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Equipamentos e Modalidades do Skate

Equipamentos e Modalidades do Skate
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O skate e suas partes

Conforme mostra a figura acima, o skate é formado por diversas pecinhas importantes. Vamos conhecê-las logo abaixo cada uma delas e para que servem.

 

Shape

O shape nada mais é que a tábua de madeira que serve como base para as manobras. É composta por madeira leve e resistente disposto em folhas. Hoje, existem vários tipos de shapes, uns com pouca e outros com muita inclinação, ou então, com pouca ou muita largura. A tábua possui um nose (parte da frente do shape) e um tail (parte de trás do shape). O cave da tábua é a curvatura antes do tail e do nose. Essa curvatura influência no estilo da preferência da pessoa.

 

 

Truck

O truck funciona como um elo entre o shape e as rodas. Ele é preso ao shape e tem grande importância. Os melhores são os que apresentam grande resistência e flexibilidade.

 

 

Rolamentos

É essencial para um bom desempenho do skate e quem determina a velocidade que o mesmo irá ter. Geralmente, um rolamento mais resistente é utilizado para o street e os mais rápidos para o vertical.

 

 

As rodas

São as responsáveis por terem o contato com o chão e proporcionam a estabilidade além da velocidade ao atleta. Uma boa qualidade das rodinhas faz muita diferença na hora de andar.

São feitas geralmente de Poliuterano e de Uretano. Possuem duas cavidades, uma de cada lado, onde são dispostos os rolamentos. Variam quanto ao tamanho ficando atualmente entre 50 e 60 milímetros.

 

 

Parafusos

Por mais óbvio que seja, servem para fixar os trucks na tábua. São quatro em cada truck, somando um total de oito parafusos.

 

 

Lixa

Vai colada a superfície da tábua. Serve para aumentar o atrito entre o calçado do skatista e a tábua do skate, possibilitando uma execução de manobras e impedindo que o calçado do atleta deslize involuntariamente sobre a tábua.

 

 

 

Os equipamentos de segurança

O skate é um esporte do qual o risco de se machucar é muito grande. Por isso, vamos mostrar logo abaixo os principais equipamentos de segurança deste esporte.

 

O capacete

É um equipamento obrigatório e serve para proporcionar segurança para a cabeça.

 

 

Joelheiras

São fabricadas com material rígido e protegem os joelhos em caso de queda. Em algumas modalidades, como a Megarampa, as joelheiras são maiores.

 

 

Cotoveleira

Também feitas de material rígido, servem para proteger os cotovelos em caso de queda.

 

 

 

As modalidades do skate

Veremos logo abaixo as modalidades que fazem parte do mundo do skate.

 

Bowl

Esta é uma modalidade que começou a ser praticada em piscinas nos Estados Unidos, devido a grande seca que o estado da Califórnia enfrentou na década de 1970 (ver Skate – A origem). Neste caso, a pista era diferente das que existem aqui no Brasil que possuem paredes com transições.

O nome bowl, que traduzindo do inglês significa bacia, tem justamente este nome pela pista ter um formato de uma.

As pistas possuem no mínimo 3,50 metros de altura, podendo ser de concreto ou madeira. Seu formato, também conhecido como half-pipes (meio tubo e com formato parecendo um U gigante), tem entre o coping (cano de ferro) e a parede em curva (transição) uma parede com vertical de 90 graus com o chão, ou seja, são retas.

Esta modalidade não tem muitos adeptos, pois, exige do praticante, uma longa experiência e alto nível técnico. No Brasil, há cerca de 40 competidores profissionais e 100 competidores amadores, segundo dados da Confederação Brasileira de Skate.

 

 

Banks

Sendo uma das modalidades mais democráticas do Brasil, pois é praticada por adeptos do Street, Vertical, Mini-ramp, Longboard e Downhill, o Skatebanks é uma variação do bowls. A única diferença é que não possui o vertical e tem altura, no geral, de até 2,50 metros.

Atualmente, com a construção de várias pistas no Brasil inteiro, o skatebank voltou ao seu auge depois de ter sido bastante popular no meio da década de 1980.

 

 

Downhill Slide

Tendo seu auge aqui no Brasil durante a década de 1980, o Downhill Slide, assim como o Downhill Speed, também é praticado em ladeiras, porém, a intenção desta modalidade é descer esta ladeira realizando slides, ou seja, derrapadas ou cavalos de pau com o skate, das mais diversas maneiras e estendendo as manobras o máximo possível. Isto tudo, sem perder muita velocidade na descida.

As competições de Downhill Slide, assim como as de Freestyle, são relativamente baratas à medida que não necessitam de construções de rampas para a realização das competições. Uma boa ladeira e ta feito o carreto.

 

 

Downhill Speed

Esta é a modalidade que originou o skate, portanto, sendo a mais antiga delas. Segundo a origem (ver Skate – A origem), esta modalidade foi inventada pelos surfistas californianos (EUA) que queriam sentir a mesma sensação que tinham ao descer uma onda.

Esta modalidade é praticada em ladeiras de diferentes comprimentos em que o objetivo é descê-las o mais rápido possível. Daí vem o nome Downhill Speed, que traduzindo, significa “descer uma colina rapidamente”.

O Downhill Speed é a modalidade que mais cresce no mundo. Ela conta com vários competidores profissionais brasileiros que disputam o Circuito Mundial da IGSA (International Gravity Sports Association).

No Speed, o atleta deve ter muita atenção e em especial com a segurança, já que juntamente com a modalidade Megarampa, é uma das mais perigosas.

 

 

Mini Ramp

Perdendo apenas para a construção de pistas de Street aqui no Brasil, a Mini Ramp é uma variação dos half-pipes, porém, ela não possui vertical e tem altura geralmente de até 2,50 metros.

Como a modalidade dos Banks, os adeptos de várias categorias como Street, Vertical, Longboard e Downhill, também praticam esta modalidade. É uma modalidade que engloba crianças, jovens e adultos.

 

 

Freestyle

Vamos conhecer agora a segunda modalidade mais antiga do skate, que é o freestyle.

Esta modalidade consiste em realizar manobras consecutivas. Estas manobras são acompanhadas com uma música, ou seja, é como se fosse uma coreografia. Não é permitido colocar os pés no chão. O lugar para a realização desta modalidade tem que ser plano e ter no mínimo 300 metros quadrados.

O Brasil atualmente conta com mais de 20 competidores profissionais e 60 competidores amadores, segundo dados da Confederação Brasileira de Skate.

 

 

Slalom

Nesta modalidade, o skate é mais estreito e também é menor que os tradicionais.

Aqui, o skatista deve passar por vários cones alinhados fazendo zigue-zague tentando ser o mais rápido sem derrubá-los.

 

 

Street

Entre o final da década de 1970 e início da década de 1980, nos Estados Unidos, surgia a modalidade que mais adeptos têm no mundo do skate que é o street.

Nesta modalidade, o skatista deve ultrapassar com seu skate vários obstáculos que são encontrados nas ruas das cidades como monumentos, praças, bancos, corrimões, muretas, escadas, paredes com inclinação de 30 e 80 graus, entre outros.

O street também é muito praticado em pistas de skates (skateparks) em que existem rampas que simulam a arquitetura urbana, tudo obviamente, adaptado ao skate.

No Brasil, mais de 300 competidores profissionais e mais de 10 mil competidores amadores praticam esta modalidade, segundo dados da Confederação Brasileira de Skate.

 

 

Vertical

Esta modalidade, originalmente começou nas piscinas dos Estados Unidos após uma grande seca que atingiu o país (ver Skate – A origem) no início da década de 1970.

Com o passar do tempo, foram construídas as primeiras pistas de skates que imitavam estas piscinas, sendo então chamada de bowls.

Pelo final da década de 1970, grande parte das pistas foram fechadas e, com isso, skatistas construíram em suas casas os famosos half-pipes. Assim, transformaram estes halfs no mais conhecido tipo de rampa do skate.

A modalidade vertical é praticada em pistas com altura mínima de 3,50 metros, que são geralmente feitas de concreto ou madeira, em formato semelhante a meio tubo parecendo um “U” gigante (aí o nome half-pipes), tem que haver entre o coping (cano de ferro) e a parede em curva (transição) uma parede vertical com 90 graus do chão, ou seja, reta, que da então o nome a esta modalidade.

