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História do Aikido no Mundo

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Morihei Ueshiba (1883-1969) – O maior dos maiores

Nascido em 14 de dezembro de 1883, Morihei Ueshiba tinha uma família que era uma das mais antigas e proeminentes de Tanabe possuindo grandes propriedades na região, bem como o direito à pesca de ostras em uma parte da baía. O pai de Ueshiba, Yoroku, foi membro do conselho da aldeia por mais de 20 anos. A mãe, Yuki, gostava de arte e literatura, e era muito devota indo todas as manhãs, às quatro horas, rezar nos principais santuários da aldeia.

Com a criação voltada para o mundo espiritual, Ueshiba adquiriu experiência nas técnicas shingon de visualização, nas quais a pessoa conjura mentalmente uma divindade e tenta então se fundir com essa imagem. Desde jovem, as visões foram uma parte central de sua vida interior.

Por indicação de seu pai, Ueshiba começou a praticar sumo e natação (morava perto do mar) e caminhadas em visitas aos santuários da montanha. Ele passou a maior parte da juventude em atividades ao ar livre.

Em 1902, com 19 anos de idade, Ueshiba mudou-se para Tóquio onde trabalhou como aprendiz de um comerciante por alguns meses e depois passou a mascatear artigos de papelaria e materiais escolares, usando um carrinho de mão.

Ocupava suas noites praticando jiu-jitsu, estilo da escola japonesa Tenshin Shinyo Ryu, assim como a arte de espada Shinkage Ryu. Esses treinos não levaram muito tempo e nem foram muito aprofundados, mas mostrou a Ueshiba e sua verdadeira vocação.

 

 

Retornando à Tanabe

Em outubro de 1902 acabou retornando para Tanabe onde se casou com Hatsu Itogawa, uma parenta distante por parte de mãe.

Nesta época, a Guerra Russo-japonesa se prenunciava e Ueshiba sabia que poderia ser convocado para o exército. Para fortalecer seu corpo, começou um rigoroso treinamento onde passava horas na montanha com uma espada pesada nas mãos. Também carregava nas costas peregrinos doentes ou feridos pela maior parte do percurso até o santuário de Kumano que tinha aproximadamente 30 quilômetros.

Na época de convocação do exército, Ueshiba queria ser um comandante, ansiava por ser um herói, mas acabou rodando no primeiro exame devido a sua altura que era de 1,56 metros, um centímetro a menos da altura que o exército exigia.

Decidido a entrar na infantaria, Ueshiba treinava em árvores pendurando-se nelas com grandes pesos amarrados nas pernas visando alongar a coluna. De tanto persistir, a recompensa veio e Ueshiba foi aprovado num exame suplementar, sendo designado para as tropas de reserva estacionadas perto de Osaka.

Embora a vida no Exército Imperial fosse dura, Ueshiba apreciava a disciplina e para qualquer tarefa era sempre o primeiro a se apresentar, como por exemplo, limpar latrinas. Tornou-se também muito hábil na luta com baioneta. Nos anos que esteve no exército, acabou transformando-se num tetsujin “homem de ferro”, chegando a pesar 82 quilos.

Num certo período quando esteve no exército, Ueshiba inscreveu-se no dojo de Masakatsu Nakai, em Sakai, subúrbio de Osaka, onde treinava nos seus dias de folga. Nakai era um destacado artista marcial que ensinava o Jiu-jitsu Yagyu Ryu, juntamente com as artes da espada e da lança.

Ueshiba treinou aplicadamente com Nakai e com outro professor chamado Tsuboi.

Em 1908, Ueshiba recebeu da escola uma licença para ensinar o jiu-jitsu Goto-há Yagyu Ryu.

