Os Símbolos Olímpicos

Os Símbolos Olímpicos
0
0

A crença Olímpica

“O mais importante nos Jogos Olímpicos não é vencer, mas participar; como a coisa mais importante na vida não é triunfar, mas lutar. O essencial não é conquistar, mas ter lutado bem”. Esta foi a frase atribuída ao Barão de Coubertin, por representar a essência do espírito esportivo, porém, ela foi na verdade proferida pelo bispo Ethelbert Talbot (foto acima), da Pensylvânia, durante um serviço religioso na Catedral de São Paulo, na cidade de Londres, na Inglaterra, em 1908 e adotado pelo Barão a partir daí.

O conceito adotado através da frase de Talbot era totalmente o contrário dos Jogos da Antiguidade, no qual a vitória era tudo e conquistar o esperado.

 

 

O Lema Olímpico “Citius, Altius et Fortius”

O famoso lema em latim “citius, altius et Fortius”, significa em português, “mais rápido, mais alto e mais forte”, criado por Henri Didon (foto abaixo), um dominicano naturalizado francês, importante pedagogo e amigo do Barão de Coubertin. O lema foi adotado desde a primeira edição realizada em Atenas, na Grécia, em 1896.

É um lema considerado um sinônimo do espírito olímpico, pois define a ânsia do ser humano pela superação de limites através da prática desportiva.

 

 

O Hino Olímpico

O hino olímpico teve sua letra criada pelo grego Costis Palamas e a música de Spirou Samara. Foi executado no dia 25 de março de 1896, durante a cerimônia de abertura da primeira Olimpíada, em 1896, em Atenas, na Grécia, por um grupo grego de músicos filarmônicos. Em 1958, o Hino foi adotado oficialmente pelo Comitê Olímpico Internacional.

Abaixo, conheça o Hino Olímpico:

 

“Espirito imortal da Antiguidade,
Criador augusto da verdade, beleza e bondade,
Desça aqui, apresente-se, irradie sua luz sobre nós,
Por sobre este campo e debaixo deste céu
Que primeiro testemunharam sua fama imperecível.

Traga vida e entusiasmo para estes nobres jogos!
Atire coroas de flores com frescor eterno aos vitoriosos
Da corrida e da luta
E crie em nossos peitos corações de aço!

Em sua luz, planícies, montanhas e mares
Brilham em matizes rosados e formam um vasto templo
No qual as multidões de todas as nações vão adorá-lo
Oh! Espírito imortal da Antiguidade.”

 

 

A Pira e o Fogo Olímpico

O fogo, ou a chama olímpica, é um símbolo sagrado desde os tempos da pré-história. Para os antigos gregos, representava a criação do mundo e sua renovação. Também era o símbolo de Deus Vulcano e considerado um presente para os humanos de Prometeu, que o havia roubado de Zeus.

No centro de cada cidade-estado grega havia um altar com uma chama que nunca se apagava, em homenagem à deusa Hestia ou Vesta, protetora da família.

A pira olímpica queimou pela primeira vez nos Jogos de Amsterdã, na Holanda em 1928 e depois em Los Angeles, nos Estados Unidos, em 1932. Neste caso o fogo foi aceso nas cidades-sedes.

O primeiro revezamento da tocha olímpica da Era Moderna foi idealizado pelo doutor alemão Carl Diem (foto acima), com o ritual de acendimento da tocha em Olímpia criado pelos gregos loannis Ketseas, Alexandros Philadelpheas e Koula Prastsika. Foi aprovado pelo Comitê Olímpico Internacional, em 1934, por sugestão de Theodore Lewald, presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Berlim.

O ritual do revezamento começa sempre com um corredor grego, que recebe a tocha acesa de uma jovem vestida com uma túnica branca, representando as antigas sacerdotisas gregas (foto acima). O fogo olímpico é aceso através dos raios de sol com a ajuda de uma lente na superfície côncava, fazendo com que estes raios se unam em um único ponto.

O percurso deve ser feito, quando possível, por terra. O último atleta, aquele que vai acender a pira, precisa ser do país organizador.

A pira fica acesa até o encerramento dos Jogos.

 

 

A cerimônia de abertura e o juramento

Até os Jogos Olímpicos de Londres, em 1908, os atletas entravam e saíam do estádio de maneira desorganizada. Porém, nesta Olimpíada realizada na Inglaterra, eles desfilaram pela primeira vez da meneira que hoje conhecemos.

A delegação que abre a cerimônia é sempre a da Grécia, seguida pelos outros países, por ordem alfabética, no idioma oficial do país-sede.

