Peru, Galindo, recebeu o primeiro cartão vermelho das Copas, aos 10 minutos do segundo tempo, na partida de sua seleção contra a Romênia. Os árbitros na época, ao contrário da foto acima, não tinham o cartão vermelho (criado apenas em 1968), porém, tinham plena autoridade para expulsar um jogador em caso de agressão ou entrada violenta. A única diferença, é que a expulsão durava apenas para a partida em que estava sendo realizada, tanto que, Galindo participou normalmente na partida seguinte pelo Peru.

 

 

Treinador que apita também?

Pois é! Cada coisa que acontecia antigamente no futebol profissional, que na verdade, acontecem até hoje nas peladas do futebol varzeano.

O treinador da seleção da Bolívia, Ulises Saucedo, era também árbitro na Copa de 1930. Saucedo foi o árbitro na partida entre Argentina e México, vencida pelos argentinos pelo placar de 6 a 3.

 

 

Preguinho, o primeiro a marcar pelo Brasil

João Coelho Neto, mais conhecido como Preguinho, foi o primeiro jogador a marcar um gol para a seleção brasileira em Copas do Mundo. Foi na derrota de 2 a 1 para a Iugoslávia pela fase de grupos. Ele era filho do escritor, Coelho Neto.

 

 

Os números da Copa do Mundo

A Copa do Mundo do Uruguai teve uma duração de 18 dias, com as partidas sendo realizadas em três estádios.

Ao todo, 13 países participaram da Copa, realizando entre elas, 18 jogos que contaram com um público total de 435.500 pessoas. O jogo que teve o maior público foi nas semifinais entre Uruguai e Iugoslávia, que contou com 78 mil espectadores. Já o menor público, foi na partida entre Romênia e Peru, que teve apenas a presença de 300 espectadores.

O melhor ataque da competição foi da Argentina com 18 gols, sendo 8 deles marcados por Guilhermo Stabile (foto acima), que terminou como artilheiro da Copa.

O goleiro menos vazado foi Alex Thepot, da França, que sofreu 2 gols em 3 jogos.

A maior goleada da Copa ocorreu em duas partidas, uma na vitória da Argentina, por 6 a 1, contra a Iugoslávia e também entre Uruguai e Estados Unidos que teve vitória dos uruguaios pelo mesmo placar.

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
– SITE: Federação Internacional das Associações de Futebol – www.fifa.com
– SITE: Confederação Brasileira de Futebol – www.cbf.com.br
– SITE: Storie di Cálcio – www.storiedicalcio.altervista.org/
– LIVRO: O guia dos curiosos: esportes / Marcelo Duarte. – 3ª ed. Atualizada. São Paulo: Panda Books, 2006.
– LIVRO: O Mundo das Copas: as curiosidades, os momentos históricos e os principais lances do maior espetáculo do esporte mundial / escrito e ilustrado por Lycio Vellozo Ribas. – São Paulo: Lua de Papel, 2010.

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