Em 1909, Ueshiba recebeu a influência benéfica de Kumakusu Minakata (1867-1941). Minakata fazia parte do primeiro grupo de japoneses a viajar ao exterior. Ueshiba, sempre atraído por personalidades, uniu-se com Minakata contra o Decreto da Consolidação dos Santuários do governo Meiji (governo da época), que queria apropriar-se da terra dos santuários menores para fins de “desenvolvimento”. Minakata era um naturalista, e para Ueshiba trabalhar com uma causa justa elevou sua moral. Viu que seu futuro não estava em Tanabe e foi então que decidiu tornar-se um pioneiro ao partir com a convocação de voluntários para colonizar a ilha de Hokkaido, no extremo norte do Japão, onde enxergava naquela terra virgem, muitas promessas para um novo negócio. Enfrentando dificuldades nos 3 primeiros anos, as coisas melhoraram como o comércio de madeiras e Ueshiba foi um empreendedor incansável, jamais desistira dos desafios. Depois de muitos esforços, Ueshiba conseguiu realizar o projeto de colonização desta cidade, sendo um grande sucesso.

Neste período em que esteve em Hokkaiko, Ueshiba encontrou Sokaku Takeda, o grande mestre do Daito Ryu. Takeda foi quem combinou os elementos centrais do oshiki-uchi, um estilo secreto de artes marciais da qual envolvia técnicas da etiqueta samurai. Envoldido durante muitos anos em combates reais, acabou formando o que ele chamou de akijutsu Daito Ryu.

Takeda não era um campeão de sumo como seu pai era devido a sua altura (1,52 metros) e por ser magro. Sua extraordinária habilidade devia-se à perfeição técnica, ao timing impecável, ao controle mental e a maestria do poder ki. O ki era a chave do Budo (arte marcial), era uma fonte inexaurível de energia e poder. Takeda podia arremessar qualquer número de atacantes por meio do aiki, a sutil mistura de energia positiva e negativa.

Ueshiba, maravilhado com o desempenho de Takeda, inscreveu-se para um curso de dez dias. A partir daí Ueshiba treinou com Takeda sempre que possível, acompanhou o mestre em viagens e hospedou-se em sua casa. Lá ele ajudava Takeda nos afazeres domésticos e em troca Ueshiba recebia aulas particulares, lições que eram tanto quanto severas como de inestimável valor.

Ueshiba tinha se beneficiado com a mudança para Hokkaiko. Ele havia se fortalecido por ter criado algo do nada como um pioneiro. Obteve sucesso como agricultor e empreendedor além de aprender arte marcial com o melhor artista da região.

Mesmo com tudo isto, Ueshiba estava inquieto: ele ansiava por algo mais duradouro.

 

 

Ueshiba e a Omoto-kyo

Em dezembro de 1919, chegou um telegrama informando que seu pai estava muito doente. Ueshiba doou sua casa para Takeda, repartiu sua propriedade e suas posses deixando Hokkaiko para sempre.

Não retornou diretamente para Tanabe, pois algo havia lhe atraído em Ayabe. Esta atração foi pelo quartel-general da Omoto-kyu, onde conheceu Onishaburo Deguchi (1871-1947), o provável “novo Buda”. Esta era uma religião nova, fundada após as revoluções que haviam varrido o Japão na última metade do século XIX e no início do século XX.

Talvez esperando encontrar um milagre que salvasse seu pai que estava muito doente, Ueshiba participou de uma cerimônia de oração no complexo de Omoto-Kyo. Ele permaneceu por mais algum tempo em Ayabe aprendendo a religião Omoto-kyo, da qual cada vez mais se fascinava.

Quando retornou a Tanabe, seu pai já havia falecido, e seu parentes estavam muito aborrecidos com Ueshiba por não ter chegado mais cedo.

No começo de 1920, Ueshiba e sua família foram para Ayabe. A fascinação de Ueshiba por Deguchi, era simplesmente única, pois encontrara no templo Omoto-Kyo, algo que sempre buscava, um trabalho espiritual podendo trabalhar ao objetivo do “completo despertar”.

 

Deguchi acreditava que o destino de Ueshiba era revelar o verdadeiro significado da arte marcial para o mundo. Um dojo foi construído no complexo e Ueshiba, aos 36 anos, começou a ensinar artes marciais aos membros da Omoto-kyo. Infelizmente, o primeiro ano que a família de Ueshiba havia passado em Ayabe não havia sido nada bem. Ambos os filhos de Ueshiba morreram de doença em 1920, e então, em fevereiro de 1921, Ayabe foi invadida por agentes do governo. Na época o governo japonês considerava Deguchi uma ameaça ao governo e proclamar-se imperador e, acusado de crime de lesa-majestade, foi preso e condenado. Soltaram-no sob fiança quatro meses após isso e retornou para a Omoto-kyo.