Cada país escolhe um atleta para conduzir a bandeira nacional à frente da delegação.

O juramento olímpico começou quando os gregos faziam uma oração no templo de Zeus para que as competições fossem justas.

Atualmente, os atletas prometem em juramento, honra, boa vontade e esportividade. Com o objetivo de diminuir sentimentos nacionalistas, em 1920, nos Jogos Olímpicos da Antuérpia, na Bélgica, a expressão “honrar nosso país” foi trocada por “honrar nossa equipe”.

Atletas e juízes fazem o juramento segurando a bandeira Olímpica.

 

 

Cerimônia de Premiação

Nos Jogos da Antiguidade, o primeiro colocado recebia como premiação uma coroa de louros com folhas de oliveira (árvore considerada sagrada na Grécia), que significava a mais alta honra para o atleta. Era equivalente a uma medalha de ouro olímpica atual. Além desta premiação, era celebrado um banquete no salão de festas de Olímpia para homenageá-lo.

Em 1896 (foto acima), na primeira edição das Olimpíadas da Era Moderna, em Atenas, os vencedores recebiam uma medalha de prata, pois naquela época o ouro era associado ao comércio, o que não tinha lugar nos ideais olímpicos. Recebia também um diploma e uma coroa de louros. Os segundos colocados recebiam como premiação uma medalha de bronze, um diploma e também uma coroa de louros. Os terceiros colocados recebiam apenas um diploma, assim como todos os outros.

Em 1900, nos Jogos Olímpicos de Paris, na França, apenas o primeiro colocado recebia premiação.

Em 1908, nos Jogos de Londres, na Inglaterra, o primeiro colocado passou a receber uma medalha banhada a ouro. O segundo recebia uma medalha de prata e o terceiro colocado ganhava o bronze.

Em 1932, os organizadores introduziram o pódio para os três primeiros classificados, com direito a hino e bandeira para o vencedor.

Em 1992, o badminton, o boxe, o judô, o tênis e o tênis de mesa não fizeram decisão de terceiro lugar.

Em 1996, apenas o boxe e o judô mantiveram esse privilégio. Dois atletas recebem medalhas de bronze.

 

 

Cerimônia de encerramento

Até o ano de 1952, nos Jogos Olímpicos de Helsinque, na Finlândia, os Jogos Olímpicos eram encerrados com as delegações desfilando todas em formação.

Contudo, em 1956, nos Jogos Olímpicos de Melbourne, na Austrália, após a idéia de um aprendiz de marcenaria, descendente de chinêses, de 17 anos de idade, chamado John Ian Wing, que propôs que os atletas entrassem todos juntos, com os húngaros à frente, como uma forma de simbolismo contra a invasão soviética em Budapeste. O resultado foi a invasão dos atletas na pista do Estádio Olímpico, o que foi algo marcante.

A partir daí, houve total liberdade e os atletas se agrupam conforme suas afinidades, simbolizando o verdadeiro espírito olímpico.

Completando a cerimônia de abertura, a bandeira olímpica é arriada, a pira olímpica é apagada, o placar eletrônico anuncia o nome da próxima cidade-sede a receber os Jogos e seu prefeito recebe a bandeira olímpica em mãos.

 

 

A bandeira Olímpica

A bandeira olímpica, toda branca, com os cinco anéis entrelaçados, foi idealizada pelo Barão de Coubertin, em 1913.

A primeira bandeira olímpica media 3 metros de comprimento por 2 metros de altura e foi toda costurada na loja Bom Marché, em Paris, na França. Contudo ela só foi hasteada num estádio, nos Jogos Olímpicos da Antuérpia, na Béligica, em 1920.

Os anéis representam os continentes: Europa em azul, Ásia em amarelo, África em preto, Oceania em verde e América em vermelho. A Antártica que não era considerado um continente na época, pode ser representada pelo fundo branco da bandeira.

Com estes cinco anéis, podem ser compostas todas as bandeiras do mundo.

Ao criar-se símbolo dos Jogos Olímpicos, as cidades devem usar os anéis misturados a outros elementos.

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
– LIVRO: Universo olímpico: uma enciclopédia das Olimpíadas, Eduardo Colli. São Paulo: Códex, 2004.
– LIVRO: O guia dos curiosos: olimpíadas / Marcelo Duarte. 1 ed. São Paulo: Editora Panda, 2004.
– SITE: Comitê Olímpico Brasileiro – www.cob.org.br
– SITE: Comitê Olímpico Internacional – www.coi.org

LEAVE YOUR COMMENT

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *