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Equipamentos, Dicas e Tipos de Parapentes

Equipamentos, Dicas e Tipos de Parapentes
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Parapente ou paraglider?

Na verdade, trata-se do mesmo equipamento. A diferença é que um é dito em português e outro em inglês.

 

 

O parapente e suas partes

Os modelos atuais de parapentes têm um planeio (planeio significa a capacidade de deslocamento de uma aeronave em que, neste caso, cada metro que o parapente se deslocava para baixo, avançava três, portanto um planeio de 3:1) que varia de 7:1 nos modelos para iniciantes e de 10:1 nos modelos para competições. São fabricados em diversos países do mundo, inclusive no Brasil, através da empresa SOL, em Jaraguá do Sul, em Santa Catarina.

Conforme mostra a foto acima, vamos agora mostrar como é o equipamento de parapente e explicar cada uma de suas partes.

 

Wing (Velame ou asa): É feito de um tipo de nylon chamado rip-stop, impermeabilizado com uma resina à base de produtos químicos, como silicone e outros. O nylon deve ser bastante impermeável para garantir o perfeito escoamento do fluxo de ar ao redor do aerofólio.

Cell Openings (Borda de ataque): São as aberturas da frente do velame por onde o ar entra nas células.

Células: O parapente é dividido em gomos individuais que são conhecidas como células.

Seat (selete): É a cadeirinha que aloja o piloto. Hoje em dia, as seletes mais modernas vêm equipadas com uma proteção para a coluna do piloto.

Estabilizador: É a ponta do velame (cor laranja na foto) e visa à estabilidade em torno do eixo vertical. Ele faz também que o parapente aproe para o vento e funciona impedindo a passagem de parte do ar do intradorso que tem pressão maior, passe para o extradorso que tem pressão menor, diminuindo, portanto, o aumento do arrasto causado pelo turbilhamento da ponta da asa

Trailing Edge (borda de fuga): É a parte de trás do velame que é costurada para o ar não sair e onde as linhas do freio atuam para que se possa fazer as curvas através da deformação de um dos lados ou diminuir a velocidade atuando dos dois lados simultaneamente.

Extradorso: É a parte superior do velame conhecido como extradorso, ou seja, as costas.

Intradorso: É a parte inferior do velame conhecida como intradorso, ou seja, a barriga onde se prendem as fileiras de linhas.

Breake Lines (Freios): É a união dos batoques e linhas usadas para frear e direcionar o parapente, usado para aumentar a sustentação na decolagem e no pouso para amortecer a chegada. O freio é muito importante, pois através dele é que sentimos a variação de pressão do velame. Em voos turbulentos é necessária uma pilotagem ativa aumentando e diminuindo a tensão na linha de freio para compensar a variação de pressão.

Lines (Linhas): São feitas de derivados de kevlar V.O., chamados de aramida, polietileno ou poliamida. Atualmente as linhas são feitas em material chamado de technora, que é um tipo de aramida com boa resistência a torção. Estas linhas são divididas em grupos a, b, c, d (ver foto).

Risers (elevadores ou tirantes): É a união entre linhas e selete. Normalmente são feitos de nylon extremamente resistente e têm como principal função possibilitar alterações no perfil do parapente quando se usa o acelerador.

Mosquetinhos: São feitos de aço e tem a função de ligar as linhas aos tirantes.

Trimmer: É um dispositivo usado para encurtar o elevador dianteiro do parapente. Ele atua mudando o ângulo ALFA do parapente chamado também de ângulo de ataque.

Speed bar (acelerador): É um dispositivo usado para encurtar o elevador dianteiro do parapente mudando o ângulo da vela da vela para aumentar a velocidade.

Brake Handles (batoques): São as argolas que o piloto usa para segurar, ligadas às linhas de freio.

 

 

Os equipamentos e os itens de segurança

Como em todos os esportes, o parapente não seria diferente, e claro, também possui seus equipamentos de proteção além de itens essências para poder realizar os voos. Abaixo, vamos ver quais são estes itens.

 

O pára-quedas de emergência

Conhecido também como “segunda chance” é usado como última alternativa, no caso de tudo dar errado. Deve ter um tamanho adequado, com um bom tempo de abertura e uma boa taxa de queda.

