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História da Ginástica Artística no Mundo

História da Ginástica Artística no Mundo
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Do Egito Antigo ao professor Friedrich Jahn

A história da ginástica remete aos tempos da Antiguidade. Poucos séculos antes da Era Cristã já existia a prática de acrobacias no Egito, que eram bastante parecidas com os movimentos da ginástica. Esta seria uma das formas que marcaria a origem da ginástica.

Contudo, o que de mais concreto é encontrado sobre a origem deste esporte, remete a sua ligação mais às sociedades da Grécia Antiga. Especialistas relatam o fato dos gregos sempre praticarem atividades físicas para manterem o corpo em forma e de lançarem a ginástica como instrumento de treino para o aperfeiçoamento físico de seus militares.

A origem verdadeira, ao que parece, é realmente grega, pois a palavra ginástica vem do grego gymnastiké, que significa em tradução literal para o português, “exercitar-se nu”. Este era um costume bastante comum entre os gregos, portanto não há nada de estranho nisso.

O tempo passou e a ginástica entrou numa fase bastante importante. Entre os séculos XIV e XVI com as teorias e a consequente valorização do corpo humano, a ginástica passou a ser incentivada com o uso de alguns aparelhos especiais nos exercícios. Este crescimento deu-se ao longo período da prática de ginástica na Grécia antiga até tornar-se bastante popular e ser adotado o esporte por aquela comunidade.

A ginástica por fim, tem o seu grande salto e chega ao patamar de esporte no século XIX, a partir do ano de 1811, quando o professor alemão Friedrich Ludwig Christoph Jahn apareceu para o mundo.

 

 

Friedrich Ludwig Jahn –  O Pai da Ginástica

Nascido em 11 de agosto de 1778, em Lanz, Prússia – poderosa nação européia do século 19 varrida do mapa em 1947 tornando-se parte da Alemanha – Friedrich Ludwig Christoph Jahn, foi um pedagogo alemão, depois educador físico, além de um ativista político. Filho de um pastor protestante, teórico nacionalista alemão e homem político, Jahn, considerado o pai da ginástica, abriu na Alemanha, em 1811, a primeira escola para a prática do esporte ao ar livre.

Trazendo consigo o trauma da derrota sofrida pelo exército de seu país – a Prússia, como era antigamente – para os franceses, na famosa “Batalha de Jena”, Jahn decidiu criar algo grandioso, que envolvia a formação da juventude alemã, preparando-a fisicamente, estimulando a autodisciplina, para o enfrentamento de invasores de Napoleão Bonaparte.

Jahn tinha uma idéia em mente de que a ginástica deveria ser para todos, independentemente da classe social dos cidadãos. Com isso, Jahn, disposto a querer se vingar dos franceses, desenvolveu um sistema perfeito de formação física. Este sistema, totalmente criado com a base da ginástica, o professor Jahn influenciou e contribuiu para a rápida multiplicação das escolas e sociedades de ginástica na Alemanha. Foi ele que iniciou trabalhos com o uso de aparelhos, inventou novidades e tornou-se o grande propagador da ginástica na Alemanha.

O enfrentamento contra os franceses, em 1813, com Jahn participando como voluntário nos combates ao lado de mais de cem ginastas, todos formados por ele, derrubou de vez a hegemonia de Napoleão Bonaparte e libertaram a Alemanha. Mais países da Europa adotaram à prática da ginástica, todos admirados pelo espírito guerreiro e a importância dos movimentos da ginástica.

Com o término das batalhas e a paz reinando, a ginástica foi crescendo com a chegada de novos alunos nas escolas e, a partir daí, deu-se início a uma grande organização da prática por este esporte, com divisão de critérios que levavam em conta a idade e a experiência dos atletas.

Com o sucesso cada vez mais crescendo, a ginástica tornou-se perigosa pelo regime alemão por acharem que o esporte era revolucionário e subversivo. Jahn então foi perseguido, capturado, tornando-se um preso político por um bom tempo, fazendo com que a ginástica saísse de cena. Esta fase ficou conhecida como bloqueio ginástico.

Por incrível que parece, a prisão de Jahn foi benéfica para a divulgação do esporte para o resto do mundo, inclusive para o Brasil, que passaram a conhecer as teorias de Jahn por intermédio de alemães emigrados de sua terra natal.

Na Alemanha, mesmo depois de derrubado o bloqueio da ginástica, as práticas de educação física tomaram novos rumos e regras, como por exemplo, as práticas das atividades deixaram de serem realizadas em lugares abertos passando para locais fechados.

Friedrich Ludwig Christoph Jahn faleceu em outubro de 1852, aos 74 anos, deixando um conjunto de feitos e hoje é considerado um herói na Alemanha.

 

 

A ginástica nas Olimpíadas

Passado quase um século após Jahn ter desenvolvido os primeiros passos da ginástica, foi fundada em 1881, a Federação Européia de Ginástica (FEG). Esta é a entidade máxima da ginástica que passou a ser Federação Internacional de Ginástica, em 1921, presidida na época pelo belga Nicolas Cuperus, que ficou no cargo por mais de quarenta anos.

Cuperos era um homem apaixonado pela ginástica e defensor de sua prática. Participava de trabalhos relacionados à inclusão da ginástica em eventos, como os Jogos Olímpicos, e na oficialização de competições internacionais, como campeonatos mundiais.

Nos primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna, em 1896, em Atenas, na Grécia, participaram ginastas de cinco países, que individualmente, disputavam o título, dados da FIG – Federação Internacional de Ginástica.

Um pouco depois, em 1903, foi realizado o primeiro Campeonato Mundial de ginástica artística, em Antuérpia, na Béligica, e apenas atletas masculinos puderam concorrer a medalhas. As mulheres, nesta ocasião, foi permitido apenas assistirem as apresentações. Porém, trinta anos mais tarde, em 1934, no Campeonato Mundial de Budapeste, na Hungria, as mulheres finalmente puderam participar da competição.

Em 1908, nos Jogos Olímpicos de Londres, Inglaterra, o esporte foi oficializado no calendário de competições. Na disputa individual, o italiano Alberto Braglia (foto abaixo), saiu com a medalha de ouro. Por equipes, a Suécia ficou com o lugar mais alto do pódio.

Aos poucos alemães e suecos iam dominando as disputas e medindo forças junto com os italianos.

Em 1928, nos Jogos Olímpicos de Amsterdã, na Holanda, os homens perderam a exclusividade nos aparelhos e as mulheres, pela primeira vez, puderam fazer parte das delegações que participavam da ginástica. Nesta época, elas podiam só participar de um única prova, a por equipes, da qual, a Holanda sagrou-se campeã.

Devido a segunda Guerra Mundial, a ginástica sofreu uma grande paralisação, inclusive na Alemanha, onde atletas de ginástica morreram pelas batalhas. Retornou em 1948, nos Jogos de Londres, Inglaterra, e de lá pra cá nunca mais saiu do quadro olímpico.

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
– SITE: Confederação Brasileira de Ginástica – www.cbginastica.com.br
– SITE: Federação Internacional de Ginástica – www.fig-gymnastics.com
– LIVRO: Almanaque dos Esportes, Editora Europa, 2009.
– LIVRO: A História dos Esportes, Orlando Duarte, 4ª ed. Editora Senac, SP, 2004.
– LIVRO: Fique por Dentro – Esportes Olímpicos, Benedito Turco. – Rio de Janeiro. Casa da Palavra: COB, 2006.
– LIVRO: O que é ginástica artística, Silvia Vieira, Armando Freitas. – Rio de Janeiro: Casa da Palavra: COB, 2007.

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