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Origem e HIstória do Tênis no Mundo

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A origem do tênis – do “jeu de paume” ao “Sphairistike”

Para começarmos a contar a origem do tênis, vamos viajar até o século XII, quando monges franceses começaram a arremessar com as mãos uma bola rústica contra os muros de seus mosteiros.

Há alguns historiadores que vão mais além, dizem que povos egípcios e gregos da antiguidade já praticavam esportes que seriam precursores do tênis. Como não há desenhos ou descrições que confirmem tal tese, estes pesquisadores usam como exemplo expressões árabes do antigo Egito como a “rahat”, que significa palma da mão e seria a base da palavra raquete. Dizem ainda que a origem do nome do esporte tivesse vindo da cidade egípcia Tinnis.

Alguns outros pesquisadores dizem que a palavra tênis só surgiu muitos séculos depois, derivada da expressão francesa “tenez” (traduzida como “pegue” ou “segure”), que era dita sempre que um jogador se preparava para sacar a bola para o adversário.

Bem antes do esporte ser conhecido como tênis, havia uma brincadeira inventada pelos monges franceses que ganhou o nome de “jeu de paume”, que significava “jogo da palma (da mão)”, já que ainda não se usavam raquetes.

No começo, os jogadores usavam as mãos nuas. Logo depois começaram a usar tiras de couro ou luvas.

A versão mais antiga de uma raquete que se sabe, surgiu por volta do século XIV, quando passou a ser utilizado no jogo um objeto de madeira em forma de pá, conhecido como “battour”.

Contudo, apenas dois séculos mais tarde o objeto em forma de pá ganharia um cabo e cordas trançadas. Alguns pesquisadores garantem que a invenção da raquete é italiana.

Com o tempo, o esporte começava a ganhar novas regras. A bola deixava de ser arremessada contra um muro e passava a ser praticado em quadras retangulares com uma corda que dividia ela ao meio. As bolas eram feitas de materiais diversos, como pêlos, lã, tecido ou couro.

O esporte havia caído no gosto da nobreza e alguns pesquisadores afirmam que por volta do século XIII já haviam cerca de 1.800 quadras de tênis na França.

Pouco tempo depois, o “jeu de paume” chegava nas graças do povo inglês que também conquistou aos reis Henrique VII e Henrique VIII, que promoveram a construção de muitas quadras.

Após a Guerra dos Cem Anos, que durou de 1337 a 1453, o esporte praticamente havia desaparecido. Porém, quando a guerra havia terminado, o rei Luís XI da França retornou com o esporte e até decretou como deveria ser a bola. Ela teria uma fabricação especifica com um couro especialmente escolhido, e deveria conter um chumaço de lã comprimida em seu interior.

O rei Luís XII, sucessor de Luís XI, também era um apaixonado pelo “jeu de paume” e foi o responsável por divulgar o esporte no país. Tanto é que pediu ajuda ao francês Guy Forbert para que redigisse as primeiras regras.

Séculos se passaram até que em 1873, era escrito o primeiro livro de regras do esporte, depois de ressurgir novamente após a Revolução Francesa em que guerras foram promovidas por Napoleão Bonaparte.

Curiosamente, neste livro de regras o nome do esporte era Sphairistike, um termo grego usada para um jogo da Antiguidade.

 

 

A origem do tênis – Walter Wingfield

O livro de regras do sphairistike, jogo idêntico ao tênis, porém com o nome diferente, foi escrito pelo inglês Walter Wingfield, que é considerado o criador do esporte. Alguns contestam que tenha sido ele o criador do tênis, afirmam que o esporte surgiu da evolução de outros jogos antigos. Mas o que se tem de fato é que Walter Wingfield criou e escreveu as regras do tênis, em 1873, e são usadas até hoje sofrendo apenas pequenos ajustes nos últimos anos.

Wingfield foi o responsável por patentear um kit de madeira, que chegou a vender, incluindo as regras manuscritas, quatro raquetes, a rede e as bolas.

A única coisa que Wingfield não conseguiu sustentar foi o nome do esporte. O nome sphairistike era substituído por “lawn-tennis”, que significa tênis de grama, porque era um esporte disputado sobre terrenos gramados.

 

Em 1877, com o crescimento do esporte por toda a Europa, foi disputado em Wimbledon, na Inglaterra, o primeiro torneio internacional, organizado pelo All England Croquet Club.

