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Barão de Coubertin: O Pai dos Jogos Olímpicos

Barão de Coubertin: O Pai dos Jogos Olímpicos
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Barão de Coubertin

É impossível não criar uma categoria em especial para o Barão de Coubertin, que é o pai dos Jogos Olímpicos da Era Moderna.

Pierre de Frédy, francês nascido em Paris, na França, em primeiro de janeiro de 1863, tornou-se uma das maiores personalidades do esporte. O motivo não foi por ele ter marcado algum gol em uma partida de futebol ou ter quebrado algum recorde mundial em corridas do atletismo, mas sim porque é o homem responsável por fazer renascer o que hoje conhecemos como Jogos Olímpicos, a maior festa do mundo desportivo.

Grande estudioso da pedagogia educativa, orientado pelo mestre Thomaz Arnold, na Escola de Rugby na Inglaterra, o barão fixou seu primeiro objetivo: implantar a língua inglesa na França e à prática privada de esportes sem finalidade de competição, como era praticado na Inglaterra.

O barão encontrou no início muita resistência por parte da França, pois as diferenças de mentalidade entre os dois países eram muito grandes. Combateu este fato com a criação de uma liga de Educação Física, do qual atacou o velho sistema francês de ensino.

Em 1892, na Universidade de Sorbonne, durante a sessão da Associação Francesa de Esportes Atléticos, Pierre de Fredi, em sua palestra, largou a seguinte idéia: a restauração dos Jogos Olímpicos.

Em 1893, após ter passado quatro meses nos Estados Unidos, Coubertin conseguiu um grande aliado para ajudá-lo a trazer de volta os Jogos Olímpicos. Era o professor Willian Sloane (foto acima), que mais adiante seria um dos homens mais fortes do olimpismo.

Em junho de 1894, Pierre de Frédy promoveu um Congresso, inicialmente para regularizar o esporte amador, mas na verdade, discutia a restauração dos Jogos Olímpicos. Com representantes de onze diferentes países, totalizando 79 congressistas de 49 entidades esportivas, o Congresso dava-se por aberto.

 

 

Das mãos de Coubertin, nasce os Jogos Olímpicos

Após a realização do Congresso, Coubertin lançou os princípios para a restauração dos Jogos: celebração de quatro em quatro anos (como era na Antiguidade); modernização do programa esportivo; rotatividade dos Jogos entre as principais cidades do mundo; exclusão das provas infantis e escolares; criação do Comitê Olímpico Internacional (COI) e a realização da primeira edição dos Jogos Olímpicos da Era Moderna no ano de 1896, em Atenas, na Grécia.

Em 12 de novembro de 1894, era constituído o primeiro Comitê Organizador dos Jogos, patrocinado pelo príncipe grego Constantino. Era o nascimento do Comitê Olímpico Internacional, que mais tarde, em 1915, foi definitivamente estabelecido em Lousanne, Suíça, possuindo todos os direitos sobre o símbolo, a bandeira, o lema, o hino e os Jogos Olímpicos até hoje.

Em 1896, com a participação de 14 países, 88 atletas estrangeiros e 123 gregos, era realizado o primeiro Jogos Olímpicos da Era Moderna.

 

 

O fim da vida de Coubertin e o seu lema adotado que ficou na história

 

Após a conquista de conseguir trazer de volta os Jogos Olímpicos, o barão de Coubertin continuou sua luta e assumiu a presidência do COI. Superou a grande decepção após a realização dos Jogos Olímpicos de 1900, em Paris, na França e conseguiu, em 1912, nos Jogos Olímpicos de Estocolmo, na Suécia, a inclusão do Pentatlo Moderno. Criou ainda a bandeira olímpica e o juramento olímpico.

Em 1920, Pierre de Fredi recebeu o prêmio Nobel da Paz, em homenagem a sua devoção ao espírito olímpico.

Em 1925, já cansado e com certa idade, passou a presidência do COI para o Conde Henri de Baillet, da Bélgica.

Em 1937, na cidade de Genebra, na Suíça, o barão de Coubertin, com um ataque fulminante do coração, morreu pobre e isolado. Como forma de reconhecimento, seu coração foi transportado a Olímpia, onde repousa até hoje em um mausoléu.

“O importante não é vencer, mas competir e com dignidade!” Este era o lema adotado pelo educador francês, Pierre de Frédy, o famoso, Barão de Coubertin.

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
– LIVRO: Universo olímpico: uma enciclopédia das Olimpíadas, Eduardo Colli. São Paulo: Códex, 2004.
– LIVRO: O guia dos curiosos: olimpíadas / Marcelo Duarte. 1 ed. São Paulo: Editora Panda, 2004.
– SITE: Comitê Olímpico Brasileiro – www.cob.org.br
– SITE: Comitê Olímpico Internacional – www.coi.org

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