 

As luvas

Servem para proteger o piloto do frio e de queimaduras quando toca as linhas do parapente, que são bastante abrasivas.

 

As botas

Tanto na decolagem quanto no pouso, os tornozelos ficam vulneráveis e para garantir a proteção do piloto, a bota é muito importante.

 

O macacão

Muito importante para a proteção do piloto. Recomenda-se também o uso de calças compridas no caso de não possuir um macacão.

 

O capacete

Deve ser adequado ao voo livre e ter proteção integral com queixeira. Os capacetes devem permitir que o piloto ouça o vento, algo que é muito importante durante o voo, pois em condição de turbulência pode ser necessário para ser ter um bom nível de informação ao vento relativo.

 

Camelbak

Serve para que o piloto consiga transportar água e outros líquidos de fácil acesso, até mesmo em voo.

 

Rádio eletrônico

Este é o primeiro equipamento eletrônico que o praticante de parapente deve ter consigo. Serve para informar em alguma situação de emergência.

 

Variômetro

Serve para medir a altitude e a variação de subida ou descida. Ele apenas ajuda o piloto a não perder o centro da ascendente, otimizando o voo.

 

A bússola

É um instrumento de navegação importantíssimo caso o piloto perca a visibilidade.

 

O GPS

É um instrumento de navegação moderno que usa a comunicação via satélite para informar o piloto sua posição geográfica. Ele é indispensável para o piloto de competição.

 

Óculos de sol

São importantes para poder pilotar melhor sem que o olhar para a vela o Sol o atrapalhe.

 

 

Os principais passos para voar em um parapente

No parapente, antes de realizarmos os voos, alguns passos importantes são necessários. Você verá baixo quais são eles.

 

Passo 1 – A decolagem

A decolagem se divide em três etapas. São elas:

 

Inflagem

Consiste em tracionar o parapente na direção que deseja decolar, trazendo-o para cima da cabeça do piloto.

 

O controle

Após inflado, o piloto deve verificar se existe algum colapso, linha presa e qualquer outro tipo problema com o seu parapente. Se algum problema for detectado, ele pode abortar a sua decolagem ou então conseguir corrigir o problema. O controle é todo feito com o uso dos freios.

 

A corrida

Após verificado todo o processo de inflar e controlar o parapente, o piloto deve fazer uma corrida para pegar impulso suficiente para o parapente levantar voo.

 

Passo 2 – O voo

Com o uso dos freios, controlar o parapente é bastante simples, isso claro, após você ter tirado um curso e saber como dominar o equipamento, conhecer os ventos, etc. Acionando os freios faz com que você consiga andar mais devagar com o parapente. Se solta-los, obviamente, o seu parapente andará mais rápido. Se você deseja virar à esquerda, é só puxar o freio esquerdo liberando o direito. Isso faz com que o lado direito que possui maior velocidade, avance mais que o esquerdo ocasionando um giro.

 

Passo 3 – O pouso

Ao se aproximar da área de pouso, o piloto com os controles simplesmente diminui a velocidade de seu parapente para atingir o solo com suavidade também usando os freios.

 

 

Os tipos de parapente

Na verdade existe apenas um tipo de parapente. Eles são classificados quanto ao nível de segurança, que é uma consequência de seu rendimento. Isto é, quanto maior o rendimento, menor o nível geral de segurança.

Para que o parapente tenha melhor rendimento, é preciso que ele ofereça menos resistência ao ar quando está voando. Isto tudo é possível com o uso de perfis mais baixos, maiores alongamentos, possibilidades de alterações mais drásticas, do ângulo de ataque, uso de linhas finas, seletes mais aerodinâmicos, etc.

 

 

Os tipos de competições no parapente

Existem vários tipos de provas no parapente, as mais comuns são provas com pilões e chegada ao gol. Também existem provas com distâncias livre ou até mesmo velocidade, a partir de um ponto que pode ser virtual, já que hoje em dia, com a utilização de um GPS, torna-se possível realizar este tipo de prova.

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
– LIVRO: Voando de Parapente: nas entrelinhas do esporte. Silvio Ambrosini. São Paulo: IBRASA, 2007.
– SITE: Associação Brasileira de Voo Livre – http://www.abvl.com.br/
– SITE: Guia de Voo – http://www.guiadevoo.com/

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