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Histórias e Regras do Skeleton

Histórias e Regras do Skeleton
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Um passeio pela história do “esqueleto”

Calma, o título acima traz apenas a tradução de Skeleton que significa esqueleto em potuguês. Este esporte de inverno surgiu por volta do ano de 1880, em St. Moritz, na Suíça, através de uma modalidade praticada na época chamada de Cresta (foto abaixo).

A origem do nome skeleton, veio de um inglês chamado Mr. Child, que em 1882, apresentou um novo trenó para seus amigos que o acharam parecido com a forma de um esqueleto, daí o nome Skeleton (esqueleto). Outra versão do nome deste esporte, é que o skeleton veio da palavra alemã “schlitten” que significa trenó.

Em 1905 (foto acima), o Skeleton foi praticado pela primeira vez fora da Suíça e, um ano depois, foi realizado o primeiro campeonato austríaco.

Em 1923, a Federação Internacional de Bobsled e Skeleton (FIBT) foi fundada. Pouco tempo depois, em 1926, o Comitê Olímpico Internacional (COI), declarou o bobsled e o skeleton como modalidades olímpicas.

Em 1928, nos Jogos Olímpicos da Suíça (foto acima), o Skeleton fazia a sua estréia e o primeiro atleta a conquistar uma medalha de ouro nesta modalidade foi o norte-americano Jennison Heaton. Seu irmão mais novo, John Heaton, foi o vice-campeão. Depois desta edição, o skeleton ficou fora durante 20 anos dos Jogos Olímpicos por não ter atletas suficientes para competir.

Após os 20 anos sem participar das Olimpíadas de Inverno, o skeleton voltou nos Jogos de 1948. Treze atletas de cinco países participaram. Os destaques da competição foram o italiano Nino Bibbia (foto acima), que conquistou a medalha de ouro e o norte-americano John Heaton, que ficou com a medalha de prata. Pena que mais uma vez, após a edição desta Olimpíada, o Skeleton ficava de fora mais uma vez dos Jogos e retornaria a uma Olimpíada somente em 2002, nos Jogos Olímpicos de Salt Lake City, nos Estados Unidos de onde nunca mais saiu, até então.

Antes de retornar aos Jogos Olímpicos de Inverno em 2002, no período em que esteve fora deste evento, o esporte passou por algumas transformações. Algumas delas ocorreram em 1970, com a criação de um novo trenó e também mudanças nas regras para dar mais equilíbrio a modalidade.

Já na década de 1990, o skeleton cresceu, o que acabou gerando competições internacionais como o Campeonato Mundial, que atualmente, conta com mais de 30 países participantes e filiados a Federação Internacional. Além do Campeonato Mundial, outras competições como a Copa da Europa, Copa da América, Copa Challenge e a Copa Mundial, que é um nível abaixo do Campeonato Mundial, fecham as competições existentes neste esporte.

 

 

A pista

Antigamente, as corridas de skeleton ocorriam em pistas de gelo natural. Hoje o esporte tem suas competições em pistas artificiais. A única pista no mundo de gelo natural que ainda realiza competições é em St. Moritz (foto acima), na Suíça, que é uma das etapas do Campeonato Mundial.

A medida oficial da pista de competição do skeleton, seja ela artificial (foto acima) ou natural, é de 1.500 metros de comprimento, tendo ao longo de seu percurso, de 15 a 19 curvas inclinadas.

 

 

Os equipamentos

Por se tratar de um esporte perigoso, o esporte exige que o atleta use os seguintes equipamentos, como ilustra a figura acima: capacete de skeleton, uniforme de competição (feito de material elástico e resistente), sapatilha (que servem para controlar pontos, para a tração no gelo), óculos de proteção ou protetores faciais. Como equipamentos opcionais estão a cotoveleira, a ombreira e a joelheira.

 

 

O trenó

Com comprimento máximo de 1,2 metros, o skeleton tem peso entre 33 e 43 quilos. Pode atingir velocidades entre 120 e 135 km/h, o que aplica uma força gravitacional de 4 G’s.

Feito com fibra de vidro e montado em um chassi de aço, o trenó corre em dois corredores de aço polido (foto acima). No trenó não há freios, ou seja, o atleta e o trenó só irão parar no final da pista onde são colocadas almofadas de espuma que auxiliam na frenagem.

Para colocar todos os concorrentes em pé de igualdade, os trenós são padronizados de acordo com as especificações estabelecidas pela Federação Internacional (FIBT).

 

 

As regras básicas das competições

O Skeleton possui a modalidade simples (single) tanto para homens quanto para mulheres. Abaixo, confiram as regras básicas deste esporte em competições.

 

A largada

Na largada, o atleta corre cerca de 50 metros antes de deitar-se de peito no trenó para a descida. Este percurso até ele se deitar leva cerca de 6 segundos e o trenó é embalado a uma velocidade de 40 km/h. Após isto, o atleta deita-se no trenó de peito e começa a realizar a descida. Para correr no gelo em alta velocidade, os atletas utilizam sapatilhas especiais que possuem cerca de 600 agulhas (como no bobsled) que perfuram o gelo, dando tração e equilíbrio aos atletas.

 

 

O piloto

O piloto controla o trenó do Skeleton através de movimentos suaves entre os joelhos, tronco e cabeça. Para ter uma boa pilotagem, o atleta deve ter bons reflexos e boa memorização do layout da pista.

 

 

Tempo na descida

O tempo de uma descida na competição de Skeleton, dura entre 50 e 60 segundos, dependendo da pista, onde os trenós alcançam a velocidade máxima de até 135 km/h.

 

 

A chegada

Assim que cruza a linha de chegada, o atleta freia o trenó com o auxílio dos pés e das mãos. Além disso, são colocadas na pista, almofadas para auxiliar na frenagem.

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
– LIVRO: The Sports Book, Ray Stubbs, Editora Dorling Kindersley.
– SITE: Confederação Brasileira de Desportos no Gelo – http://www.cbdg.org.br/
– SITE: Federação Internacional de Bobsled e Skeleton – http://www.fibt.com/

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