Ueshiba continuou ensinando e treinando artes marciais, passando muitas noites praticando fora de casa com a espada e a lança. Também ficou responsável pelas extensas hortas orgânicas da Omoto-Kyo.

Treinando com uma intensidade extrema, Ueshiba armava seus alunos com espadas de verdade e pedia para que eles tentassem o acertar. Só tentavam, pois Ueshiba conseguia se desviar de todos os golpes.

Na primavera de 1925, um oficial da marinha, renomado por sua habilidade no kendô, visitou Ueshiba no dojo de Ayabe. Surgiu um desentendimento a respeito de alguns pormenores sutis da arte marcial, então Ueshiba desafiou o oficial para que tentasse acertá-lo com uma espada de madeira. Muito furioso com o desafio, o oficial atacou sem a menor reserva. Ueshiba, desarmado, evitou até os mais rápidos golpes, percebendo cada ataque como um raio de luz, até que o exausto oficial desistiu.

Mais tarde, após o desafio, caminhando entre as árvores e os jardins, Ueshiba parou repentinamente, como se tivesse parado no tempo e tudo o parecia claro e brilhante, e disse:

 

“Eu vi o divino e alcancei uma iluminação que era verdadeira, arrebatadora, rápida e certa. Imediatamente compreendi a natureza da criação: o caminho do guerreiro é manifestar o amor divino, um espírito que abarca e nutre todas as coisas. Lágrimas de gratidão e alegria correra meu rosto. Vi o universo inteiro como meu lar, e o sol, a lua e as estrelas como meus amigos íntimos. Todo apego às coisas materiais se desvaneceu.”

 

 

Ueshiba – Em Tóquio, o aikido cresce

Depois desta transformação, Ueshiba começou a manifestar poderes incríveis: podia deslocar pedras enormes, pular distâncias inacreditáveis e livrar-se de qualquer tipo de ataque, em qualquer lugar, a qualquer hora.

Esta habilidade toda foi parar nos ouvidos de Isamu Takeshida, depois que o judoca chamado Nishimura, ao desafiar Ueshiba, perdeu a luta sem acertar um golpe sequer no mestre e ficou maravilhado o como aquele pequenino japonês conseguira tamanha força e habilidade.

Em 1925, Isamu Takeshida, que já havia sido patrocinador de Funakoshi e Kano, agora patrocinava Ueshiba. Organizou uma demonstração em Tóquio que foi um grande sucesso. Com o resultado, ele foi convidado a dar um curso de 21 dias, no palácio de Ayoma, para instrutores de alto nível de judô e kendô. Mas alguns oficiais eram contra a presença de Ueshiba em qualquer tipo de evento patrocinado pelo governo, por causa de suas estreitas ligações com o controverso Degushi. Ofendido, Ueshiba retornou para Ayabe, porém, chegando lá, Degushi encorajou-o a se desvincular da Omoto-kyo lembrando ele com a seguinte frase: “Seu propósito na vida é revelar ao mundo o verdadeiro significado do budo (arte marcial)”.

Em 1927, juntamente com a sua família, Ueshiba foi para Tóquio em definitivo ensinando a arte em diversos dojos improvisados. Muitas pessoas não acreditavam na capacidade de Ueshiba e por muitas vezes era testado.

O general Miura, um herói da Guerra Russo-japonesa, foi um dos que duvidavam do poder de Ueshiba e o desafiou. Lançou um ataque mortal contra Ueshiba, mas acabou no chão, completamente imobilizado. Após pedir desculpas por sua pretensão, Miura solicitou ser aceito como discípulo.

Após ouvir seus alunos do Kodokan falarem tanto de Ueshiba, o sempre ávido pesquisador Jigoro Kano solicitou uma demonstração. Em outubro de 1930, Kano visitou o dojo temporário, em Mejiro, e ficou deslumbrado com o desempenho de Ueshiba, do qual classificou para ele como a arte marcial ideal. Depois da demonstração, Kano enviou a Ueshiba uma carta de reconhecimento e pediu-lhe que ensinasse a alguns avançados do Kodokan.

Diversos praticantes do Kodakan aprenderam e trocaram o judô pelas aulas de Ryu Jujutsu com Ueshiba, como a arte era conhecida, mas também era chamada de aiki-budo.

Em 1931, um dojo permanente e uma moradia foram construídos para Ueshiba na região de Wakamatsu-cho, em Tóquio. Nos dez anos que vinham pela frente, o Kobukan (Pavilhão das Nobres Artes Marciais) seria o centro de um grande número de atividades. Ueshiba começou a aceitar alunos internos de tempo integral no Kobukan, embora fosse bastante seletivo em relação aos admitidos.

Por ser bastante exigente, Ueshiba tinha um número não muito grande de discípulos. No Kobukan havia também diversas discípulas internas, destaque para Takako Kunigoshi (nascida em 1909), responsável por fazer os desenhos para o primeiro manual de Ueshiba, Budo Renshu, que circulou internamente em 1933.

Ueshiba tornou-se o professor de artes marciais da elite da nação. Ensinou em todas as principais academias militares de Tóquio, deu aulas para membros da casa imperial e visitava Osaka frequentemente para treinar oficiais da polícia e militares. Algumas pessoas ricas treinavam no Kobukan fazendo com que Ueshiba, através de grandes doações, recebesse um salário do governo que era muito próximo ao de um ministro de gabinete.

 

 

A prova da “linha de tiro”

Sei que a história de Ueshiba e o Aikido são longas, mas é impossível não contar este episódio que aconteceu com Ueshiba.

Certo dia, um grupo de atiradores do exército visitou o Kobukan para assistir a uma demonstração. Quando Ueshiba descobriu quem eles eram, fez uma provocação: “As balas não conseguem me acertar.” Os atiradores, ofendidos, desafiaram Ueshiba a se pôr à prova. O mestre aceitou assinar um termo do qual inocentava os atiradores de qualquer responsabilidade caso ele fosse atingido ou morto.

No dia da demonstração, Ueshiba estava na linha de tiro, aparentemente sem qualquer preocupação. No estande, colocou-se calmamente como alvo, a cerca de 20 metros de distância de seis atiradores. Quando eles miraram e atiraram, vários foram derrubados e inexplicavelmente apareceu em pé e ileso atrás deles. Espantados com o milagre, os atiradores perguntaram se Ueshiba poderia fazer aquilo novamente. O mestre respondeu prontamente: “Claro!”. Lá foi Ueshiba na linha de tiro nos mesmos 20 metros de distância e novamente depois dos disparos, os atiradores estavam no chão e Ueshiba apareceu atrás deles rindo.

Perguntado por seu discípulo, o como havia feito aquilo, Gozo Shioda (1915-1994), que nunca acreditava nos poderes de seu mestre e sempre tentava pegar Ueshiba desprevenido (nunca conseguiu), teve sua pergunta respondida da seguinte forma:

“Meu propósito na Terra ainda não terminou, assim nada pode me matar. Quando minha tarefa estiver terminada, será então a hora de ir. Até lá, estou perfeitamente a salvo de qualquer ferimento”. Esta frase de Ueshiba, coincidência ou não, lembrava de certa maneira o que se contou de Jesus: “Mas, passando por meio deles, Jesus foi-se embora ileso”, em (Lucas 4:30.).

 

 

Surge o nome aikido

Após a morte de Jigoro Kano, em 1938, Ueshiba emergiu como o instrutor sênior de artes marciais no Japão. Muitos de seus alunos ocupavam altos postos no governo e nas forças armadas.

Em 1942, Ueshiba renunciou todos os seus postos oficiais, alegando doença, e retirou-se para sua propriedade em Iwana, onde havia adquirido até estes anos. Tomou esta decisão devido a Segunda Guerra Mundial que se iniciava e que lhe causava uma enorme angústia. Ele reclamava da brutalidade e da ignorância de muitos integrantes das forças armadas, onde mais tarde, confessou a alguns de seus discípulos que odiava ensinar nas academias de espionagem e da polícia militar. Para ele, a violência e a destruição da guerra eram contrárias ao propósito expresso do verdadeiro sentido da arte marcial: cultivar e promover a vida.

Em Iwana com sua família em uma pequena cabana, bem longe da guerra, Ueshiba não era insensível ao terrível sofrimento que estava acontecendo em toda a Ásia. Ficou gravemente doente por diversas vezes nesse período. Para se recuperar e preparar-se para a renovação do Japão, Ueshiba começou a praticar o que, nesse momento, chamou de aikido, “a arte da paz”.

O Japão se rendeu em agosto de 1945. Embora a cidade de Tóquio estive completamente destruída, o dojo Kobukan permaneceu intacto graças a seu filho, Kisshomaru. Nesta época, com exceção do Karatê, todas as artes marciais foram banidas pelas forças de ocupação e a Fundação Kobukan foi dissolvida.

Ueshiba permaneceu no Jardim Aiki, em Iwana, plantando, rezando, e preparando-se para apresentar o aikido ao mundo.

 

 

O aikido ganha o mundo e o grande mestre parte em paz

Quando o Japão começou lentamente a se reconstruir, isto em 1948, os alunos e patrocinadores de Ueshiba se reagruparam e criaram a Fundação Aikikai.

Em 1950 a prática regular de aikido foi retomada e uma nova ordem era necessária. A grande visão de Ueshiba sobre o aikido, era de uma arte não competitiva que cultivava um bem-estar espiritual e físico, parecia ser a ideal.

Durante esta década, o aikido foi apresentado ao mundo com Kisshomaru, o filho de Ueshiba, que administrava os detalhes organizacionais. Com isso, o aikido foi introduzido na França e no Havaí por instrutores japoneses e, por volta de 1955, praticantes estrangeiros de vários países ao redor do mundo participavam regularmente dos treinos no dojo em Tóquio.

Ueshiba até então se recusava a fazer apresentações em público, o que valia para todos os velhos mestres. Mas Kisshomaru, seu filho, convenceu seu pai do oposto, ao dizer-lhe que as pessoas precisavam assistir ao vivo a graciosa eficácia do aikido. Depois disso, as apresentações de Ueshiba tornaram-se o ponto alto de todas as demonstrações de aikido.

Ao contrário de Jigoro Kano e Gichin Funakoshi, de quem foram realizadas pouquíssimas imagens ao vivo, foram feitos alguns filmes de Ueshiba em ação, incluindo uma elaborada produção rodada já em 1935. Em 1958, Ueshiba estrelou o documentário Rendez-vous with Adventure (encontro com a aventura), filmado por dois câmeramen norte-americanos, onde mais tarde foi retratado na década de 1960 um documentário feito pela NHK, a rede nacional de televisão japonesa.

Ueshiba adorava viajar e apreciava visitar os novos dojos, filiado à Fundação, que estavam se estabelecendo em vária regiões do Japão.

Em 1961, Ueshiba viajou para o Havaí para inaugurar o dojo Aikikai de Honolulu. Permaneceu nas ilhas por 40 dias, ensinando e executando caligrafias a pincel para os praticantes locais.

Comparados com a atividade frenética e a contínua agitação do período pré-guerra, os anos finais de Ueshiba foram calmos, dedicados ao estudo, à oração e ao treinamento. Perto do final da vida, vestia-se com roupas brancas, exibindo cabelos brancos e uma ondulante barba branca. Sua saúde declinou gradualmente, mas, mesmo preso à cama por sua doença final, Ueshiba ainda era capaz de atrair uma força cósmica que fazia voarem seus quatro assistentes quando o começavam a tratar como se fosse um velho doente. Mesmo depois de velho ele continuava a repassar as técnicas de sua arte mesmo preso a uma cama.

No dia 26 de abril de 1969, aos 86 anos, o mestre do aikido faleceu. A instrução final deixada aos seus discípulos foi: “O aikido é para o mundo todo. Não serve a propósitos egoístas ou destrutivos. Treinem incessantemente para o bem de todos”.

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
– LIVRO: Três mestres do Budo. John Stevens – editora: Cultrix
– SITE: Federação Brasileira de Aikido – http://www.febrai.com.br/
– SITE: Confederação Brasileira de Aikido – http://www.aikikai.com.br/
– SITE: Federação Internacional de Aikido – http://www.aikido-international.org/

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