História dos Jogos dos Povos Indígenas

História dos Jogos dos Povos Indígenas
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Jogos Olímpicos Indígenas – O evento desportivo dos índios

No começo da década de 1980, com a idéia de aproximar mais de 180 etnias e mais de 200 línguas indígenas, que um índio, chamado Carlos Terena, procurou os órgãos federais, estaduais e municipais do Brasil, para buscar recursos para a realização de um evento que reunisse os povos indígenas.

Em 1996 com a criação do Ministério Extraordinário dos Esportes, o sonho virou realidade.  Com Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, nomeado como Ministro, determinou que a área técnica do Instituto Nacional do Desenvolvimento do Desporto fizesse estudos e uma programação orçamentária para atender a demanda da comunidade indígena. Visitando várias aldeias com lideres indígenas, os técnicos se envolveram no projeto de realização dos Jogos dos Povos Indígenas.

No dia 16 de outubro de 1996, era aberto o I Jogos dos Povos Indígenas, em Goiânia, no Estado de Goiás. Com mais de 400 atletas das 25 etnias participando do evento, toda a linha de ação, desde a concepção da Aldeia Olímpica, sua estrutura até a definição das modalidades, ficaram sob a coordenação indígena.

Com o objetivo de promover o encontro e o intercâmbio esportivo-cultural entre os diferentes povos indígenas brasileiros, os Jogos Olímpicos Indígenas tem por finalidade o congraçamento entre todos os participantes, privilegiando o aspecto lúdico da prática esportiva, revelando e resgatando as manifestações esportivas tradicionais indígenas.

Procurando fortalecer a identidade cultural, celebrando o espírito da confraternização digna e respeitosa com a sociedade não indígena e, acima de tudo recuperar a auto-estima do Homem Índio, o evento reúne 12 modalidades que encantam e divertem o público que aprecia o evento que ocorre todos os anos e hoje o número de etnias chega a 60 e 45 delegações.

Entre as delegações que já participaram deste evento, estão: Aikewara, Apinajé, Avá Canoeiro, Awá Guajá, Aweti, Bakair, Bororo, Cinta Larga, Enawenê-Nawê, Gavião Kyikatêjê, Guarani, Hixkaryana, Ixãntxe, Javaé, Ka’apor, Kaiowá, Kalapalo, Kamayurá, Kanela, Ramkokamenja, Karajá, Kayabi, Kayapó, Krahô, Kuiukuru, Matis, Nambikwara, Parakanã, Paresi, Pataxó, Rikbatsa, Suruí, Tapirapé, Tembé, Terena, Wai-Wai, Waiãpi, Waimiri, Atroari, Waura, Xavante, Xerente, Xikrin, Xukuru, Kariri, Yanomami e Yawalapiti.

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
– SITE: Fundação Nacional do Índio (Funai) – http://www.funai.gov.br/
– SITE: Ministério dos Esportes – http://www.esporte.gov.br/

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