Quatro anos mais tarde, era fundada nos Estados Unidos a Associação Nacional de Tênis sobre a Grama, que foi a responsável por organizar em 1881 o primeiro campeonato nacional, em Rhode Island. Esta é a competição que depois passou a ser chamada de US Open, ou, Aberto dos Estados Unidos e, assim como o torneio de Wimbledon, na Inglaterra, existem até hoje e fazem parte do Grand Slam, que reúne quatro competições. As outras duas competições que completam o Grand Slam são: Roland Garro, na França, criado em 1891, e o Australian Open, que foi criado em 1905.

 

 

O tênis nos Jogos Olímpicos e o mundo

Com o sucesso garantido do tênis, a modalidade conseguia a sua inclusão no programa dos primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna, em 1896, na cidade de Atenas, na Grécia. De 1896 a 1924, o tênis fazia parte do programa olímpico. Contudo, o esporte ficaria de fora das Olimpíadas de 1928 à 1988, pois o Comitê Olímpico Internacional era extremamente rígido com a profissionalização do esporte.

Uma competição importante que surgiu no ano de 1900, foi a Copa Davis, um campeonato mundial de seleções entre os países disputado até hoje.

Apesar do tênis ter sido criado desde o século XIX, a primeira entidade internacional que surgiu para este esporte foi só em 1912. A Federação Internacional de Lawn-Tennis reunia inicialmente 12 países e em 1977 passou a ser chamada de Federação Internacional de Tênis (FIT).

Em 1924, a entidade consolidava os princípios criados por Wingfield e lançou um novo livro de regras, que se mantém praticamente inalterado até hoje.

Em 1968, ao mesmo tempo em que o tênis se espalhava por todo o mundo, em vários países, começava a surgir torneios com prêmios em dinheiro ou que pagavam pela presença de bons jogadores. A Federação Internacional percebeu a diminuição de participantes nas suas competições e passou a admitir jogadores profissionais e amadores em uma mesma competição. Com isso surgiam os torneios abertos.

Quatro anos mais tarde, com a separação clara já existente dos tenistas profissionais e amadores, foi criado nos Estados Unidos, por iniciativa do norte-americano Jack Kramer, a Association os Tennis Professionals (ATP), conhecida no Brasil como Associação dos Tenistas Profissionais.

Com a criação de um circuito de tênis profissional, o esporte ganhava maior visibilidade e espaço na mídia, atraindo novos praticantes e admiradores em todo o mundo.

Com a entrada da televisão nas transmissões das competições, o esporte cresceu rapidamente e se espalhou pelos cinco continentes com criações de quadras e com isso foram abertas as primeiras escolinhas do esporte.

Hoje, o tênis é um esporte bastante assistido e admirado pelo público. Com competições que giram milhões de dólares e direitos de transmissões pela televisão, grandes eventos são assistidos simultaneamente em mais de cem países com grandes audiências.

 

 

Principais competições de tênis

No tênis, sob o controle da ATP, o calendário internacional do tênis é composto por quase seiscentos torneios como os que já são conhecidos de Challengers (contam como pontos para o ranking da ATP). Contudo, as competições que costumam marcam e atrair ao público são apenas 17 competições das quase seiscentas existentes. Estas competições são: quatro Grand Slam (Aberto da Austrália, dos Estados Unidos, Roland Garros e Wimbledon). Nove torneios do Masts Series (Indian Wells, Miami, Monte Carlo, Roma, Hamburgo, Canadá, Cincinatti, Madri e París); as duas Masters Cups (masculino e feminino, com os oito melhores tenistas do ano); a Copa Davis e a Federation Cup (versão feminina da Davis).

Vale ressaltar que há outras duas competições que ocorrem de quatro em quatro anos no mundo do tênis que são os Jogos Pan-americanos e os Jogos Olímpicos.

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
– LIVRO: Almanaque dos Esportes, Editora Europa, 2009.
– LIVRO: A História dos Esportes, Orlando Duarte, 4ª ed. Editora Senac, SP, 2004.
– LIVRO: O Guia dos Curiosos: esportes 3ª ed. Marcelo Duarte, Editora Panda Books.
– LIVRO: Fique por Dentro – Esportes Olímpicos, Benedito Turco. – Rio de Janeiro. Casa da Palavra: COB, 2006.
– LIVRO: O que é tênis, Silva Silveira, Armando Freitas. – Rio de Janeiro: Casa da Palavra: COB, 2009.
– SITE: Confederação Brasileira de Tênis – http://www.cbtenis.com.br/
– SITE: Federação Internacional de Tênis – http://www.itftennis.com/
– SITE: Federação Paulista de Tênis – http://www.tenispaulista.com.br/

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