No Brasil, segundo dados da Confederação Brasileira de Skate, existe cerca de 40 competidores profissionais e 100 competidores amadores.

 

 

Megarampa

Esta modalidade nasceu de um mix de outras modalidades do skate que são: Vertical, Street, Downhill, freestyle, longboard e Off-road.

A megarampa, ou Big Air, como é chamada nos Estados Unidos, é a modalidade mais nova e também a mais extrema do skate. É a maior pista do mundo, tendo 107 metros de extensão e 27 metros de altura, o equivalente a um prédio de nove andares. No total, são 300 metros quadrados de área construída, o equivalente a 180 toneladas de estruturas metálicas e outros materiais.

A megarampa é dividida em quatro módulos, que são:

Drop: Rampa de descida de 27 metros de altura.

Jump Ramp: Rampas de impulsão de salto em direção ao vão livre para a realização de manobras. Podem ter de 50 a 70 pés.

Landing: rampa de aterrisagem.

Quarter Pipe: Rampa de 90 graus com 9 metros de altura por 20 metros de largura em que também são realizadas manobras.

Ao dropar a megarampa, os competidores atingem cerca de 80 km/h e aproveitam essa velocidade para saltar e manobrar sobre o vão livre de 20 metros.

A aterrissagem é realizada em um quarter pipe (1/4 de um tube) com oito metros de altura, da qual, ainda fazem uma manobra, podendo voar a mais de 16 metros de altura. Os atletas são avaliados pelas suas manobras.

 

 

Longboard

Nesta modalidade, os skates possuem shapes de tamanhos acima do shape convencional. Seus tamanhos vão de 36 até 50 polegadas ou mais.

No Brasil, para participar de provas da categoria longboard, é necessário que o skate possua tamanho mínimo de 40 polegadas. Já nos Estados Unidos e outros países é considerado longboard, skates com tamanho mínimo de 38 polegadas.

Por ser maior, o longboard é mais difícil de realizar manobras, porém, ele proporciona descidas espetaculares atingindo velocidades incríveis.

 

 

Mountainboard

Nesta modalidade, o skate é bastante diferente. Adaptado para ser usado em qualquer tipo de terreno, principalmente para andar em terra e grama. Esta modalidade proporciona uma aventura bem off-road.

Como mostra a foto acima, o skate tem mais de 40 polegadas, eixos mais largos e rodas grandes em formato de pneu.

 

 

Fingerboard

Ué, uma pista de skate dentro de uma cozinha? Calma pessoal, não é uma competição de skate para ets ou outro ser minúsculo, é apenas o Fingerboard.

Trata-se de uma réplica de um skate com 10 centímetros de comprimento e foi inventado nos Estados Unidos no final da década de 1980.

O skate miniatura, do tamanho de um chaveiro, possui shape, roda, truck, lixa e parafusos, com todos os itens de um skate normal.

Existem até competições internacionais e é possível presenciar manobras espetaculares com um skate de dedo.

 

 

 

As principais manobras

Abaixo seguem as principais manobras realizadas no skate para que você consiga entender melhor.

 

180 graus

O skatista troca a base do skate.

 

 

360 graus

O atleta realiza uma volta completa.

 

 

50/50

Quando no corrimão, o skatista desliza com os dois trucks.

 

 

Backside

É executada de costas para o obstáculo.

 

 

Frontside

Manobra realizada de frente para o obstáculo.

 

 

Grab

Segurar a prancha com a mão.

 

 

Kickflip

Faz o skate rodar por baixo dos pés do skatista.

 

 

Ollie

Manobra básica do skate que consiste em um salto que o atleta dá e tira o skate do chão.

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
– LIVRO: Almanaque dos Esportes, Editora Europa, 2009.
– LIVRO: A História dos Esportes, Orlando Duarte, 4ª ed. Editora Senac, SP, 2004.
– SITE: Confederação Brasileira de Skate – http://www.cbsk.com.br/
– SITE: Federação Internacional de Skateboarding – http://www.internationalskateboardingfederation.com/
– SITE: Associação Internacional de Skateboarding (IASC) – http://www.skateboardiasc.org/
– SITE: International Gravity Sports Association – http://www.igsaworldcup.com/

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